Bonjour Hi!
Bom, como prometido eu vou falar um pouco sobre o preço das coisas por aqui.
Todo mundo sabe que custo de vida depende muito de cada pessoa, cada um tem um padrão de consumo diferente e no final os valores podem variar enormemente.
O que eu pretendo escrever é sobre os custos básicos, coisas que provavelmente ninguém vai querer ou poder ficar sem. E lógico, dentre cada um desses itens há milhares de variações de preço.
1. Habitação
É pra onde vai a maior parte da grana. Morar custa caro (apesar de Montréal ser uma "cidade baratinha" nesse aspecto). Se você é sozinho, como eu, aí ferrou! Não tem com quem dividir as despesas, mas também não tem briga pelo controle remoto! A opção pra baratear é alugar um quarto ou dividir apê e aí chovem anúncios no craigslist e kijiji. Os preços podem ir de uns 300 dólares até 750, mas a média fica em 500 dólares por mês, com tudo incluso. O lado ruim é que você nunca saberá se cairá numa cilada até cair. Mas pode ser que você acabe num lugar super legal e conheça ótimas pessoas. You gotta take your chances.
Se quiser alugar um apê só pra você aí os custos aumentam, mas se for um 1 1/2 dá pra achar por uns 500 dólares também. A partir daí, cada cômodo custa geralmente uns 100 dólares a mais por mês, lógico, com suas variações. E lógico que dependendo do bairro. Esses preços são uma média de apartamentos moráveis, sem luxo algum, em bairros moráveis de Montréal. Não é o preço de Outremont e Westmount nem o preço de um moquifo lá na pqp onde nem o trem chega. Tirando os bairros da moda e dos ricos (que vão ser sempre caros) o preço sempre tende a aumentar quanto mais perto do centro você estiver.
E pra saber o custo de um apê do jeito que você quer e no bairro que você quer, aconselho visitar o Padmapper.
Outro ponto interessante a ressaltar é se o apê já vem com energia, água quente e calefação inclusos no aluguel. Se sim, tant mieux. Se não, não se esqueça de considerar estes valores na hora de fazer as contas.
Meu apê não têm estes custos inclusos e este mês chegaram as primeiras faturas!!! Medo!
Tenho que pagar 12 dólares por mês para a HydroSolution pelo aluguel do chauffe-eau (um equipamento que aquece a água) e mais x por mês para a Hydro-Québec, cuja primeira conta é bem salgada pois é cobrado um valor de 50 dólares (plus taxes) para a abertura do seu dossie. Mas o que me preocupou mesmo foi o consumo, que foi o dobro do da inquilina anterior. Estou já imaginando o quanto essa conta vai me custar no inverno. E olha que eu tento economizar o máximo possível!
Ah, e pra finalizar um conselho de amiga: se possível, alugue um apê com entrada pra lavadora - secadora. Lavar roupa na lavanderia (seja ela do prédio ou não) é uma m****. Sua roupa só vai ficar molhada e não limpa!
2. Internet, TV, telefone
Aqui no Québec quase todo mundo tem Bell ou Videotron. Acho que deve existir outra(s) operadora(s) de tv, internet etc, mas eu desconheço. No site deles tem os preços de todos os serviços, sejam eles separados ou em bundles. Agora, a dica é ficar de olhos bem atentos pois existe uma guerra entre as duas e sempre tem altas promoções. Se você ficar esperto pode conseguir um bom desconto.
No meu caso uma amiga me avisou de uma promoção relâmpago da Bell e consegui um bundle internet ilimitado + TV com canais de base + 30 canais à escolha pelo mesmo preço apenas da internet. Mas não tenho telefone residencial (e não faz nenhuma falta). E pra quem não sabe aqui os pacotes de TV são sempre HD e quase todos vem com um equipamento para você gravar o programa que quer e assistir depois. No Brasil, eu tinha que comprar o pacote mais caro para ter essa opção de gravação e ainda pagar mais R$ 40,00 por mês por isso. Quanto ao serviço de internet não tenho do que reclamar até agora. Minha velocidade é a menor dentre as opções e mesmo assim é bem mais rápida que a internet que eu tinha no Brasil que teoricamente era o dobro dessa que eu tenho aqui. Até agora não tive problemas com queda de sinal ou qualquer outra coisa, tanto da TV quanto da internet.
