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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Aumento de homicídios no Canadá em 2011


O número de homicídios no Canadá em 2011 aumentou. Trata-se da primeira alta registrada nos útlimos três anos, totalizando 598 homicídios em 2011 contra 554 no ano anterior. No Québec houve um aumento de 84 para 105 mortes entre 2010 e 2011, passando de 1,06 para 1,32 o número de homicídios a cada 100 mil habitantes. A província menos violenta é a de Yukon que não registrou nenhum homicídio em 2011, seguida pela Île-du-Price-Édouard, com apenas um e uma taxa de 0,69 a cada 100 mil moradores. A província mais violenta é Nanuvat com uma taxa de 21,01 mortes a cada 100 mil habitantes (apesar de só ter havido lá 7 homicídios - e como não mora ninguém lá, 7 já vira um número assustador!).
Só para comparar, segundo relatório da UNODC, o Brasil apresentou em 2009 uma taxa de 21,7 homicídios por 100 mil habitantes, quase o mesmo índice de violência de Nanuvat!
Com certeza depois dessa matança desenfreada que está ocorrendo em São Paulo esses números vão aumentar em 2012. 


Taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes no Brasil (por estado)



Para ler a reportagem na íntegra sobre os números canadenses clique aqui.
Para ler sobre as taxas de homicídio ao redor do mundo clique aqui.

Ai, esse assunto pesou! Prometo que o próximo post será mais leve!
Bisous

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Que Canadá você quer?

Saiu hoje o relatório do Canadian Index Wellbeing que revela que a qualidade de vida dos canadenses está em declínio. Eu diria que ela não está em declínio, mas sim declinou nos últimos dois anos pesquisados. A pesquisa mostra que enquanto o PIB canadense cresceu 28,9% nos últimos 17 anos, a qualidade de vida só aumentou 5,7%. O interessante é que ao divulgar os dados coletados eles propoem ao leitor uma indagação sobre o futuro do país e porque o aumento do bem estar social não segue o mesmo ritmo do crescimento econômico.

"In these uncertain times, we are fortunate to live in a country where we still have choices about how we want the future to look. Each of us has the power to voice – or not – our choices about the kind of society in which we want to live. The CIW provides a depth of understanding that can help steer Canada forward and build a society that responds to the global call for greater fairness. We challenge you to start talking about the future you want, so that all Canadians can enjoy the highest possible wellbeing status."
https://uwaterloo.ca/canadian-index-wellbeing/


Quer ler na íntegra? Clique aqui.

How are Canadians really doing? - The 2012 CIW report (PDF)











Bisous!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O certo virou o errado?


Todos os dias, há semanas, quando abro meu computador a primeira coisa que eu vejo são as manifestações estudantis contra a alta das taxas escolares no Québec, as frais de scolarités.

Explicando bem resumidamente, grande parte da educação no Canadá é pública. A educação é custeada (sua maior parte) pelos impostos pagos pelos cidadãos. Mas mesmo a educação pública não é totalmente gratuita: os estudantes pagam um valor anual (muito mais baixo do que qualquer mensalidade de faculdade no Brasil, mas mesmo assim, um valor considerável). Há uns três meses o governo resolveu aumentar em 30% esse valor, aumentando a taxa  em 1625 dólares em cinco anos ou 325 dólares por ano. 


Desde então milhares de estudantes da província estão em greve, contra a alta da taxa e exigindo do governo ouvir suas reivindicações. Há semanas os estudantes têm realizado passeatas e protestos, no início pacíficas mas que aos poucos tem se transformado em sinônimo de confusão e quebra-quebra.

Acho super válido que os estudantes lutem pelo que acreditam, que corram atrás de seus direitos, que manifestem-se e não abaixem a cabeça para tudo o que o governo propõe. Mas pacificamente. Sou totalmente a favor de manifestações pacíficas, ordenadas e com um propósito justo.  Porém quando as manifestações começam a virar bagunça e geram uma onde de violência, aí começo a ficar preocupada. Primeiro que violência só gera violência. Segundo que a baderna, o quebra-quebra, a depredação, a desordem faz com que os estudantes sejam vistos como marginais e percam sua razão de protestar. Os estudante agridem de um lado, os policiais agridem do outro e a violência vai se alastrando pelo centro da cidade. Sei que a grande maioria dos estudantes não concorda com essa barbárie toda, mas infelizmente a imagem que tem ficado disso tudo é a do caos. 

Fico me perguntando se o certo virou o errado ou se eles ainda tem razão...

Bisous!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Le Bonheur

Em qual cidade no Québec as pessoas são mais felizes?

