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terça-feira, 16 de abril de 2013

L'île d'Anticosti

Oi pessoas,

Essa semana eu fui "apresentada" à île d'Anticosti, a maior ilha do Québec. Confesso que nunca tinha ouvido falar nessa ilha e fiquei fascinada com a sua beleza. Ela fica perto de Gaspé, contava 281 habitantes em 2006 e pra chegar lá só de avião ou um navio que lá aporta duas vez por semana.
Fiquei babando nas fotos que eu vi e resolvi compartilhar.







E aí, alguém procurando destino pras próximas férias de verão?
Ah, só um detalhe: as praias são mais pra olhar mesmo viu, já que a média da temperatura no verão é de 15ºC.

Bisous!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Fui em busca de sombra e água fresca...

voltei gorda de tanto beber cerveja e ainda mais noiada com a imigração.


Estava de férias. Me, myself and my blog.
Pra falar a verdade o blog anda de férias já faz meses. Um mísero post aqui, outro mais mísero ainda acolá e nessa vou empurrando com a barriga pra não matar o bloguito de vez. Descobri que mais gosto é de ler os blogs alheios do que escrever no meu. Mas não desistirei tão fácil assim dele. Um dia ainda sonho poder contar para os meus poucos leitores sobre a minha despedida no aeroporto, minha chegada em Montreal, minha busca por um teto, um trabalho, um novo hobby, um boyfriend quebeca (por que não?), minhas novas dores e delícias da vida.

Enquanto esses dias longínquos não chegam, sigo a praguejar o maldito calor brasileiro (35°C nesse momento, ainda é inverno, não chove há uns 80 dias aqui), a praguejar os malditos políticos brasileiros (hoje o candidato a prefeito e seu vice foram no meu trabalho se apresentar e apertar a minha mão. #édechorar! Faltou pouco pra eu perguntar pro vice - atual vereador, se ele estava conseguindo comprar o leitinho das crianças com o aumento de salário que ele se deu (de R$ 5 mil e tra lá lá para R$ 10 mil). Não vejo a hora de poder praguejar o maldito inverno québécois e os malditos políticos canadenses. Porque pelo que andei lendo por aí eles são mesmo todos iguais.
E para não dizerem que sou uma alma totalmente perdida quero muito algum dia acreditar nos políticos (pelo menos um que seja), mas por enquanto sigo descrente mesmo.

As férias:  ah, foram ótimas. Cansei pra caramba, andei muito, fiquei com calo no pé, voltei cheia de sardas (brilhante idéia de ir pra Espanha no verão! Mas é que eu sempre sonhei em conhecer a Espanha no verão, fazer o quê? Nem eu me entendo às vezes.) e definitivamente concluí que nóis é pobre mais é limpinho. (ok, eu já havia concluído isso outras vezes, mas é que cada vez isso fica mais evidente). Pelo amor... a P&G, Unilever e cia tão comendo mosca:  tem um mercado enorme de europeus que ainda não foram apresentados ao desodorante, ao sabonete e ao sabão em pó!

Bom, mas voltando aos meus devaneios: eu tava com um certo medinho de ir pra Europa nessa etapa do campeonato da imigração. É porque meu objetivo número um sempre foi me mudar pra Europa e não pro Canadá. Mas circunstâncias da vida e novas idéias na cabeça me fizeram tentar a sorte na terra do sirop d’érable.

Aí fiquei com medo de ter uma recaída e me apaixonar pela Europa de novo e ficar cheia de nóias na cabeça, pensando se o Canadá é mesmo o que eu quero. Acontece que eu voltei ainda mais certa de que o Canadá é mesmo o meu lugar. Qualquer coisa que eu fazia, qualquer lugar que eu ia, tudo o que eu comprava eu sempre comparava com o Canadá. E ficava pensando: lá no Canadá é melhor! Lógico que nem sempre no Canadá é melhor, por exemplo, lá não tem trem de alta velocidade (já li que estão querendo implantar, mas to achando que vai ser que nem esse trem Campinas, SP, Rio – não vai sair nunca!), mas “le coeur a ses raisons que la raison ne connaît point”. Resumindo: passei a viagem inteira pensando no Canadá. Eu só conseguia pensar em como o Canadá é mais organizado*, as pessoas são mais educadas (muito mais educadas que os espanhóis com certeza), as ruas são mais limpas... voltei com mais vontade ainda de pegar logo esse visto e me mandar pro gelo.

E aí quando eu chego na terra tupiniquim, o aeroporto de Guarulhos me recebe de braços abertos jogando na minha cara: bem-vinda ao Brasil! 50 minutos de fila (se é que podemos chamar assim) desde sair do avião até chegar na esteira, onde as malas estavam todas amontoadas uma por cima das outras, já sendo jogadas no chão por falta de espaço.  O principal aeroporto do país que vai receber a Copa em menos de dois anos não dá conta de receber 3 voos internacionais em um intervalo de menos de uma hora. E aí mais uma vez eu só consigo pensar que quando a Copa chegar eu já não estarei mais aqui. Será?
Aguardem as cenas do próximo capítulo, digo, post.

rua da minha casita em Montréal no outono de 2010


*Tá certo que a Espanha não é o primeiro mundo do primeiro mundo e que eles estão em crise (apesar de eu não ter visto a tal crise não, exceto por alguns mendigos nas ruas, mas isso tem em toda cidade grande).

Bisous!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Viajando #8: Milano


Eu já contei aqui que amo futebol e por causa dele ganhei uma viagem pra Itália. Só ficou faltando contar como foi a tal viagem. Adiantando o que eu posso dizer é que se viajar é bom, viajar de graça é melhor ainda.