3. Celular
Bom, minha base de comparação para custo de celular é meio nula, pois no Brasil eu tinha um pré-pago da TIM que eu fazia questão de esquecer no fundo da bolsa e recarregava a cada três meses pra não perder a linha (não sou uma pessoa ultra-tecnológica, acho que já deu pra perceber faz tempo né). Mas mesmo assim eu sei que celular custa caro no Brasil. Aqui também. O fato de você pagar as ligações entrantes é muito irritante, mas temos que dançar conforme a música né. Aqui existem muitas operadoras, mas na verdade o mercado é dominado por poucas empresas pois a Fido é da Rogers, a Koodo é da Telus e a Virgin é da Bell. E tem a Public Mobile também. Enfim, infinitas opções de escolha de planos e aparelhos. A diferença aqui é que você faz um plano de 2 ou 3 anos e sai com um bom aparelho de graça ou um ótimo aparelho por 150 dólares tops. Os planos mensais também podem variar bastante, inclusive na mesma operadora, de um mês para outro mudam as promoções e com isso os valores dos planos também. Mas em geral com 60 dólares por mês dá pra ter um celular legalzinho com muitos minutos pra falar e um plano de dados decente. Agora se você consome muitos dados talvez tenha que pegar um plano mais caro. Mas antes de comprar o mais caro lembre-se que aqui tem wi-fi free em tudo quanto é lugar!
4. Supermercado
Esse item é muito difícil de colocar um preço e todo mundo sabe as razões. Pra simplificar: eu sozinha gasto uma média de 150 dólares por mês no supermercado. Atenção: não esbanjo. Só compro o que tá na promoção! Sim, dá pra fazer boas compras apenas com os itens na promoção. Tenho evitado comprar "besteiras", coisas industrializadas demais, as famosas porcarias tão gostosas de comer e tão pouco nutritivas. Compro o básico, me dou de presente algumas coisinhas mais caras e diferentes de vez em quando, mas sem sair do budget. Só lembrando que eu não compro muitos produtos lacteos, que são considerados caros aqui, nem alcoólicos (que eu deixo pra comprar no bar! haha) e dizem os outros que eu como feito um passarinho!
Dica: neste site tem as circulaires de todos os supermercados. É só fuçar lá pra saber quanto custam as coisas por aqui.
5. Lazer
Outro item que não dá pra por preço. Você pode gastar muito ou pouco, dependendo dos teus hábitos. Este item pode facilmente devorar seu orçamento se você não tiver um certo controle.
Aqui existem muitas opções de lazer gratuitas, mas mesmo assim sempre acaba-se gastando um pouco. Você sai de casa e sempre compra uma água, uma cerveja, toma um sorvetinho, enfim, nunca fica no 100% gratis. Se for pra bares e restaurantes então, tem além do impostinho amigo de 15% o pourboire de 15%, totalizando sempre 30% a mais do que o valor inicial.
Mas pra exemplificar vou listar o preço médio de alguns itens:
Cinema: 13,00. Se for IMAX 20,00 (de terça o cinema custa quase metade do preço)
Shows, Teatros, Ballets, Eventos esportivos etc: variação gigantesca de preços. No site da evenko tem o preço de tudo que rola na cidade
Exposições: 25,00
Entrada para atrações turísticas: 15,00
Pichet: 13,00 (depende muito do bar e da cerveja, mas gira em torno disso)
Sorvete: 5,00 (tamanho médio)
Mas só lembrando que lazer é fundamental e não podemos, mesmo tendo que economizar no começo, abrir mão de sair, passear, nos divertir. Se não a vida não tem graça!
6. Transporte
O sistema pública de transporte daqui é bom, não é perfeito como nada no mundo, mas funciona bem legalzinho. Comprar apenas um bilhete de ônibus/metrô é caro (3 dólares) mas pra quem usa sempre o ideal é comprar o passe mensal que te dá direito a usar os ônibus e metrôs quantas vezes quiser no mês pelo valor fixo de 77 dólares. Também existem muitas outras opções de bilhetes que podem ser consultadas no site da STM. Pra quem anda de bike existe a opção do bixi e a opção do OPUS + bixi, que acaba saindo com um bom desconto. (eu não sei os preços mas no site da STM tem tudo explicado).
Agora, pra quem vai querer anda de carro, vou ficar devendo pois não tenho carro e não tenho também intenção de comprar um carro, desconheço os valores de seguro, o preço dos pneus de inverno, de estacionamento etc. A gasolina eu sei que hoje tá valendo 1,37 o litro mas acho que em cima desse valor tem impostos e uma taxa que não sei o nome.
Vale lembrar que comprar um carro aqui é facil, o problema é mantê-lo!
