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terça-feira, 7 de maio de 2013

Uma nova francisation

Conforme eu já tinha escrito neste post, tentei a francisation à temps complet mas devido à demora para o início das aulas (só fim de agosto) acabei me inscrevendo numa outra francisation à temps partiel. Só que o pessoal do Bureau de Francisation não sabia disso e me mandaram, há mais ou menos duas semanas, um email marcando um rendez-vous para uma évaluation linguistique, para que eles pudessem avaliar meu nível para eu começar na próxima turma. A avaliação era hoje. Como eu sabia que as aulas começaram semana passada, desencanei de ir porque imaginei que não ia rolar de começar na sessão de primavera mesmo. Ontem liguei no MICC pra cancelar o rendez-vous, pois achava que como já estava na outra francisation não poderia fazer as duas. Além disso as aulas só começariam no fim de agosto, e até lá eu já quero estar trabalhando e não teria tempo de estudar o dia todo. Ao ligar lá o atendente me disse que a francisation do Centre St-Paul não me impedia de fazer a do MICC (pois eu não fui direcionada para lá pelo MICC, e sim por conta própria) e sendo assim eu resolvi manter o rv. Pensei que na pior das hipóteses se eu não tivesse emprego até agosto, eu ia fazer a francisation integral e melhorar mais meu francês e poderia  ainda contar com a bolsa, coisa que seria de grande valia nesse caso. Pois bem, fui lá no Bureau fazer a avaliação e para minha total surpresa meu avaliador conseguiu uma vaga pra mim, pra começar amanhã, no Cégep du Vieux-Montréal, de 12h30 as 19h. Tempo integral e com bolsa!


Fiquei muito feliz e satisfeita, pois isso era o que eu queria desde o início. E ainda mais depois de ler o relato sobre a francisation do pessoal do Penso, Logo Imigro com ótimas recomendações do curso do CVM.
Depois fiquei pensando que se eu estivesse no Brasil, provavelmente não iria ligar pra desmarcar o rv. Simplesmente não iria aparecer e pronto. Mas aqui eu me empenho mais em fazer tudo certinho. Liguei, fiquei mais de 10 minutos na linha esperando pra conseguir falar com alguém, estava ao ponto de desligar o telefone (só não o fiz pois tinha minutos sobrando) e o atendente fez tantas perguntas e explicou como funciona o sistema que acabei mantendo o rv. Se não tivesse ligado eu não teria ido hoje e amanhã seria outra pessoa começando as aulas no CVM no meu lugar.
Ponto pro MICC.
E um pontinho bem pequenininho pra mim também, que sempre lembrarei dessa estória quando encontrar algum empecilho no meu novo caminho aqui. Um "não" às vezes pode se transformar em um "sim".

Agora deixa eu ir correr no parque aproveitar meu "dia de folga".
Bisous!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Teoria das Janelas Partidas

Uma amiga compartilhou este texto e resolvi compartilhar também pois acredito que ele muito se aplica à realidade mundial. E neste momento da minha vida é impossível lê-lo sem traçar paralelos entre o Brasil e meu país adotivo. 


"Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.

Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

É comum atribuir à pobreza as causas de delito.
Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e da esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre.
Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?
Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como o "vale tudo". Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um ponto de vista criminalístico conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores.
Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor a criminalidade) , estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujeira das estacões, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'.
A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão 'Tolerância Zero' soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja
em nosso bairro, na vila ou condominio onde vivemos, não só em cidades grandes.
A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.

Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc.
Pense nisso!"
Autor desconhecido

Bom carnaval pra vocês galera (no meu caso, trabalho, tv, chuva, comidinhas calóricas e conversas gostosas com pessoas queridas).

Bisous!

sábado, 17 de novembro de 2012

What do you know about Brazil?

O vídeo abaixo foi feito por brasileiros e perguntou a varios canadenses (ou residentes no Canadá) o que eles sabem sobre o Brasil. Parece-me (não tenho certeza) que os entrevistados eram estudantes da Brock University, em Ontario.