Quando fiquei sabendo que tinha ganhado a viagem o único problema foi resolver quem iria comigo. Tinha que escolher entre uma das minhas irmãs. Nem me lembro mais como chegamos a um consenso mas sei que a irmã do meio (a La) foi a premiada. Até hoje eu me penitencio por não ter levado a mais nova, Le. Tadinha. Minha meta agora é poder ganhar outra viagem pra levar ela comigo.

Mas a La não curtia futebol e mal sabia o que era o Milan. Pois eu fiz que fiz e ela teve que decorar o nome de todos os jogadores, haha. Lembro que no avião eu fazia chamada oral com ela “Número 21 é quem?”. E ela até que decorou direitinho... no fim da viagem já tinha virado Rossonera. Mal sabia eu que estava levando a menina pro mau caminho: ser torcedora hoje em dia não está nada fácil.

Bom, a viagem foi rapidinha, só uma semana, mas deu pra aproveitar muito. Foram seis premiados, mais os acompanhantes e o pessoal da Perfetti van Melle, que aliás foi muito legal e fez de tudo pra tornar aquela experiência única (até uma intérprete eles contrataram para andar com a gente). O grupo era super heterogêneo e isso rendia muitas gargalhadas. Eu acho que nunca ri tanto numa viagem em toda minha vida.

O prometido era ir a um jogo do Milan e depois conhecer os jogadores brasileiros do time no CT. Logo que chegamos em Milão eu e La já fomos bater perna no Parco Sempioni e curtir cada minutinho precioso da viagem. Depois todo mundo foi jantar num restaurante super bacana no bairro de Navigli, um dos mais descolados da cidade. No dia seguinte fomos conhecer o Castello Sforzesco, a Piazza Del Duomo, o Duomo é claro, a linda Galleria Vittorio Emanuelle II e como não poderia faltar, fomos até a igreja de Santa Maria delle Grazie onde está o afresco pintado pelo gênio Leonardo da Vinci, A última ceia. Acho que não preciso falar mais nada né: poder ver esse afresco, que na minha modesta opinião dá de dez na Mona Lisa (eu nem curto a Mona gente), já vale a viagem, mesmo que eu nem tivesse visto o Milan.

Galleria Vittorio Emanuelle II

Bom, mas eu vi o Milan, e essa parte foi sensacional. Eu era a única da excursão que conhecia o time (bom, a essa altura a La já sabia pelo menos o nome dos jogadores). Tinham algumas pessoas que não estavam nem aí pro jogo e queriam mais é ficar turistando, mas no fim das contas todo mundo foi pro estádio (acho que o jantarzinho na área VIP deve ter convencido a galera). Antes da partida começar conhecemos o estádio, fomos até o museu do time, pude ver a taça da Champions League a um palmo do meu nariz (a gente tinha acabado de ser hexacampeão – ganhamos de novo em 2007), fomos até as portas dos vestiários, entramos no gramado pelo túnel, eu me joguei no banco, tirei foto, levei grama pra casa, deitei e rolei e aí fui toda comportadinha para aquela área VIP chatinha onde ninguém torce, ninguém grita, ninguém xinga, ninguém ta nem aí pro jogo.  Mas eu tava e pude ver quando o Pirlo (lembra quem é o 21?) marcou o gol da nossa vitória contra a Lazio. O jogo só ficou no 1x0 mas nem precisava de mais, eu já tava no céu. Quando a partida terminou usamos a nossa credencial pra ir no estacionamento ver a saída dos jogadores.

Antes do jogo da Serie A, pagando mico no banco

E eu pude ver o meu maior ídolo do futebol, Paolo Maldini, (não, não é o Pelé) de pertinho de pertinho.
No dia seguinte fomos até Milanello, o centro de treinamento do time. Lá a gente pode ver os atletas treinando na academia, depois fomos na sala de imprensa, ficamos um pouco no espaço onde os jogadores se distraem jogando sinuca, vídeo-game e sei lá mais o quê, almoçamos no CT e enquanto a galera comia eu fiquei de plantão no corredor pra pedir autógrafo a todos que passassem. Consegui 13 mas infelizmente nenhum dos meus favoritos: Maldini e Shevchenko. Dos brasileiros conheci o Cafu, Kaká, Rivaldo e Dida, este o mais simpático de todos, sem dúvida. O Leonardo não pode ir ao CT e veja só, apareceu à noite de surpresa no restaurante para jantar conosco.

Como se não bastasse tudo isso a Perfetti ainda nos levou até a cidade de Como onde fizemos um passeio de barco pelo maravilhoso Lago di Como. Almoçamos num restaurante de frente para o lago, com direito a abafador e talheres de prata (já tava me sentindo uma rainha kkk), passeamos pelas vielas estreitas das comunas de Bellagio,Tremezzo, pegamos o funicolare para ver tudo isso lá de cima e ainda jantamos a maior pizza individual que eu já comi na vida.

Lungo Lario Trento em Como

Já na outra manhã fomos para Linate conhecer a fábrica da Perfetti e obviamente voltamos recheados de balas, chicletes e afins. Eu lembro que tinha um caramelo recheado de chocolate que era maravilhoso e não vendia no Brasil. Me acabei de comer desse e trouxe todos os que couberam no bolso pra casa (eu, a pobre esfomeada!). Voltando pra Milão o roteiro era um jantar não lembro onde. Eu já sabendo que o Milan jogaria a Champions nesse dia, conversei com o pessoal da empresa e resolvemos que quem quisesse ia no jogo e quem quisesse ia no jantar. É claro que eu fui ver o Milan perder do Brugge (do Brugge!!!) ao vivo e a cores. Dessa vez no meio do povão, comendo bolacha recheada na arquibancada, mas eu tava lá, ouvindo o hino da Champions... não tem preço (na verdade tem sim, esse ingresso foi uma das poucas coisas que eu paguei na viagem).