Todo mundo sabe que felicidade é abstrata, pessoal e relativa, mas mesmo assim foi feita uma sondagem baseada na noção que cada pessoa tem de felicidade. Veja o resultado clicando aqui.



Depois dessa só posso dizer uma coisa: mudei de idéia e vou me mudar para Rimouski.

Brincadeirinha...

Bisous!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Medo

Hoje de manhã minha mãe chegou e me disse: mataram fulano (fulano é um empresário da cidade onde moro). Ele estava num posto de gasolina, dois pivetes chegaram para assaltar e o mataram. Eu não o conhecia. Fiquei meio sem reação. A única coisa que eu conseguia pensar era no número 2. Esse foi o número de homicídios na cidade de Laval em 2011. Vi essa informação no blog dos Lapins essa semana e foi só nisso que consegui pensar a manhã inteira.

Fiquei com medo. E também com a sensação de que definitivamente estou fazendo a coisa certa.
Mesmo que os números de crimes em Montréal (onde pretendo morar) sejam mais elevados que em Laval, ainda assim, não há comparação com o que acontece no Brasil atualmente.



Bisous!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Montréal e o censo

Algumas curiosidades sobre o que Montréal oferece para seus habitantes segundo o Montreal Gazette.

"O último censo contou 1.886.481 pessoas morando na ilha de Montréal.


Isto significa que a ilha tem:

40.138 pessoas para cada biblioteca.
78.603 pessoas para cada museu.
29.023 pessoas para cada posto de bombeiros.
29.944 pessoas para cada vereador.
7.960 pessoas para cada clínica médica.
47.162 pessoas para cada CLSC (Centre local de services communautaires ou Centro de saúde comunitário).
1.256 pessoas para cada parque.
445 pessoas para cada hectare de espaço verde.
14.401 pessoas para cada piscina pública.
5.126 pessoas para cada rink de patinação.
3.369 pessoas para cada quilômetro de ciclovia.

Há um policial para cada 407 montrealenses.
As bibliotecas de Montréal possuem 2,33 livros e documentos para cada pessoa."

Acho que ficou faltando nas estatísticas quantas pessoas têm para cada ônibus e metro. Pelo menos eu fiquei curiosa.


Bisous!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Se continuar assim eu fico de mal.

Algumas pessoas do meu entourage (ou todas elas) não aguentam mais me ouvir falar do Canadá. Aí, pra me encherem o saco, toda vez que aparece uma notícia ruim logo em seguida eles soltam: "ah, mas no Canadá isso não acontece. Lá é tudo perfeito".
Então meus amigos, esse post é pra vocês. A prova de que no Canadá não é tudo perfeito (em dose dupla, ou melhor, tripla - vide meu PS).

Canadá escorrega de novo no ranking global de corrupção
O Transparency International faz todo ano uma pesquisa que mostra a percepção de corrupção em diversos países ao redor do mundo. Em 2010 o Canadá ocupou a 6° colocação como menos corrupto, assunto tratado nesse post. Mas esse ano ele andou muito desleixado e caiu para 10° lugar, com um total de 8,7 pontos (contra 8,9 do ano passado). Já o Brasil melhorou seu score, subindo 0,1 para 3,8 pontos. Mas mesmo assim caiu na classificação, de 69° para 73°.

Canadá abandona Protocolo de Kyoto
Uma vergonha... shame on you, Harper! Também, o que mais eu poderia esperar desse partido conservador?


PS: eu já ia me esquecendo... pode acrescentar à lista de defeitos canadenses o Justin Bieber.

Bisous!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Hip Cities - NYT

Se você ainda não percebeu, eu te conto: adoro uma lista. Adoro um top 5, top 10, top 100... e já que minha cidade natal nunca aparece em ranking nenhum (também, pudera!), vou puxar a sardinha pra minha cidade adotiva.


Montreal makes NYT list of "hip" cities

"Montreal's long, cold winters may not be for the meek, but a recent New York Times list of Hip Cities has turned snow days into an advantage, citing La Belle Ville's weather as part of the reason for its "real soul" and impressive underground network.
Factor in a strong European influence, topnotch cuisine and vibrant arts, cultural and nightlife scene, and you've got a city primed for the needs of what the article calls a "prosperous global middle class".
The report is part of a special business survey on cities that are attracting droves of the young, skilled and talented thanks to a combination of quality of life factors, work opportunities and smart city management.
It's the combination of these unique elements that gives each city a "hip vibe" and makes them desirable places to live.
With heavy hitters like Shanghai, Berlin, and Barcelona on the list, Montreal figures proudly as the only North American city to make the cut.
The paper cites the city's French and North American mix, low living costs, bilingualism, and long winter evenings at the head of its charms, adding that the weather has forced residents to be creative about ways to keep warm and active during the lengthy winter months.
Parc Jean-Drapeau 
In particular, the underground pedestrian footpaths connecting various commercial centres and the city's subterranean arts quarter garnered special notice.
Montreal's enthusiastic adoption of the Bixi public bicycle system garnered notice, as did the numerous city-sponsored community gardens and endless outdoor festivals, like the world class Montreal International Jazz Festival, which attracts 2.5 million music lovers each summer.
Other cities tapped as the wave of the future include: Santiago, Vilnius, Cape Town, Copenhagen, Auckland and Curitiba."
(The Canadian Press)
Viram só gente, Itu não entrou na lista (kkkkkk) mas Curitiba está representando o Brasil.
Obs: to ficando muito vaidosa com esse meu novo país adotivo sempre dando pinta nos rankings "bons" divulgados por aí. Mas no próximo post eu vou dar uma bronca no Canadá.