Não sei se a edição cortou as respostas corretas, mas se não... what a shame!
Eu como amante de geografia e eterna curiosa sobre outras culturas fiquei chateada. E o rapaz que mais sabia sobre o Brasil parecia não ser canadense after all! Parabéns pra ele!

Bisous!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Que Canadá você quer?

Saiu hoje o relatório do Canadian Index Wellbeing que revela que a qualidade de vida dos canadenses está em declínio. Eu diria que ela não está em declínio, mas sim declinou nos últimos dois anos pesquisados. A pesquisa mostra que enquanto o PIB canadense cresceu 28,9% nos últimos 17 anos, a qualidade de vida só aumentou 5,7%. O interessante é que ao divulgar os dados coletados eles propoem ao leitor uma indagação sobre o futuro do país e porque o aumento do bem estar social não segue o mesmo ritmo do crescimento econômico.

"In these uncertain times, we are fortunate to live in a country where we still have choices about how we want the future to look. Each of us has the power to voice – or not – our choices about the kind of society in which we want to live. The CIW provides a depth of understanding that can help steer Canada forward and build a society that responds to the global call for greater fairness. We challenge you to start talking about the future you want, so that all Canadians can enjoy the highest possible wellbeing status."
https://uwaterloo.ca/canadian-index-wellbeing/


Quer ler na íntegra? Clique aqui.

How are Canadians really doing? - The 2012 CIW report (PDF)











Bisous!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O que fazer quando vc está esperando...

Oi pessoas!
Resolvi eu também  aderir à blogagem coletiva e agora toda talvez toda quarta-feira será dia de:


A iniciativa dessa blogagem coletiva é da  Dea do Frozen Bird e como esperar é o que mais tenho feito nos últimos tempos, bora lá:

Comecei semana passada um curso online de Operations Management oferecido pela Wharton através do Coursera (outra dica da Dea). Faz tempão que eu estou sem estudar nada que não seja línguas e resolvi começar pegando leve para primeiro relembrar conceitos da época da faculdade e aos poucos, se eu achar que os cursos valem a pena, vou me inscrevendo em outros um pouco mais desafiadores. Pode parecer besteira mas acho que estudar em outro idioma vai ser ótimo pra já ir me adaptando ao que o futuro me reserva. Afinal um dos meus objetivos é voltar aos bancos escolares quando eu já estiver no Canadá. Ainda não sei se será um curso técnico, outra graduação, um mestrado, um MBA, nem em que área. Só sei que estudar é preciso. Os conselhos que tenho visto da galera local e de imigrantes que estão lá há mais tempo é de primeiro ir para o mercado de trabalho, ver como você se adapta e o que o mercado quer de você. Depois fica muito mais fácil decidir qual rumo tomar para construir seu caminho de sucesso e felicidade profissional. E é isso o que pretendo fazer, mesmo porque não terei dinheiro para me bancar só estudando, sem trabalhar. Mas de qualquer forma já é bom ir treinando a cabeça para os desafios que estão por vir!

Bisous!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Les rêveries de juillet


Ando procrastinando há dias. Quando sento na frente do computador para escrever no blog eu desanimo e deixo pra lá. E nessa vai se passando o tempo e os sentimentos na minha cabeça e no meu coração vão oscilando, oscilando e chego a um ponto em que não sei mais o que pensar, o que fazer.

Tenho tentado me manter sã com relação ao processo. Coloquei na cabeça que antes de junho de 2013 o processo não acaba. Acho que isso foi bom porque pelo menos assim eu não fico mais contanto os dias e sofrendo com a demora insana do consulado. O único problema vai ser se passar de junho do ano que vem. Tenho visto muitos pedidos de exames chegando pra galera de dezembro e janeiro o que ratifica minha esperança de que o processo vai andar sim.