Pra terminar posso dizer que Milão marcou meu coração. Não sei se por ter sido a primeira cidade européia que conheci, se por ter sido numa ocasião tão particular e especial, se pela companhia, pelas risadas, pela emoção de ter um sonho realizado... só sei que definitivamente quero voltar um dia, e que seja dessa vez com a Le.

PS: Pra variar tive problemas com as fotos para ilustrar o post: além de eu não achar meu álbum em lugar nenhum pra poder scannear as fotos, as poucas que tenho scanneadas mostram outras pessoas além de mim, e não vou por carão dos outros na internet né! 

Bisous!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Travel Money

Oi pessoas!

Estou revoltada. Desculpem-me desde já mas preciso falar e mais ainda alertar as pessoas para que não sejam bobas como eu fui e assim evitar que mais gente seja descaradamente roubada.



Bom, começando pelo começo: em agosto de 2010, pouco antes de ir para o Canadá, onde fiquei quase 4 meses, fiz um cartão Travelex Visa Travel Money emitido pelo Banco Schahin por acreditar que seria uma boa forma de levar dinheiro para lá e também que com ele seria mais fácil para minha família me enviar dinheiro ao longo do tempo, conforme eu fosse precisando. Carreguei o cartão com pouco menos de 2 mil dólares pois naquela época o IOF para cartão de crédito ainda era 0,38% e sendo assim compensava mais eu gastar no meu cartão de crédito do que ficar abastecendo o travel money pagando as taxas abusivas das casas de câmbio. Além disso o travel money cobra uma taxa para saque, não é aceito em todos os lugares, apesar de ter senha em muitos estabelecimentos ela não é pedida (bom, isso também já aconteceu inúmeras vezes com meu cartão de crédito no Canadá e EUA tb) e um amigo teve seu travel money roubado, gastaram todo o saldo dele e apesar da assinatura não corresponder à dele, ele não foi ressarcido.

Fora tudo isso, após os primeiros débitos eu percebi que as taxas de conversão de dólar canadense para dólar americano utilizadas pelo banco emissor eram mega abusivas e eu sempre saia perdendo muito. Para quem não conhece o sistema funciona assim: você carrega o cartão (que não é cobrado para ser emitido) com dólar americano, pagando aquela taxinha abusiva de dólar turismo da casa de câmbio. Depois ao utilizar o cartão no Canadá, o dólar canadense é convertido para dólar americano ao ser efetuado o débito, e sendo assim, você sai perdendo de novo na coversão abusiva do banco.
Sabendo disso parei de usar o cartão e deixei pra usá-lo quando estivesse nos EUA, pois pelo menos lá eu não perderia dinheiro na conversão de $CA para $US.

Até ia beleza pois eu já sabia que isso poderia acontecer mesmo. Fui pra New York e comecei a comprar tudo com o tal cartão para zerá-lo de vez. Ao passar o travel money em uma loja (um dia antes de voltar para o Brasil) o valor da compra foi debitado duas vezes e adivinha: só fizeram o estorno 10 dias* depois, eu já estando no Brasil. Aí fiquei com um saldo no cartão que não pude gastar pois o cartão não funciona aqui. Deixei anotado tudinho nos meus arquivos e pensei: na próxima viagem eu gasto esse saldo remanescente.
Aí hoje para minha grande surpresa fui no site do cashpassport.com para checar novamente o saldo e ver se estava tudo certo, quando eu vejo que tem 25 dólares a menos na minha conta. Como assim??? Fiquei passada. Imediatamente peguei o contrato e li de cima a baixo. Aí eu vejo que tem uma cláusula que diz que após 12 meses de inatividade eles passam a cobrar 2,00 dólares por mês de taxa de manutenção. Fiquei P pois isso não me foi dito no ato da aquisição do cartão, mas até aí, culpa minha de ter confiado na palavra da vendedora e não ter lido o contrato com mais atenção. Mesmo assim fiz as contas e daria um total de US$ 8,00 e não US$ 25,00. Liguei então no 0800 e após muito tempo de espera fui informada de que o Banco Schahin (emissor) mudou o contrato e passou a cobrar outros valores. Quando disse que não fui informada dessa mudança de contrato eles simplesmente falaram que me mandaram um e-mail há um ano e meio atrás (sem especificar data) avisando dessa mudança.

Agora me pergunta se eu recebi esse e-mail? Lógico que não pois simplesmente eles não mandaram e-mail algum. E olha que uma vez por semana eu checo minha caixa de spam (just in case). Eu posso ter muitos defeitos mas desorganização não é um deles, ainda mais quando se trata de dinheiro. Agora vem me dizer que eles mudaram o contrato e eu sabia disso? Não fui informada em momento algum. Estou me sentindo roubada.

Vocês podem pensar que eu devo ser muito mão de vaca de me dar ao trabalho de escrever um post por causa de US$ 17,00, mas o que conta aqui não é o valor em si, mas a cobrança indevida. Sem mais nem menos eles decidem alterar as regras, não avisam o cliente, e o cliente que se ferre. Eles falam que me enviaram um e-mail (pórem não tem a cópia do mesmo e não sabem precisar quando). Eu afirmo que não recebi. E tudo acaba em pizza.

Só queria desabafar, relatar meu caso e alertar aos demais. A quantia pode parecer pequena, e é. Mas o desrespeito é grande. Por isso eu digo: TRAVEL MONEY, NEVER EVE!

*10 dias para estornar uma cobrança indevida!!! Se eu estivesse mega precisando desse dinheiro, bau bau!

Bisous!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Canadian TV/Télé Canadienne #6: Ports d'Attache

Acho que já falei aqui algumas vezes o quanto gosto de viajar, tanto é que fiz uma série de posts só sobre viagens. E não é porque quando viajo significa que estou de férias. É porque para mim conhecer um novo lugar enriquece a alma, a cabeça, é o melhor jeito de aprender, de conhecer o mundo, a história, as pessoas e também de se auto-conhecer.