Bisous!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pesquisa Qualidade de vida 2011

Saiu essa semana a pesquisa da Mercer "Worldwide Quality of Living Survey" para 2011 que traz o ranking de 221 cidades ao redor do mundo segundo sua Qualidade de vida. A primeira colocada esse ano foi novamente Viena, seguida por Zurich e Auckland. A primeira cidade canadense da lista é Vancouver com o 5° lugar, divido com a cidade de Dusseldorf. Outras cidades canadenses rankeadas são Ottawa e Toronto, respectivamente 14° e 15° lugar, Montréal, 22° (junto com Bruxelas) e Calgary com o 33° lugar no ranking. O Brasil aparece na pesquisa com três cidades: Brasília (101°), Rio de Janeiro (114°) e São Paulo (116°).


Viena: de novo a campeã
Já quanto à classificação das cidades mais seguras a campeã é Luxemburgo seguida de Berna e Helsinki. Entre as canadenses, as cinco cidades pesquisadas dividem o 17° lugar: Montréal, Toronto, Calgary, Ottawa e Vancouver, junto com Amsterdam. Nenhuma cidade americana aparece nas 50 primeiras mais seguras do ranking. Brasília é novamente a brasileira mais bem classificada neste quesito, aparecendo em 131°, à frente do Rio (172°) e de São Paulo (178°). Bagdá ocupa a última colocação no ranking, tanto em qualidade de vida quanto em nível de segurança.


Vancouver: a primeira canadense da lista
Cada cidade é avaliada de acordo com 39 critérios, incluindo fatores políticos, sociais, econômicos e ambientais, segurança pessoal e saúde, educação, transportes e outros serviços públicos.


Bisous!

sábado, 22 de outubro de 2011

Corrupção

Quem é brasileiro está mais do que cansado de ouvir essa palavra. Eu, por exemplo, não consigo mais dissociar "corrupção" de "Brasil". Na minha cabeça são praticamente sinônimos.

Infelizmente tenho lido sobre muitos casos de corrupção no Canadá, mais especificamente no Québec (mas também leio muito mais sobre a província de Québec do que o Canadá em geral, por isso não vou dizer que o Québec é mais corrupto que o resto do Canadá). Meu professor québécois de francês sempre falava dos casos de corrupção e pra ele o Québec era um lugar muito corrompido, cheio de vermes políticos prontos para se dar bem à custa do povo. Enquanto ele falava eu (e todos os latinos da classe) pensávamos: "Coitado! Ele não viu nada!"

Hoje em dia, depois de ter visto alguns "escândalos", principalmente este último das construções, fico pensando até que ponto ele tinha razão. Lendo o jornal agora há pouco eu vi um texto na coluna do Yves Boisvert sobre corrupção. E me intrigou muito. Não vou traduzir o texto (preguiça monstro), então quem se interessar, clique aqui. Basicamente é uma reflexão na qual ele diz que a sociedade não está tão corrompida quanto se imagina, e que a indignação generalizada acerca disso é um sinal de vigor democrático.

No texto ele cita o Transparency International. Fiquei curiosa e fui lá xeretar os níveis de corrupção ao redor do mundo. Bom, fato é que meu professor realmente "não viu nada". Na pesquisa sobre "Percepções de Corrupção em 2010" o Canadá tem um score de 8.9 numa escala de 0 a 10 (sendo 0 mais corrupto e 10 menos corrupto), ocupando a 6° posição no ranking de países menos corruptos. Já o Brasil tem um score de 3.7 e ocupa a 69° posição do rank. Ah, e o país menos corrupto do mundo é a Dinamarca, com 9.3.

                                                                                         Fonte: transparency.org


Percepção ou realidade a única coisa que sei é que essa praga existe em todo lugar e que é papel do cidadão zelar para que ela não se instale cada vez mais profundamente em sua sociedade. Donc, allons-y!