Este mês fiquei bem mal (fico toda vez que paro pra pensar na verdade) quando me dei conta que lá se vai mais um ano da minha vida e eu aqui no stand-by. Vejo meus familiares, meus amigos, alguns conhecidos, progredindo, sendo promovidos, começando cursos, comprando casas, investindo para o futuro e eu olho pra mim e nada. Mais um ano vai se passar e eu aqui na mesma: sem me achar profissionalmente, com minhas economias paradas, sem poder tomar grandes decisões, sem uma vida social satisfatória e outras. Dá um aperto no peito. Sei que foi escolha minha, mas uma escolha que não sabia que duraria tanto tempo para ser concretizada. E o mais angustiante é saber que mesmo depois de tanto esforço pode ser que não dê em nada, que o visto não saia e eu fique a ver navios. Haja força mental.

Depois de passar dias pensando nisso tentei esquecer um pouco esse processo e gastei meu tempo livre planejando minhas férias. Foi muito bom ficar mentalmente distante disso tudo, mas ao mesmo tempo eu acabei perdendo o foco e faz mais de um mês que não estudo.

Agora eu arranjei outra distração: as Olimpíadas. Amo esporte, sempre sonhei em assistir uma Olimpíada in loco e quem sabe um dia não realizo meu sonho. Enquanto isso me contento, e bastante, com os 4 canais do Sportv. Aliás eu estou torcendo pro Canadá tanto quanto para o Brasil (foi uma pena o Raonic perder pro Tsonga no 48° game do terceiro set – a partida de tênis mais longa da história das Olimpíadas).

Nos últimos meses eu entrei num estado de inércia para com a situação do Brasil. Não leio mais jornal, não assisto TV, não quero saber do que se passa na política, na sociedade, na cultura... cansei. Achei melhor não saber pois tudo me faz querer fugir daqui o mais rápido possível. Infelizmente esse ano tem as malditas eleições e os malditos panfletos dos políticos bandidos e caras de pau se amontoam nas calçadas me fazendo lembrar da política suja e corrupta desse país. Tenho nojo. Tenho muito nojo. Gente que não sabe escrever o próprio nome se candidatando a vereador. Vão legislar o quê? Não consigo acreditar na idoneidade de político algum. O pior é quando vejo pessoas conhecidas entrando (ou querendo entrar) nesse mar de sujeira. Pra ganhar seus 10k todo mês sem ter trabalho algum. Fora o que levam por debaixo do pano. Fico p. Fico arrasada.

Um amigo agora é professor de física do Ensino Médio em MG. A orientação da diretoria da escola é: “aprova todo mundo porque se os alunos não apresentarem boas notas nós não recebemos verba”, mesmo quando vários alunos confessaram que não sabem ler nem escrever e não sabem o que estão fazendo ali pois não entendem absolutamente nada da aula.
Sim. Isso me fez lembrar uma ex-funcionária minha que era formada no Ensino Médio e não sabia o que era adição e subtração. Não preciso falar do resto né. Isso porque eu não moro no sertão nordestino ou numa aldeia longínqua do Pará.

Cansei de tudo isso. Cansei desse povo ignorante. Cansei dos malditos carros de som passando com volume ensurdecedor na frente do meu trabalho a cada 5 minutos. Daqui a um mês será um carro de som a cada minuto, com musiquinhas grudentas e desafinadas vangloriando esses políticos de merda. Cansei de tanto buraco nas ruas. Cansei de pagar imposto e pagar também educação, segurança, saúde. Cansei de ficar com medo toda vez que o telefone toca em horas impróprias achando que é o pessoal do sistema de alarme. Cansei de ter que sair de casa no meio da noite para checar se não tem arrombamento no local do meu trabalho porque o alarme não para de disparar. Cansei de ver gente sendo assaltada à mão armada na rua do meu trabalho (que é em frente a um banco). Cansei de ver gerente de banco semi-analfabeto porque nesse país a educação não é valorizada e todo mundo escreve e fala errado e tá tudo bem.  Cansei de pagar caro, muito caro, por serviços mal prestados. Cansei de ver o preço de tudo no Brasil escalonar absurdamente, só o meu salário que não. Cansei de ver tanta miséria, falta de atendimento hospitalar, falta de salas de aula, professores extremamente mal remunerados, e o governo gastando os tubos construindo estádios de futebol (e muitos inclusive se tornarão grandes elefantes brancos depois da Copa).