Só que infelizmente a gente só pode viajar de vez em quando. Ainda bem que nesse mundo globalizado e conectado de hoje a gente pode ir para qualquer lugar sem tirar os pés do chão. E é assim que eu viajo a maior parte do tempo: surfando na internet, assistindo documentários, trocando e-mails com pessoas de outros lugares e deixando a mente sempre aberta para conhecer o novo. E é sobre um desses documentários que eu vou falar hoje: Ports d'Attache.

O programa é apresentado pela fotógrafa montréalaise Heidi Hollinger (com um sotaque meio anglófono e "facinho" de entender) e está na segunda temporada, que estreiou esse mês. Ports d'Attache mostra em cada episódio uma cidade portuária diferente, contando um pouco de sua história, sua vida urbana, seus personagens e moradores locais que ajudam a construir a rotina do lugar.


Na primeira temporada, transmitida no Brasil pela TV5 monde, pude conhecer melhor cidades como Helsinki, San Francisco, Buenos Aires, Marseille, Lisboa, Tel Aviv entre outras. Agora é a vez de Veneza, Singapura, Istambul, Valência, Copenhage, Tokio, Salvador e mais.
Para quem se interessou ainda dá pra assistir online os episódios da 1° temporada.
Eu já virei fã e super recomendo.

Bisous!

terça-feira, 27 de março de 2012

Eu e o futebol

Hoje não vou nem falar no nome daquele país lá de cima. O post de hoje é exclusivamente sobre a minha relação com o esporte nacional favorito.

Às vezes eu acho que nasci no país errado. Eu não gosto de samba, sertanejo nem pensar, micareta e carnaval então, nem que a vaca tussa, não sou muito fã de praia, não curto muito o calor, odeio feijoada, detesto gritaria, confusão, muvuca, mas como toda regra tem sua exceção, eu adoro futebol. Bem, eu poderia dizer que o futebol foi inventado na Inglaterra and so on, mas vou tentar ser menos chata e dar a braço a torcer que eu tenho sim uma certa quantidade de sangue brasileiro correndo nas minhas veias.

Tudo começou quando eu era um serzinho bem pequeno e meu papis me deu uma camisa do Palmeiras de presente. Não consigo me lembrar bem quando eu me tornei palmeirense mas com certeza sei que foi por influência do meu pai. Olhando pra trás o que eu me lembro é que o Palmeiras estava numa fila gigante de dar pena (16 anos sem um título) e aí até que enfim em 1993 ganhou o Paulista com o time que tinha Evair, Zinho, Edilson, comandados pelo Luxemburgo. Lembro que depois disso eu comecei a me envolver mais com o futebol, assistir mais aos jogos (eu via o Cartão Verde, que passava na Cultura domingo a noite, com o Juca e o Trajano – ai como eu to velha!) mas eu ainda era meio criança e às vezes preferia brincar com as minhas Barbies.

Foi só na Copa de 98 que eu comecei a me interessar de verdade pelo futebol. Assisti a quase todos os jogos, e depois assistia as mesas redondas. Eu não perdia nada. Tenho guardada as minhas tabelinhas até hoje. E foi nessa Copa que eu conheci Paolo Maldini, um dos melhores laterais esquerdos de todos os tempos. Confesso que o que primeiro me chamou a atenção nele foram os olhos azuis, mas depois de vê-lo em campo e conhecer sua trajetória eu virei sua fã. E foi assim que eu conheci o Milan, time no qual ele construiu toda sua carreira. Eu e o Milan, foi um coup de foudre. Não sei explicar mas eu virei rossonera assim que vi o Milan. Nem o fato do time pertencer ao Silvio Berlusconi me fez mudar de idéia. Foi amor e ponto. O Milan tinha me ganhado. Eu pintava as unhas de preto e vermelho, acordava todo domingo de manhã pra ver a Serie A, não perdia um jogo da Champions, Coppa Italia, o que fosse. E não era só o Milan, eu comecei a assistir todos os campeonatos europeus que a ESPN transmitia. Era um deleite para mim. Só que a pessoa tem que estudar, trabalhar e não pode ficar só vendo televisão. Então eu gravava os jogos que não podia assistir. Eu gravava e me desplugava do mundo. Não abria internet, não conversava com ninguém que tivesse tido acesso ao jogo, não via jornal, nada, enquanto eu não pudesse chegar em casa e assistir a minha gravação. Eu achava que era louca, até que um dia vi um filme em que o personagem, louco pelo Boston Red Sox fazia a mesma coisa (eu sabia que não era a única, hahaha).

Aí num belo dia minha mãe me liga e diz que tinha visto uma promoção do Mentos que ia dar uma viagem pra Milão pra conhecer o Milan. Na época havia 5 jogadores brasileiros no time: Rivaldo, Roque Jr, Serginho, Dida e Leonardo, e o Kaká e Cafu foram contratados logo que a promoção foi lançada. Eu enlouqueci. Eu tinha que ganhar essa promoção à qualquer custo. Comecei a chupar Mentos que nem doida. Eu pedia pra todo mundo guardar as embalagens pra mim. Eu até catava embalagem jogada no meio da rua. Mandei minhas cartinhas (sim gente, na época tinha que mandar cartinha, não era essa de mensagem de texto não – ai, como eu to velha  #2) e fiquei rezando esperando os sorteios. No dia do primeiro sorteio eu fiquei pensando nisso o dia todo e quando saiu o resultado e não era eu, fiquei tão p., xinguei até! Aí passou, e continuei mandando minhas cartinhas. Um outro belíssimo dia estava eu na biblioteca quando meu celular toca e um cara me diz que eu tinha sido sorteada. Eu não acreditava. Eu tremia toda. Eu achava que era trote. Mas eu sabia que aquele dia era dia de sorteio. Aí fiz o cara descrever a minha carta, falar todos os meus dados e tal até eu acreditar que era verdade, que eu tinha ganhado uma viagem pra Milão pra ver o Milan!

