quinta-feira, 28 de junho de 2012

Reflexões de chuveiro

Qual é o problema da tigela?

Não, sinceramente, eu gostaria de saber por que no Brasil, onde fala-se português, ninguém mais usa a palavra "tigela". Eu só leio e escuto: "bowl" pra cá, "bowl" pra lá, "bowl" colorido, "bowl" pequeno, "bowl" grande, "bowl" de porcelana, "bowl" de inox, "bowl", "bowl", "bowl".

Gente, eu não sou nenhuma defensora da língua portuguesa, aliás adoro misturar inglês, português, francês, e qualquer outra gracinha no meio das frases. Mas geralmente é pra colocar um pouco de humor, ou substituir uma palavra que em outra língua tem um sentido muito mais certeiro daquilo que estou querendo dizer.

Agora, essa estória de bowl já me cansou. Principalmente porque metade desse povo que adora falar "bowl" quando precisa realmente falar inglês, amarela e passa vergonha.


Então aqui vai meu protesto pela volta das tigelas! Uma palavra tão bonitinha: ti-ge-la. O que o povo tem contra ela?

Bisous!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Canadian TV/Télé Canadienne #7: Tou.tv

Este post vai pra quem é fã da teledramaturgia québécoise e/ou gosta de aprender francês de um jeito mais gostoso e descontraído: vendo TV, é claro!
Até pouco tempo atrás o conteúdo online da Tou.tv (da Radio-Canada) era fechado para quem estava fora do Canadá. Mas agora eles estão com um canal no Youtube, possibilitando a quem está no Brasil assistir seus programas e séries.

Tem muita coisa que eu não vi ainda e dos que vi Les Parent continua sendo meu favorito. Também adoro assistir L'épicerie que traz dicas muito legais sobre alimentos, testa diferentes utensílios domésticos, faz enquetes sobre a preferência do consumidor acerca de um determinado produto, além de nos dar uma boa idéia da vida do québécois quando se trata de alimentação.




E você, qual seu programa preferido da Tou.tv?

Bisous!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vergonha de ser canadense ou vergonha de ser humano?

                  colagem de Joana Cocarelli
A semana toda eu abro os jornais, ligo a TV e é Rio+20 pra cá, Rio+20 pra lá. Confesso que eu acho que todas essas reuniões não vão dar em nada, mas ao mesmo tempo penso ser de extrema importância levantarmos questões e discutirmos soluções para os novos (e velhos) desafios que o mundo nos impõe.

E dando minha zapeada diária pela internet achei a matéria abaixo onde li "I apologize in advance, but I'm from Canada."

At Rio+20, I find myself ashamed of being Canadian




Rio de Janeiro – “I apologize in advance, but I’m from Canada.”
That’s the way I’ve been introducing myself in recent days at the Rio+20 United Nations Conference on Sustainable Development. I am greeted with pity.
It is with a heavy heart that I find myself feeling – along with several other youth and non-governmental-organization delegates here at the conference – ashamed to call myself Canadian.
The pride I wish I had for my country has vanished among repeated failures on the part of Canada to play an active role in climate negotiations.
At the last Conference of the Parties (the United Nations Conference on Climate Change), held in Durban, South Africa, in 2011, Canada won so many “Fossil of the Day” awards that it was given a Lifetime Achievement Award.
Now, in Brazil, Canada is again in the international spotlight for all the wrong reasons.
On Sunday, Premier Jean Charest presented his Plan Nord – a “new global model for sustainable development,” as he called it. He talked about the social and environmental benefits of exploiting the natural resources of an area of boreal forest the size of France.
Is this, as the Rio+20 slogan goes, “the future we want for ourselves and for our children”?
Is this the direction our society is headed? Where is the realization that our resources are finite and need to be protected?
Our negotiators on the international stage have the power to change the way we manage the environment in order to protect it. Yet the Canada I see now is a Canada that has no intention of progressing in terms of environmental issues.
Instead, I see myself living in a country that is regressing, withdrawing from its previous commitments and subsidizing polluting industries such as the oilsands to the tune of billions, all the while cutting environmental programs.
One may argue that economic development is needed to avert an economic crisis. But what about our growing global environmental crisis? As a young adult, I am beginning to get the sense that our elected officials are not representing our best long-term interests and are not caring for the well-being of our country and the global environment beyond the next election.
As a community organizer and environmental advocate, I dedicate most of my free time toward making our world a better place in which to live. But where is the leadership at the governmental level?
Our leaders need to realize that the time to act is now, and that if nothing is done, this Rio+20 conference will go down in history as a failure.
Climate change is not an issue that can be dealt with sometime later.
I sincerely hope I can be proud to call myself a Canadian again, although I somehow cannot bring myself to believe that this will be anytime soon.
Leehi Yonaof Dollard des Ormeaux is a student at Marianopolis College and a youth delegate at this week’s United Nations Rio+20 United Nations Conference on Sustainable Development.