Cansei de tanta coisa que cansei até de listar. O pior é que eu sei que vou continuar cansando dessas mesmas coisas e de tantas outras não importa onde eu esteja. Mas eu preciso tentar descansar. A vida tem que ser mais que isso. Mais do que ter que fechar os olhos para tudo ou viver reclamando.

On y va, on y va,  vamos tentar!

E pra completar o post, um resumão do timeline de julho:

17 meses desde o envio do meu dossiê para o BIQ
13 meses de processo federal
1 ano de blog
e hoje 6 anos sem meu pai. Dói demais. Sempre penso o que ele acharia da minha decisão. Acredito que teria seu apoio, afinal o que ele sempre quis foi me ver feliz.

Et c’est la vie! Vem agosto lindo, vem. Vem que minhas férias tão chegando!!!

Bisous!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O certo virou o errado?


Todos os dias, há semanas, quando abro meu computador a primeira coisa que eu vejo são as manifestações estudantis contra a alta das taxas escolares no Québec, as frais de scolarités.

Explicando bem resumidamente, grande parte da educação no Canadá é pública. A educação é custeada (sua maior parte) pelos impostos pagos pelos cidadãos. Mas mesmo a educação pública não é totalmente gratuita: os estudantes pagam um valor anual (muito mais baixo do que qualquer mensalidade de faculdade no Brasil, mas mesmo assim, um valor considerável). Há uns três meses o governo resolveu aumentar em 30% esse valor, aumentando a taxa  em 1625 dólares em cinco anos ou 325 dólares por ano. 


Desde então milhares de estudantes da província estão em greve, contra a alta da taxa e exigindo do governo ouvir suas reivindicações. Há semanas os estudantes têm realizado passeatas e protestos, no início pacíficas mas que aos poucos tem se transformado em sinônimo de confusão e quebra-quebra.

Acho super válido que os estudantes lutem pelo que acreditam, que corram atrás de seus direitos, que manifestem-se e não abaixem a cabeça para tudo o que o governo propõe. Mas pacificamente. Sou totalmente a favor de manifestações pacíficas, ordenadas e com um propósito justo.  Porém quando as manifestações começam a virar bagunça e geram uma onde de violência, aí começo a ficar preocupada. Primeiro que violência só gera violência. Segundo que a baderna, o quebra-quebra, a depredação, a desordem faz com que os estudantes sejam vistos como marginais e percam sua razão de protestar. Os estudante agridem de um lado, os policiais agridem do outro e a violência vai se alastrando pelo centro da cidade. Sei que a grande maioria dos estudantes não concorda com essa barbárie toda, mas infelizmente a imagem que tem ficado disso tudo é a do caos. 

Fico me perguntando se o certo virou o errado ou se eles ainda tem razão...

Bisous!

sábado, 17 de setembro de 2011

1+1=3

A esperta aqui querendo fugir dos analfabetos funcionais brasileiros, escolhe pra morar um lugar cheio de analfabetos funcionais. Canadenses.

Pandemia ou é meu dedo podre?

" A metade dos adultos no Québec tem baixa competência em leitura. A metade! Seus pobres domínios da língua francesa não os permitem ler e compreender um pequeno texto. Em um reportagem em uma classe de alfabetização o professor apontou que a face do analfabetismo mudou de maneira preocupante. Além das pessoas que são obrigadas a deixar a escola por causa do trabalho, agora encontra-se cada vez mais jovens que passam do primário para o secundário sem saber ler nem escrever." 
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.


Ficou curioso em quantas andam esses números por aqui? 

"Segundo dados de 2005 do IBOPE, no Brasil o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população (30% no nível 1 e 38% no nível 2). Somados esses 68% de analfabetos funcionais com os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (25% da população) são plenamente alfabetizadas, isto é, estão no nível 3 de alfabetização funcional." Fonte: wikipedia

É galera, é por isso que ninguém me entende! haha

Bisous!