7. Mobília da casa
Nem vou escrever muito: você pode comprar tudo novo em lojas como Ikea, HomeDepot, The Brick, Leon, Brault & Martineau, BestBuy, FutureShop, e lojas chiquetosas de design espalhadas pela St-Laurent ou comprar usado dos vários brasileiros que vendem tudo quando se mudam pra uma casa maior/menor ou voltam pro Brasil ou ir à caça no Craigslist e Kijiji. Aí vai da curiosidade de cada um fuçar e ver o preço das coisas.
8. Roupas de inverno
Ainda não comprei, ainda não pensei nisso e se Deus quiser quando o momento necessário chegar eu vou estar trabalhando.
No geral é isso. Existem muitos outros gastos que vão sendo adicionados no orçamento ao longo do mês, dependendo do modo de vida de cada um.
Uma coisa sempre importante a se considerar é: lembrar que todos esses preços são sem os impostos (tirando aluguel), então tudo vai ficar 15% mais caro. E que existem muitas e muitas deduções no seu holerite!
E para quem possa interessar, uma matéria da Gazette explicando um pouquinho mais sobre o salário mínimo no Québec.
Espero que essas informações sejam de serventia pra alguém.
Bisous!
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
terça-feira, 26 de junho de 2012
Canadian TV/Télé Canadienne #7: Tou.tv
Este post vai pra quem é fã da teledramaturgia québécoise e/ou gosta de aprender francês de um jeito mais gostoso e descontraído: vendo TV, é claro!
Até pouco tempo atrás o conteúdo online da Tou.tv (da Radio-Canada) era fechado para quem estava fora do Canadá. Mas agora eles estão com um canal no Youtube, possibilitando a quem está no Brasil assistir seus programas e séries.
Tem muita coisa que eu não vi ainda e dos que vi Les Parent continua sendo meu favorito. Também adoro assistir L'épicerie que traz dicas muito legais sobre alimentos, testa diferentes utensílios domésticos, faz enquetes sobre a preferência do consumidor acerca de um determinado produto, além de nos dar uma boa idéia da vida do québécois quando se trata de alimentação.
E você, qual seu programa preferido da Tou.tv?
Bisous!
Até pouco tempo atrás o conteúdo online da Tou.tv (da Radio-Canada) era fechado para quem estava fora do Canadá. Mas agora eles estão com um canal no Youtube, possibilitando a quem está no Brasil assistir seus programas e séries.
Tem muita coisa que eu não vi ainda e dos que vi Les Parent continua sendo meu favorito. Também adoro assistir L'épicerie que traz dicas muito legais sobre alimentos, testa diferentes utensílios domésticos, faz enquetes sobre a preferência do consumidor acerca de um determinado produto, além de nos dar uma boa idéia da vida do québécois quando se trata de alimentação.
E você, qual seu programa preferido da Tou.tv?
Bisous!
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Pets de Soeur
Oi pessoas!
Há alguns dias estava eu visitando um blog que a Ana indicou, quando vi uma receita de uma bolachinha típica do Québec e fiquei morrendo de vontade. É uma coisinha bem simples, um biscoito enroladinho com açúcar mascavo e canela. Aí hoje eu resolvi fazer. Deu mais trabalho do que pensei que fosse dar, já que a massa fica grudenta e por isso mesmo bem difícil de manusear. Mas no fim das contas ficou gostoso.
Deixei a massa por mais de uma hora na geladeira antes de abrir para ver se ela ficava um pouco mais espessa e menos grude-grude.
Há alguns dias estava eu visitando um blog que a Ana indicou, quando vi uma receita de uma bolachinha típica do Québec e fiquei morrendo de vontade. É uma coisinha bem simples, um biscoito enroladinho com açúcar mascavo e canela. Aí hoje eu resolvi fazer. Deu mais trabalho do que pensei que fosse dar, já que a massa fica grudenta e por isso mesmo bem difícil de manusear. Mas no fim das contas ficou gostoso.
Deixei a massa por mais de uma hora na geladeira antes de abrir para ver se ela ficava um pouco mais espessa e menos grude-grude.
Como eu não gosto de miséria coloquei bastante açúcar e canela. Melhor esparramar na assadeira do que ficar pobrinho e sem sabor.
E voilà, depois de uns 20 minutos no forno eles ficaram assim. Ok, não estão lá muito parecidos com os originais québécois mas é que esse marrom todo é só excesso de gostosura!
Bisous!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
10 coisas que eu odeio em você.