O relato da viagem fica para um outro post. O que posso dizer é que foi maravilhoso. Fui no San Siro assistir Milan x Lazio na área vip, com direito a conhecer o estádio por dentro, passar pelo túnel minutos antes da partida, ir ao gramado e no fim do jogo esperar os jogadores no estacionamento. No dia seguinte fui em Milanello, o CT do Milan, conheci vários jogadores, tietei, tirei foto, pedi autógrafo e tudo mais o que tinha direito. E três dias depois ainda voltei no estádio pra ver o Milan de novo, dessa vez pela Champions League e dessa vez no meio da galera (muito melhor! Essa área vip é um saco, não pode gritar, não pode xingar, é tudo muito comportado pro meu padrão).

Passados quase 9 anos continuo apaixonada pelo Milan. É lógico que hoje em dia não dá mais pra ver todos os jogos como antes, eu não gravo mais as partidas (porque não dá tempo de ver depois) mas assisto sempre que dá. Eu continuo pirando com as estúpidas contratações do time, com o número de jogadores no departamento médico, com o Galliani e o Berlusconi a frente do time. Mas fazer o que? Ninguém manda no coração.

Agora minha próxima meta futebolística é assistir uma final de Champions ao vivo, ou uma Copa do Mundo, o que vier primeiro tá valendo. E, FYI eu sou totalmente contra a Copa do Mundo no Brasil (e as Olimpíadas também).

Quanto ao Palmeiras, continuo palmeirense, firme e forte. Confesso que assisto menos aos jogos do Palmeiras, mas não deixo de torcer. É como se o Palmeiras fosse o Brasil e o Milan o Québec. Um está na minha vida desde que nasci e o outro foi adotado depois. Mas ambos fazem parte da minha vida e tem um lugar especial no meu coração.

Moral da historia:
Eu tinha um sonho. Eu acreditei e realizei meu sonho. Agora os sonhos são outros mas a vontade de realizá-los não mudou. Vou continuar lutando e acreditando e cedo ou tarde eles se tornarão realidade.

Bisous!

PS: Amanhã tem Milan x Barcelona pelas quartas da Champions. Thiago Silva tá lesionado. Eu sei o que me espera. Mas eu sou brasileira e não desisto nunca, hahahaha.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Viajando #7: Uruguay

Oi pessoas!

Depois das notícias animadoras dos últimos dias a vontade de escrever no blog anda nas alturas #not. Mas como a vida segue mesmo a despeito do consulado, sigo eu também começando a planejar minhas próximas férias, o que me fez lembrar que abandonei a série de viagens do blog. Então, pra dar uma animada e lembrar que “a vida é feita de momentos felizes e recordações bonitas” vou falar um pouquinho hoje da minha viagem pro Uruguai.

Fui pra Montevideo sem saber o que esperar da cidade. Geralmente antes de sair de casa pra ir pra qualquer canto eu antes dou uma pesquisada básica do que o lugar tem pra me oferecer. Chegando lá me surpreendi: achei a cidade bem bonitinha e com potencial para ser muito mais do que hoje é (economicamente falando). Adorei a orla, os edifícios históricos e o sorvete de doce de leite.
Pesquisando depois, descobri que a capital uruguaia é a cidade Sul-Americana com maior qualidade de vida e está entre as 30 mais seguras do mundo. Ponto pra eles!

Vista do mercado e parte do centro a partir do porto - Montevideo

Passeando brevemente por lá pude conhecer um pouco do centro histórico, o mercado municipal, o Palacio Legislativo, a orla às margens do Rio da Prata, algumas praças e o Estadio Centenario.
A ciudad vieja é onde está concentrada a maioria das atrações turísticas da cidade: na Praça da Independência está a famosa estátua do General Artigas e Puerta de la Ciudadela, antiga porta de entrada da cidade, resquício da época em que ela era murada para se proteger de invasores. Coladinho nessa mesma praça encontra-se o Teatro Solís, o terceiro teatro mais antigo da América do Sul. E do lado oposto está o Palacio Salvo, construído em 1928 e um dos edifícios ícones de Montevideo.

Praça da Independência com o Palacio Salvo ao fundo
Puerta de la Ciudadela

Pertinho da Praça da Independência está o Mercado ou Rambla del Puerto, onde é possível saborear um belo asado ou uma suculenta parilla em seus inúmeros restaurantes, enquanto se observa o vai e vem agitado das pessoas nesse galpão do século XIX, que antigamente servia como estação de trem.

O Palacio Legislativo é outro imponente edifício da capital uruguaia. Construído com mais de 50 tipos diferentes de mármore, dizem ser um dos orgulhos da cidade. É possível realizar visitas guiadas dentro do Palacio, que foi inaugurado em 1925, por obra do italiano Gaetano Moretti. Infelizmente eu não tive tempo de entrar, mas mesmo observando só por fora diria que vale a pena a visita.

Fachada do Palacio Legislativo

Pra quem não é chegado muito em história o Uruguai reserva também outros atrativos. Uma das cidades mais badaladas do país (ou a mais badalada) é Punta del Este. Pra quem curte praias, noitadas e cassinos, prato cheio. Mesmo não fazendo o meu perfil eu fui conhecer. O que mais gostei em Punta foi um prédio bem afastado do centro chamado Casapueblo (na verdade ela fica em Punta Ballena). Lembram dos versos de Vinícius: “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”? Pois é, dizem que a tal casa da música é a Casapueblo. O artista uruguaio Carlos Paez Vilaró a construiu para ser sua casa de verão e hoje em dia ela se transformou em um museu e galeria de arte, e ao lado um hotel e restaurante. Não tem como não se encantar com sua arquitetura, sua localização às margens do Rio da Prata, as obras de Vilaró e toda a tranqüilidade do lugar. Pra mim que não tenho yacht, foi o melhor de Punta com certeza.