Após a leitura fiquei pensando: será que os canadenses são os únicos que precisam se desculpar? Ou é o mundo todo que está em falta com o meio ambiente? Será que o problema são os políticos? Mas quem elege os políticos?
Talvez eu escrevesse: I apologize in advance, but I'm human. And despite everything I've been done so far, I'm willing to change my attitude towards a better world for me, for us and for the future generations.

Bisous!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

13. Esse número dá sorte!

Enquanto mais teorias (da conspiração ou não) são criadas nas infinitas comunidades virtuais de imigrantes com respeito aos combos, às quantidades de processos por mês, aos lotes, às datas, aos prioritários e aí por diante, eu afogo minhas mágoas do lote 13 assistindo Eurocopa, ouvindo muita música bacana e dançando.

E hoje foi dia da Yelle. Adoro! Acho essa musiquinha tão alegre! :)



Bisous!

ps: eu também ando afogando as mágoas jogando SongPop. Viciei. :(

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Viajando #8: Milano


Eu já contei aqui que amo futebol e por causa dele ganhei uma viagem pra Itália. Só ficou faltando contar como foi a tal viagem. Adiantando o que eu posso dizer é que se viajar é bom, viajar de graça é melhor ainda.

Quando fiquei sabendo que tinha ganhado a viagem o único problema foi resolver quem iria comigo. Tinha que escolher entre uma das minhas irmãs. Nem me lembro mais como chegamos a um consenso mas sei que a irmã do meio (a La) foi a premiada. Até hoje eu me penitencio por não ter levado a mais nova, Le. Tadinha. Minha meta agora é poder ganhar outra viagem pra levar ela comigo.

Mas a La não curtia futebol e mal sabia o que era o Milan. Pois eu fiz que fiz e ela teve que decorar o nome de todos os jogadores, haha. Lembro que no avião eu fazia chamada oral com ela “Número 21 é quem?”. E ela até que decorou direitinho... no fim da viagem já tinha virado Rossonera. Mal sabia eu que estava levando a menina pro mau caminho: ser torcedora hoje em dia não está nada fácil.

Bom, a viagem foi rapidinha, só uma semana, mas deu pra aproveitar muito. Foram seis premiados, mais os acompanhantes e o pessoal da Perfetti van Melle, que aliás foi muito legal e fez de tudo pra tornar aquela experiência única (até uma intérprete eles contrataram para andar com a gente). O grupo era super heterogêneo e isso rendia muitas gargalhadas. Eu acho que nunca ri tanto numa viagem em toda minha vida.

O prometido era ir a um jogo do Milan e depois conhecer os jogadores brasileiros do time no CT. Logo que chegamos em Milão eu e La já fomos bater perna no Parco Sempioni e curtir cada minutinho precioso da viagem. Depois todo mundo foi jantar num restaurante super bacana no bairro de Navigli, um dos mais descolados da cidade. No dia seguinte fomos conhecer o Castello Sforzesco, a Piazza Del Duomo, o Duomo é claro, a linda Galleria Vittorio Emanuelle II e como não poderia faltar, fomos até a igreja de Santa Maria delle Grazie onde está o afresco pintado pelo gênio Leonardo da Vinci, A última ceia. Acho que não preciso falar mais nada né: poder ver esse afresco, que na minha modesta opinião dá de dez na Mona Lisa (eu nem curto a Mona gente), já vale a viagem, mesmo que eu nem tivesse visto o Milan.