Ando vendo muito gente por aí se lamuriando com a demora do consulado para com nossos vistos. Então, pra aliviar um pouquinho o stress e segurar a ansiedade, resolvi pensar em tudo de ruim que tem no Canadá. Todas as coisas que existem por lá (ou não existem) que me desagradam. Coisas que eu gostaria que fossem diferentes. Achei até que não fosse conseguir 10 itens para o post. Mas não é que depois do terceiro a coisa começou a fluir... tive até que me segurar pra não aumentar a lista... então vamos à ela:
1. Placas de estacionamento
Pra mim as placas de estacionamento de Montréal (ou do Canadá inteiro, vai saber) são completamente indecodificáveis. Talvez um dia, após tirar minha carta de motorista canadense, eu venha a entendê-las. Porém enquanto isso não acontecer vou continuar me sentindo uma das pessoas mais burras do planeta toda vez que tiver que saber se pode ou não pode estacionar em determinado lugar.
2. Petiscos
Essa realmente me deixa de mau humor. Você quer sair com os amigos, beber uma cerveja gelada, por o papo em dia e claro, beliscar coisinhas gordas, nada saudáveis, calóricas e muuuuuito apetitosas. Mas cadê que é fácil achar um bar que sirva essas porções maravilhosas que nós estamos acostumados a comer aqui quando sentamos na mesa de um bar pra tomar nosso choppinho. Cadê o pastel? O provolone à milanesa? A bolinha de queijo? A isca de peixe? A calabresa? A mandioca frita? A picanha na chapa? O camarãozinho? Nem batata frita meu amigo... no máximo vc vai conseguir uma poutine (que na minha opinião perde feio pra uma porção de batatas sequinhas e crocantes). Mas é a vida né. Se a cerveja tiver gelada e não for Bud light, já é alguma coisa.
3. Banana
Ainda no tópico comida, vou ter que falar da banana. Eu adoro banana. Tem tanta fruta "chique" nesse mundo, mas minha favorita é a banana. Banana é tudo de bom. Dá pra fazer de mil jeitos, quente, fria, assada, frita, com canela, com aveia, na torta, à milanesa... adoro banana. Isso sem falar que é uma das frutas que mais saciam o apetite e é super prática: não precisa de faca pra descascar, não precisa lavar, não precisa cortar, colocar em tupperware e o diabo. É simples e gostosa.
Mas essa é a banana que eu compro aqui vizinho de casa ou a que dá no meu quintal. Já comeu a banana que é vendida lá no Québec? Verde, sem gosto, sem graça, uma casca dura do caramba, uma decepção!
Pelo visto vou ter que começar a gostar de blueberries.
4. Verglas
Nesse tópico talvez haja alguém que concorde comigo. A neve é linda. Branca, fofinha, gotosa! Mas o e verglas? Gente, o que é isso? É praticamente uma cidade inteira transformada em pista de patinação. Serve para os amigos apostarem entre si quem tomará menos capotes durante o inverno. E pra mais nada.
5. Pagar para receber ligações
Não sei se isso é uma coisa somente canadense ou é prática comum no resto do mundo também, mas pagar pra receber ligação (ou mensagens) é o ó. Por isso atenção: não dê seu número a estranhos. Vai que um mala xarope resolve encarnar em você? Além de irritada você vai ficar pobrinha.
6. Gorjetas
Confesso não ser uma pessoa tip-friendly. Dou gorjeta sim quando sou bem atendida e quando acho que o serviço prestado mereceu. Mas dar gorjeta para tudo e para todos me enche. Se é num restaurante, o garçom ficou pelo menos uma hora atendendo a mesa, soube explicar o cardápio, foi simpático, não errou o pedido, etc, dou gorjeta com prazer. Agora, ir num bar, pedir uma cerveja pra uma piriguete com os peitos de fora, que não fez nada mais do que pegar a garrafa do ponto A e colocar no ponto B e ainda ter que dar gorjeta?
A última frase foi censurada pela autora.
7. Garagem
Esqueçam um pouco a periferia. Concentrem-se nos apartamentos de 100 anos do centro da cidade. Sim, eles não tem garagem. Mas até aí eu também não vou ter carro. Mas um dia quem sabe eu terei um (acho que não vai rolar passar vários invernos seguidos andando de busão). E quando esse dia finalmente chegar espero já ter resolvido meu problema cognitivo com as placas de estacionamento e espero também estar com os bracinhos em boa forma pra poder desenterrar meu pequeno possantinho depois de um dia de tempête de neige.