Vista do Rio da Prata de dentro da Casapueblo
"mas era feita com muito esmero" - sábias palavras

Apesar de ser considerada um balneário de luxo e uma das praias mais famosas do mundo, achei a coisa toda lá bem parecida com o litoral paulista, tirando é claro os irritantes vendedores ambulantes que eu odeio. Nenhuma beleza de ofuscar os olhos e nenhum must-see. A verdade é que eu não sou muito de praia e quando se junta praia com gente metida à besta no mesmo lugar, aí não é pra mim mesmo.

Marina em Punta del Este

Depois de Punta del Este segui viagem por águas brasileiras e não deu pra conhecer mais nada no Uruguai. Enquanto escrevia o post dei uma pesquisadinha pra relembrar os nomes de alguns lugares e tal e deu vontade de voltar à Montevideo, com mais tempo, pra poder ver melhor o que ficou por ser visto, saborear o que não foi saboreado, conversar com um nativo, conhecer melhor o país, sua história, sua gente. E acho que se dá vontade de voltar é porque foi bom.

Ah, quanto à Punta del Este, hum... não, não deu vontade de voltar. Não que tenha sido ruim, pelo contrário. Mas uma vez foi de bom tamanho.

Bisous!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A cidade das bicicletas

Estou sem paciência para escrever hoje, mas gostaria muito de compartilhar uma matéria do site Cidades para Pessoas sobre o meio de transporte mais comum em Copenhage: as bicicletas.


Se você também acha que está mais do que na hora das cidades do mundo encontrarem soluções para os crescentes problemas do trânsito e poluição (principalmente) vale a pena dar uma olhada não apenas nessa matéria mas em todo o conteúdo do site!

Bisous!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Viajando #6: Ville de Québec

Hoje resolvi contar um pouquinho sobre minhas aventuras em Ville de Québec. Bom, pra quem ainda não entendeu sabe, Ville de Québec é uma cidade, capital da província de Québec, a única província francófona do Canadá. Ela é a sétima cidade canadenses em população (cerca de 670 mil habitantes), a única cidade murada da América Anglo-Saxônica e uma das mais bonitas e charmosas do Canadá.

Quando resolvemos visitar Québec o plano era passar um dia lá e no outro ir até Tadoussac para ver as baleias. Bom, esse era o plano. Chegando lá fomos dar uma volta e conhecer a cidade baixa, batemos perna pela velha Québec e na hora do almoço eis que surge a estória de Tadoussac. Uma pessoa queria ir, as outras estavam na coluna do meio e a outra metade da mesa nem se quer havia cogitado essa hipótese. A discussão rolou solta. Em português, em espanhol e em inglês - menos em francês (afinal, por que raios sete estudantes de francês vão querer falar francês fora da escola?). E não é que a mesa do lado (de brasileiras) resolveu se meter na nossa conversa, e cinco minutos depois a mesa de trás (de um pessoal de algum lugar da América Central) também resolveu dar seus pitacos e de repente o salão do pequeno restaurante de Vieux-Québec estava dominado. Um falatório sem fim regado à vinho e muitas risadas e uma cara triste no final: Tadoussac havia perdido a batalha. Tirando a dona da idéia ninguém mais estava a fim de encarar nove horas de estrada e um frio congelante dentro de um barco na possibilidade de ver baleias. É people, vai que elas não aparecem. Vai fazer o que em Tadoussac? O lugar tem 850 habitantes. Isso mesmo: 850.

Mas como Québec não é Tadoussac a gente obviamente arrumou coisa melhor pra fazer. (não desmerecendo as baleias, mas será que elas não aparecem também no verão? Vou pesquisar). Continuamos andando pela cidade, conhecemos o Château Frontenac e suas redondezas, pulamos de albergue em albergue até chegarmos a um consenso, voltamos para o carro, vimos uma multa no pára-brisa, fizemos vaquinha pra pagar a multa, amaldiçoamos o fato de ninguém entender as placas de estacionamento no Canadá, e pra não perder viagem fomos à caça de um bar aberto as 10 da noite de um domingo. A tarefa não foi das mais fáceis, mas conseguimos. Sabe aquela música "Festa estranha com gente esquisita, eu não to legal, eu não aguento mais birita"? Foi mais ou menos isso. O que eu posso dizer é que eu ri e dancei muito.

Infelizmente fui embora de lá só conhecendo a parte turística. Até que tentei ir na parte mais moderna e cotidiana da cidade, mas fazer sete pessoas de espírito completamente diferentes chegarem a um acordo é muito complicado. Tudo o que posso dizer é que o que eu vi de Québec eu gostei. Um lugar lindo, bem cuidado, com um ar europeu, super charmoso, com jardins lindos demais, arquitetura belíssima, tranquilo e pacífico. Com certeza uma cidade linda para se visitar e ótima para morar (apesar de eu preferir um lugar mais agitado).

Ah, já tava esquecendo: na volta pra Montréal a gente parou em Montmorency e ao invés de chegar até o topo de cachoeira de bondinho, a tonta aqui resolveu encarar o desafio e ir de escada. Resultado: um pinto inteiro molhado no outono de 5 graus québequense.
Agora chega das minhas baboseiras e vamos logo ao que interessa: fotinhos!!!

Château Frontenac

Vieux-Québec

Parc des Champs-de-Bataille

Vista do Château desde o Parc des Champs-de-Bataille

Cidade baixa


Chute-Montmorency e o teleférico que eu não peguei

Vista da ponte em cima da cachoeira. Vai um mergulho ai?