Galleria Vittorio Emanuelle II

Bom, mas eu vi o Milan, e essa parte foi sensacional. Eu era a única da excursão que conhecia o time (bom, a essa altura a La já sabia pelo menos o nome dos jogadores). Tinham algumas pessoas que não estavam nem aí pro jogo e queriam mais é ficar turistando, mas no fim das contas todo mundo foi pro estádio (acho que o jantarzinho na área VIP deve ter convencido a galera). Antes da partida começar conhecemos o estádio, fomos até o museu do time, pude ver a taça da Champions League a um palmo do meu nariz (a gente tinha acabado de ser hexacampeão – ganhamos de novo em 2007), fomos até as portas dos vestiários, entramos no gramado pelo túnel, eu me joguei no banco, tirei foto, levei grama pra casa, deitei e rolei e aí fui toda comportadinha para aquela área VIP chatinha onde ninguém torce, ninguém grita, ninguém xinga, ninguém ta nem aí pro jogo.  Mas eu tava e pude ver quando o Pirlo (lembra quem é o 21?) marcou o gol da nossa vitória contra a Lazio. O jogo só ficou no 1x0 mas nem precisava de mais, eu já tava no céu. Quando a partida terminou usamos a nossa credencial pra ir no estacionamento ver a saída dos jogadores.

Antes do jogo da Serie A, pagando mico no banco

E eu pude ver o meu maior ídolo do futebol, Paolo Maldini, (não, não é o Pelé) de pertinho de pertinho.
No dia seguinte fomos até Milanello, o centro de treinamento do time. Lá a gente pode ver os atletas treinando na academia, depois fomos na sala de imprensa, ficamos um pouco no espaço onde os jogadores se distraem jogando sinuca, vídeo-game e sei lá mais o quê, almoçamos no CT e enquanto a galera comia eu fiquei de plantão no corredor pra pedir autógrafo a todos que passassem. Consegui 13 mas infelizmente nenhum dos meus favoritos: Maldini e Shevchenko. Dos brasileiros conheci o Cafu, Kaká, Rivaldo e Dida, este o mais simpático de todos, sem dúvida. O Leonardo não pode ir ao CT e veja só, apareceu à noite de surpresa no restaurante para jantar conosco.

Como se não bastasse tudo isso a Perfetti ainda nos levou até a cidade de Como onde fizemos um passeio de barco pelo maravilhoso Lago di Como. Almoçamos num restaurante de frente para o lago, com direito a abafador e talheres de prata (já tava me sentindo uma rainha kkk), passeamos pelas vielas estreitas das comunas de Bellagio,Tremezzo, pegamos o funicolare para ver tudo isso lá de cima e ainda jantamos a maior pizza individual que eu já comi na vida.

Lungo Lario Trento em Como

Já na outra manhã fomos para Linate conhecer a fábrica da Perfetti e obviamente voltamos recheados de balas, chicletes e afins. Eu lembro que tinha um caramelo recheado de chocolate que era maravilhoso e não vendia no Brasil. Me acabei de comer desse e trouxe todos os que couberam no bolso pra casa (eu, a pobre esfomeada!). Voltando pra Milão o roteiro era um jantar não lembro onde. Eu já sabendo que o Milan jogaria a Champions nesse dia, conversei com o pessoal da empresa e resolvemos que quem quisesse ia no jogo e quem quisesse ia no jantar. É claro que eu fui ver o Milan perder do Brugge (do Brugge!!!) ao vivo e a cores. Dessa vez no meio do povão, comendo bolacha recheada na arquibancada, mas eu tava lá, ouvindo o hino da Champions... não tem preço (na verdade tem sim, esse ingresso foi uma das poucas coisas que eu paguei na viagem).

Pra terminar posso dizer que Milão marcou meu coração. Não sei se por ter sido a primeira cidade européia que conheci, se por ter sido numa ocasião tão particular e especial, se pela companhia, pelas risadas, pela emoção de ter um sonho realizado... só sei que definitivamente quero voltar um dia, e que seja dessa vez com a Le.

PS: Pra variar tive problemas com as fotos para ilustrar o post: além de eu não achar meu álbum em lugar nenhum pra poder scannear as fotos, as poucas que tenho scanneadas mostram outras pessoas além de mim, e não vou por carão dos outros na internet né! 

Bisous!