8. Barbecue
Não, não vou reclamar que churrasco canadense não é churrasco de verdade e eles só sabem fazer salsichas e hamburguers. Meu problema com barbecue é outro: sabor barbecue. Sabe quando você vai comprar alguma coisa (inúmeras coisas) e ao invés de ter o gosto do produto eles colocam aroma artificial de qualquer outra porcaria porque acham que assim vai vender mais? Tipo batata frita sabor strogonoff, biscoito recheado sabor torta de limão, chocolate sabor pavê de morango. WTF???
Eu não sei se é pura implicância minha mas parece que tudo o que eu ia comprar no Québec era sabor barbecue. Po, por que não deixa a comida ter o gosto que é pra ter? Ae, fiquei de mal.
9. Lavanderia
Sabe o título do post? Então, eu não "odeio" todas essas coisinhas que escrevi acima. Eu só "não gosto". Mas se tem uma coisa que eu odeio é a falta de lavanderia nos aptos (e em algumas muitas casas) no Québec. Olhe lá, eu não sou a Monica, não tenho mania de limpeza, não tenho a casa mais limpinha do planeta e nem gosto de fazer faxina. Mas esse negócio de não ter onde lavar pano de chão, pano de prato, não ter onde esfregar as roupas (adoro uma máquina de lavar, mas às vezes a gente tem que dar uma esfregadinha se não encarde muito), a falta de um tanque me deixa angustiada. Afinal como toda mulher eu adoro um tanquinho!!!
PS: se você compreende minha angústia e tem solução pra ela, aide-moi stp!
10. And last but not least:
Já há relatos de que Michel Teló tenha chegado por lá. Ai se eu te pego seu desgraçado!
Bisous!
1. Placas de estacionamento
Pra mim as placas de estacionamento de Montréal (ou do Canadá inteiro, vai saber) são completamente indecodificáveis. Talvez um dia, após tirar minha carta de motorista canadense, eu venha a entendê-las. Porém enquanto isso não acontecer vou continuar me sentindo uma das pessoas mais burras do planeta toda vez que tiver que saber se pode ou não pode estacionar em determinado lugar.
2. Petiscos
Essa realmente me deixa de mau humor. Você quer sair com os amigos, beber uma cerveja gelada, por o papo em dia e claro, beliscar coisinhas gordas, nada saudáveis, calóricas e muuuuuito apetitosas. Mas cadê que é fácil achar um bar que sirva essas porções maravilhosas que nós estamos acostumados a comer aqui quando sentamos na mesa de um bar pra tomar nosso choppinho. Cadê o pastel? O provolone à milanesa? A bolinha de queijo? A isca de peixe? A calabresa? A mandioca frita? A picanha na chapa? O camarãozinho? Nem batata frita meu amigo... no máximo vc vai conseguir uma poutine (que na minha opinião perde feio pra uma porção de batatas sequinhas e crocantes). Mas é a vida né. Se a cerveja tiver gelada e não for Bud light, já é alguma coisa.
3. Banana
Ainda no tópico comida, vou ter que falar da banana. Eu adoro banana. Tem tanta fruta "chique" nesse mundo, mas minha favorita é a banana. Banana é tudo de bom. Dá pra fazer de mil jeitos, quente, fria, assada, frita, com canela, com aveia, na torta, à milanesa... adoro banana. Isso sem falar que é uma das frutas que mais saciam o apetite e é super prática: não precisa de faca pra descascar, não precisa lavar, não precisa cortar, colocar em tupperware e o diabo. É simples e gostosa.
Mas essa é a banana que eu compro aqui vizinho de casa ou a que dá no meu quintal. Já comeu a banana que é vendida lá no Québec? Verde, sem gosto, sem graça, uma casca dura do caramba, uma decepção!
Pelo visto vou ter que começar a gostar de blueberries.
4. Verglas
Nesse tópico talvez haja alguém que concorde comigo. A neve é linda. Branca, fofinha, gotosa! Mas o e verglas? Gente, o que é isso? É praticamente uma cidade inteira transformada em pista de patinação. Serve para os amigos apostarem entre si quem tomará menos capotes durante o inverno. E pra mais nada.
5. Pagar para receber ligações
Não sei se isso é uma coisa somente canadense ou é prática comum no resto do mundo também, mas pagar pra receber ligação (ou mensagens) é o ó. Por isso atenção: não dê seu número a estranhos. Vai que um mala xarope resolve encarnar em você? Além de irritada você vai ficar pobrinha.