Bisous!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Viajando #5: Roma

Quando me dei conta de que iria para Roma a primeira coisa que pensei foi que finalmente conheceria a Fontana di Trevi. Sou obcecada por ela há anos. Tudo culpa do Fellini. Sendo assim, logo que cheguei, saí em sua busca. Mesmo com dois mapas eu fiquei perdida (a anta da navegação aqui achou muito difícil não se perder em Roma), mas a um certo ponto fui seguindo o barulho de água caindo (e logo em seguida uma placa salvadora indicando o caminho) e voilà: linda, majestosa, imponente, mas diferentemente dos meus sonhos, infestada de gente. Gente saindo pelo ladrão. Tirar uma foto só sua na frente da Fontana: missão impossível. Talvez você consiga lá pelas 4h00 da matina. Eu passei por ela de manhã, de tarde, de noite, e até as 2 e meia da madrugada e ainda tinha uma pá de gente jogando moedinha. Mas tudo bem, ela é tão linda que eu aceito compartilhá-la com todos. Um monte de turistas babões como eu enquadrados pela minha velha Sony Cyber-shot integrando meu álbum de fotos virtual.

Fontana di Trevi: um dos maiores símbolos de Roma

Mas obviamente nem só de Fontana di Trevi vive Roma. E não mesmo. Haja perna e tempo pra conhecer tudo o que a cidade eterna tem pra mostrar: Piazza Navona, Piazza di Spagna, Piazza Del Campidoglio, Vittoriano, Piazza Del Popolo, Piazza della Rotonda, Panteon, Foro, Colosseo, Arco di Constantino, Trastevere, via Appia, Circo Massimo, Villa Borghese, Castel Sant’Angelo, Vaticano, Basilica di San Pietro, Cappella Sistina, e outras tantas igrejas, igrejas, igrejas e mais igrejas.

Detalhe da cúpula do Panteon na Piazza della Rotonda

Dentro do Colosseo


Um dos arcos super conservados do Foro

Basilica di San Pietro: a maior igreja cristã do mundo
Eu nunca entrei em tanta igreja na minha vida. Em toda esquina há uma igreja. E mesmo as menores e mais escondidas guardam seus tesouros.  Mas não fiquei só tirando foto não, até missa dominical eu assisti. A única coisa ruim de conhecer as igrejas italianas é que depois delas qualquer outra igreja que você conheça no mundo não vai ter tanta graça. Tudo fica meio “pobrinho”.



Aliás, acho que Roma é uma dessas cidades que tem o poder de empobrecer as outras. Principalmente do ponto de vista de uma fã de história, arte e cultura como eu. Impossível se conter estando num dos berços da civilização ocidental. Impossível não viajar no tempo ao entrar no Coliseu e imaginar as batalhas sangrentas, visualizar a vida cotidiana na Idade Romana ao caminhar pelo Forum, andar pela cidade, ver uma praça e descobrir que embaixo dela há ruínas da antiguidade ainda não escavadas.

Piazza del Popolo, com o Vaticano lá no fundo


Apesar de toda a história Roma consegue encantar ainda mais pelo seu jeito alegre e gostoso de levar a vida. Você sai de uma igreja e acaba numa praça com uma fonte maravilhosa te pedindo pra ficar lá parada, olhando para ela enquanto você toma o melhor gelato de nocciola do mundo. Depois você dá mais uma voltinha e descobre mais um sítio arqueológico, fica pensando como a vida era triste naquele tempo, sem gelato, morre de inveja dos romanos nas suas vespas e fica querendo comprar uma também, senta na mesinha de pé bambo na “calçada” do restaurante, mangia uma bela pasta com vino rosso, de sobremesa um tiramissu e o famoso ristretto pra finalizar. Aí você ganha uma rosa de um desconhecido e termina sua giornata vendo os monumentos que te sorriram de dia, agora mais lindos ainda, iluminados, te desejando buona notte.

La dolce vita? La vita è bella? Sim, a vida em Roma é irresistivelmente doce e bela. Nem que seja por apenas 4 ou 5 dias.

Castel Sant'Angelo, pertinho do Vaticano, com uma super vista lá de cima

Vittoriano, também conhecido como Altar da Pátria, na Piazza Venezia

Bisous!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Viajando #4: Kaş

Continuando do último post da série, seguimos viagem e deixamos Fethiye rumo à Kaş, já na província da Antalya. São aproximadamente duas horas de carro separando uma cidade da outra e pelo caminho você pode se deliciar com imagens da costa turca, apreciando o tom turquesa de suas águas. Aliás, o nome Turquia vem da palavra turquesa, justamente por causa da cor das águas que banham o litoral sul do país.

Kaş é uma gracinha. Antiga vila de pescadores encrustada numa cadeia de montanhas às margens do mediterrâneo, ela é hoje é uma vila mais turística, mas que por se encontrar um tanto quanto longe dos dois principais aeroportos do sudoeste turco, acaba recebendo menos gente que suas rivais. Tant mieux! 


Tipo de "praia" mais comum da cidade
e a vida caminha lentamente para quem é de lá


Repleta de ruelas floridas, feirinhas, lojas de artesanato, uma praça central que dá para o cais, cercada de bares e restaurantes com suas mesinhas na calçada e seus cardápios apetitosos, e mais algumas pequenas praias cheias de pedrinhas e água gelada e cristalina, Kaş te convida para ficar. Ficar e relaxar. A vista é linda, a comida é ótima, as pessoas são simpáticas e agradáveis, adoram puxar conversa, e apesar do calor intenso, a brisa do mediterrâneo sopra gentilmente tornando a temperatura mais agradável.


Sentar num bar debaixo da árvore e ficar olhando o
movimento dos barcos... eita vidão bom!