6. Gorjetas
Confesso não ser uma pessoa tip-friendly. Dou gorjeta sim quando sou bem atendida e quando acho que o serviço prestado mereceu. Mas dar gorjeta para tudo e para todos me enche. Se é num restaurante, o garçom ficou pelo menos uma hora atendendo a mesa, soube explicar o cardápio, foi simpático, não errou o pedido, etc, dou gorjeta com prazer. Agora, ir num bar, pedir uma cerveja pra uma piriguete com os peitos de fora, que não fez nada mais do que pegar a garrafa do ponto A e colocar no ponto B e ainda ter que dar gorjeta?
A última frase foi censurada pela autora.
7. Garagem
Esqueçam um pouco a periferia. Concentrem-se nos apartamentos de 100 anos do centro da cidade. Sim, eles não tem garagem. Mas até aí eu também não vou ter carro. Mas um dia quem sabe eu terei um (acho que não vai rolar passar vários invernos seguidos andando de busão). E quando esse dia finalmente chegar espero já ter resolvido meu problema cognitivo com as placas de estacionamento e espero também estar com os bracinhos em boa forma pra poder desenterrar meu pequeno possantinho depois de um dia de tempête de neige.
8. Barbecue
Não, não vou reclamar que churrasco canadense não é churrasco de verdade e eles só sabem fazer salsichas e hamburguers. Meu problema com barbecue é outro: sabor barbecue. Sabe quando você vai comprar alguma coisa (inúmeras coisas) e ao invés de ter o gosto do produto eles colocam aroma artificial de qualquer outra porcaria porque acham que assim vai vender mais? Tipo batata frita sabor strogonoff, biscoito recheado sabor torta de limão, chocolate sabor pavê de morango. WTF???
Eu não sei se é pura implicância minha mas parece que tudo o que eu ia comprar no Québec era sabor barbecue. Po, por que não deixa a comida ter o gosto que é pra ter? Ae, fiquei de mal.
9. Lavanderia
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| Vai ver que ela tem razão |
PS: se você compreende minha angústia e tem solução pra ela, aide-moi stp!
10. And last but not least:
Já há relatos de que Michel Teló tenha chegado por lá. Ai se eu te pego seu desgraçado!
Bisous!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Le Cannelé
Vai chegando o Natal e a galera já começa a pensar no banquete da ceia natalina. Eu particularmente não gosto de "comidinhas de Natal". Não curto nada e acho que somado ao fato de eu detestar Natal e o mês de dezembro inteiro, aí me faz ter menos vontade ainda de querer guloseimas natalinas.
Mas isso não me tira a vontade de comer coisas gostosas, e uma dessas coisinhas que está me tentando desde o dia que vi é o Cannelé: caramel croustillant à l'extérieur, crémeux à l'intérieur.
Fala sério, por que eu fui assistir o vídeo? Agora não vou sossegar enquanto não me deliciar com um cannelé. Pior que vou ter que afogar minhas mágoas na torta de banana mesmo.
PS: Alguém aí tem os moules pra me emprestar???
Bisous!
Mas isso não me tira a vontade de comer coisas gostosas, e uma dessas coisinhas que está me tentando desde o dia que vi é o Cannelé: caramel croustillant à l'extérieur, crémeux à l'intérieur.
Fala sério, por que eu fui assistir o vídeo? Agora não vou sossegar enquanto não me deliciar com um cannelé. Pior que vou ter que afogar minhas mágoas na torta de banana mesmo.
PS: Alguém aí tem os moules pra me emprestar???
Bisous!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Les Déchétariens
Desperdício. É impressionante como nós desperdiçamos "coisas" ao longo da vida. Desperdiçamos nosso tempo com inutilidades, desperdiçamos nossa saúde adotando hábitos que não são os mais recomendados, desperdiçamos nosso dinheiro comprando bugigangas que sabemos que irão quebrar no dia seguinte e desperdiçamos, muitas vezes sem ao menos nos darmos conta, comida. E desperdiçar comida me deixa realmente chateada. Quando eu penso no tanto de comida em bom estado que é jogada fora todos os dias, enquanto milhares de pessoas ao redor do planeta não tem o que comer fico muito triste e também preocupada com o futuro do mundo.
E é sobre o desperdício de alimentos que o mini documentário Les Déchétariens fala. Ele mostra pessoas que recuperam alimentos que foram jogados fora pelos centros de distribuição e supermercados, fazendo disso um ato político: enquanto há abundância de alimentos em alguns lugares, em outras partes do mundo há pessoas morrendo de fome. No Québec por exemplo estima-se que 50% das frutas e legumes produzidos sejam jogados no lixo. Se levarmos em conta apenas o desperdício na América do Norte, daria para alimentar 49 milhões de pessoas com o que é jogado fora todo ano.
Confesso que foi muito chocante pra mim ver pessoas comuns (não pobres necessitados) mergulhando em lixeiras para catar comida. Eu sinceramente não acho que a atitude dessas pessoas vá mudar alguma coisa no cenário mundial (ou québecois) do desperdício alimentar. Mas é um começo e vale para informar. Acho que é preciso sobretudo uma mudança radical na mentalidade das pessoas. E isso deve ser feito desde criança. As crianças precisam ser educadas desde pequenas a valorizar mais os alimentos e criarem consciência de que como consumidores (no futuro) elas terão o poder de barganha sobre a indústria. Desde já precisamos nos mobilizar: parar de comprar em demasia aquilo que não precisamos, consumir cada vez mais produtos locais e da estação, dizer não aos produtos que são embalados mil vezes e que possuem etiquetas com prazos de validade bem inferiores ao normal. É só parar para pensar: se um supermercado joga no lixo 40% das suas frutas e legumes (por exemplo), ele está lucrando muito em cima dos 60% vendidos. Não seria mais vantajoso para todos que ele vendesse 90% de seu estoque ao mesmo preço dos 60% que já vende? Assim os consumidores pagariam menos e mais pessoas teriam acesso a esses alimentos que hoje são desperdiçados. Mas aí nós também precisamos fazer nossa parte e parar com frescuras inventadas na última década de consumir sempre o que é mais bonitinho, embalado à vacuo, super selecionado, etc etc.
Acho que vale a reflexão.
Bisous!
E é sobre o desperdício de alimentos que o mini documentário Les Déchétariens fala. Ele mostra pessoas que recuperam alimentos que foram jogados fora pelos centros de distribuição e supermercados, fazendo disso um ato político: enquanto há abundância de alimentos em alguns lugares, em outras partes do mundo há pessoas morrendo de fome. No Québec por exemplo estima-se que 50% das frutas e legumes produzidos sejam jogados no lixo. Se levarmos em conta apenas o desperdício na América do Norte, daria para alimentar 49 milhões de pessoas com o que é jogado fora todo ano.
Confesso que foi muito chocante pra mim ver pessoas comuns (não pobres necessitados) mergulhando em lixeiras para catar comida. Eu sinceramente não acho que a atitude dessas pessoas vá mudar alguma coisa no cenário mundial (ou québecois) do desperdício alimentar. Mas é um começo e vale para informar. Acho que é preciso sobretudo uma mudança radical na mentalidade das pessoas. E isso deve ser feito desde criança. As crianças precisam ser educadas desde pequenas a valorizar mais os alimentos e criarem consciência de que como consumidores (no futuro) elas terão o poder de barganha sobre a indústria. Desde já precisamos nos mobilizar: parar de comprar em demasia aquilo que não precisamos, consumir cada vez mais produtos locais e da estação, dizer não aos produtos que são embalados mil vezes e que possuem etiquetas com prazos de validade bem inferiores ao normal. É só parar para pensar: se um supermercado joga no lixo 40% das suas frutas e legumes (por exemplo), ele está lucrando muito em cima dos 60% vendidos. Não seria mais vantajoso para todos que ele vendesse 90% de seu estoque ao mesmo preço dos 60% que já vende? Assim os consumidores pagariam menos e mais pessoas teriam acesso a esses alimentos que hoje são desperdiçados. Mas aí nós também precisamos fazer nossa parte e parar com frescuras inventadas na última década de consumir sempre o que é mais bonitinho, embalado à vacuo, super selecionado, etc etc.
Acho que vale a reflexão.
Bisous!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Um pedacinho de felicidade
Enquanto eu espero o lenga lenga do consulado, uma das minhas metas é aprender a cozinhar todo tipo de porcaria engordativa que eu amo comer e nunca soube fazer. Como eu venho de uma família de doceiros e aqui em casa nunca faltou sobremesa, eu nunca me preocupei em fazer nada. Era só falar: "to com vontade de comer x", e pronto, x aparecia horas depois milagrosamente na geladeira. Porém, todavia, contudo, sei que no Québec quem terá que encher a geladeira de guloseimas serei eu. E para ficar super craque comecei minhas experimentações culinárias há duas semanas.
Na minha lista de "gourmandises à faire" só podem entrar coisinhas fáceis e com ingredientes que eu possa encontrar facilmente por lá. Sendo assim eu eliminei praticamente tudo que ia leite condensando ( que pecado!!!). Mas a boa notícia do dia foi que a Juliana do Supernova postou sobre uma marca de leite condensado que dá certo. Agora muitas gulodices estarão de volta à lista.
Eu comecei minha jornada com um brownie de chocolate e nozes. Confesso que não tava levando muita fé, ainda mais porque eu sempre fui um desastre na cozinha, principalmente em matéria de doces. Mas para minha deliciosa surpresa ficou bom. Aliás, não ficou bom, ficou ótimo. É lógico que poderia ter ficado melhor, mas as observações já foram devidamente anotadas para a próxima tentativa.
Semana passada foi a vez de Bolo de chocolate e café com cobertura de chocolate, café e menta (I'm a coffeeholic). Pra falar a verdade eu gostei mais do brownie, mas o bolo de chococafé também não me decepcionou. Só achei que a cobertura ficou um pouco doce demais, mas o bolo em si estava super cremoso, do jeitinho que eu gosto.
Na próxima semana vou tentar alguma coisa salgada. Meu maior objetivo é conseguir fazer pastel, bem crocante e fininho, com aquele queijinho derretido por dentro... ai, ui, me acabo!
Aguardem cenas do meu próximo sucesso ou fiasco.
Bisous!
Na minha lista de "gourmandises à faire" só podem entrar coisinhas fáceis e com ingredientes que eu possa encontrar facilmente por lá. Sendo assim eu eliminei praticamente tudo que ia leite condensando ( que pecado!!!). Mas a boa notícia do dia foi que a Juliana do Supernova postou sobre uma marca de leite condensado que dá certo. Agora muitas gulodices estarão de volta à lista.
Eu comecei minha jornada com um brownie de chocolate e nozes. Confesso que não tava levando muita fé, ainda mais porque eu sempre fui um desastre na cozinha, principalmente em matéria de doces. Mas para minha deliciosa surpresa ficou bom. Aliás, não ficou bom, ficou ótimo. É lógico que poderia ter ficado melhor, mas as observações já foram devidamente anotadas para a próxima tentativa.
| As receitas você encontra aqui |
Na próxima semana vou tentar alguma coisa salgada. Meu maior objetivo é conseguir fazer pastel, bem crocante e fininho, com aquele queijinho derretido por dentro... ai, ui, me acabo!
Aguardem cenas do meu próximo sucesso ou fiasco.
Bisous!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Coisas ridículas da vida
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Canadian TV/ Télé Canadienne #1: Chuck's Day Off
Eu sou bem viciada em TV e nos últimos tempos tenho procurado e descoberto alguns programinhas canadenses bem interessantes. Então resolvi fazer uma série de posts sobre eles: alguns são legais de verdade, outros eu comecei a assistir pra treinar francês e acabei gostando e tem também aqueles que comecei a assistir e acabei dormindo (bem, esses estão foram da lista).
Chuck’s Day Off (Receitas de Chuck – GNT)
Um dos meus favoritos. É um programa de receitas apresentado pelo chef e dono de restaurante Chuck. Adoro o Chuck, ele parece uma criança na cozinha, todo goofy, parece ser um cara do bem. E as receitas dele realmente abrem meu apetite. Ele faz uns pratos gordos, suculentos, sem muita frescura. E assim como eu ele adora batata. Fico falando que quando a galera do Brasil for me visitar eu vou levá-los no restaurante do Chuck, o Garde-Manger (mas cada um paga o seu, ok, ou se quiserem pagar pra mim tb to aceitando, afinal serei a guia). Li críticas ótimas sobre o restaurante, mais especificamente sobre a comida. Mas além da longa lista de espera de até 3 meses dizem que o precinho não é nem um pouco inho. Mas uma vez na vida não faz mal né. E fora o Garde-Manger descobri semana passada que ele abriu um outro resto também em Vieux Montréal, Le Bremner. Leia a crítica aqui.
No programa sempre dá pra ver um pouquinho de Montréal, principalmente o Vieux Port e o Chuck sempre fala como é o dia-a-dia de um restaurante. E como eu trabalho nessa área ainda fico concordando sozinha com tudo o que ele diz. No final ele fala os nomes das bandas que tocaram durante o programa e são sempre bandas canadenses. Aliás, as músicas são bem legais também!
Pra quem curte um programinha de culinária modernoso, com um roquinho no fundo e um chef todo tatuado, fica a dica!
Bisous!
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