Fiquei em um hotelzinho simpático, com uma sacada com uma vista linda para Kastellorizo (uma ilha grega bem pertinho de Kaş), e de cujo restaurante se via boa parte da cidade com seu mar azul ao fundo. Apesar das vistas maravilhosas, o hotel era super acessível. O dono sempre vinha conversar com a gente, falava do cardápio do dia, da cidade, se orgulhava das inúmeras bandeiras penduradas no restaurante, que representavam os turistas dos quatro cantos do mundo que por ali já tinham passado. Infelizmente eu não tinha uma bandeira do Brasil para lhe dar... mas talvez hoje o verde-amarelo já faça parte da decoração.


Kas e suas vielas floridas


Uma das coisas que mais gostei na cidade foi o fato de nela não haver nada muito opulento. Não há hotéis de luxo, restaurantes chiques, passeios caríssimos, lojas de grife... o lugar é simples e sincero, sem frescuras, mas com infra suficiente para se passar dias bem agradáveis por lá.


Kaputas - uma das poucas praias com areia


Infelizmente perdi todas as minhas fotos de Kaş (e metade das de Fethiye também). Fiquei especialmente sentida por perder as fotos que tirei ao fazer paragliding, clicando toda aquela beleza lá de cima. Mas o que conta é o que ficou na memória e esses momentos tecnologia alguma poderá apagar. Nem da minha memória nem do meu coração.


Bisous!

domingo, 9 de outubro de 2011

Falling in love

Não há um só dia em que não penso em Montréal. Ou fico imaginando como será minha vida quando lá estiver, ou fico relembrando os inúmeros bons momentos que lá vivi. E hoje quando estava lendo uma matéria sobre a cidade eu me dei conta de que havia me apaixonado por ela. Não foi um coup-de-foudre (amor à primeira vista). Montréal foi crescendo dentro de mim e cresce a cada dia. Eu sinto um pesar quando vejo ou leio sobre lugares que não conheci, sinto nostalgia quando revejo lugares por onde andei, e andei, e andei, sinto pressa quando penso que a cidade está lá me esperando, e eu aqui, esperando para recomeçar uma vida que eu mal sinto que um dia começou.

Em frente ao Musée des Beaux-Arts de Montréal

A conclusão é que eu estou definitivamente apaixonada por Montréal. Talvez eu esteja apaixonada pela idéia de Montréal, a idéia de que lá eu terei um restart, eu poderei me reinventar e ser aquela que eu quero ser de verdade. Talvez a minha paixão não seja por Montréal e sim por um sonho de recomeço. Mas isso eu só saberei depois que estiver lá, depois que eu já tiver recomeçado. Será que depois de cinco anos de rotina eu ainda estarei apaixonada? Se sim, ótimo. Se não, o mundo está aí para ser descoberto, assim como eu estarei sempre pronta para busca o melhor para mim, para encontrar o melhor em mim e por que não, para me apaixonar de novo.


Bisous!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Viajando #3: Fethiye

Acho a Turquia um país fascinante, não apenas pela sua beleza, mas principalmente pela sua cultura milenar, pela mistura do oriente com o ocidente, suas cores, seus sons, seus sabores. Quando vi um cartão postal de Fethiye que minha amiga turca havia me mandado, disse para mim mesma que um dia conheceria aquele lugar. E nove anos depois, lá estava eu, com a mesma amiga turca, aproveitando os últimos dias de calor do outono às margens do mar Egeu.

Ölüdeniz, sua linda!
Fethiye é uma cidade da província de Muğla no sudoeste turco. Saindo de Istambul, são umas 2 horas de viagem até Dalaman, o aeroporto mais próximo à Fethiye. De lá pegamos um ônibus e uma van até Ölüdeniz, a praia mais famosa da cidade, e uma das mais famosas da Turquia. Nós não tínhamos reserva em nenhum hotel. Apenas tínhamos nossa malinha e um guia da Lonely Planet. Depois de dar uma xeretada em alguns lugares resolvemos ficar num hotelzinho simples e gostoso, com preço justo e boa localização. Aliás, achei o sul da Turquia uma pechincha comparado com os preços praticados nas cidades litorâneas brasileiras. Um hotel bem decente sai por uns USD 70,00 com café da manhã, que inclui obviamente tomate, pepino e azeitonas (sim, é meio bizarro).  A comida em geral não é cara e é muito boa, mas bem carregada na gordura e na pimenta. E o chá, esse é maravilhoso!

De dia, esse visual. De noite, puffs na "areia" e narguilé.
E nenhum farofeiro sem fone de ouvido

As minhas lembranças de lá são tão boas que tinha até me esquecido da mega alergia que tive no meio da viagem, quando fiquei toda embolada e me coçando dos pés à cabeça por dois dias inteiros, passando inclusive uma noite em claro de tanto que coçava.

Bom, sobre Ölüdeniz: a praia é simplesmente maravilhosa. A água é turquesa, cristalina e super gelada!  A praia, de rochas, é limpíssima e o mar idem. Todos os dias quando eu chegava na orla ficava babando com aquela paisagem. Ölüdeniz também é um lugar perfeito para se fazer paragliding: os ventos são ideais para a prática desse esporte e a vista, não precisa nem dizer: basta olhar as fotos. Em termos de divertimento o lugar não é muito agitado, principalmente à noite. Então a opção era beber cerveja assistindo campeonato turco no bar (eu e minha amiga adoramos futebol) e depois voltar pro hotel, jogar sinuca e continuar enchendo a cara com a gringaiada hospedada lá.
A qualquer hora do dia os paraquedas colorem o céu

Uma das atrações é fazer passeios de barco pelo litoral do mar Egeu. Minha amiga tava com vontade de conhecer um tal de Butterfly Valley, um lugar com fama de lindo, rústico e selvagem. O acesso se dá através de trilhas inimagináveis ou um barco que sai duas vezes por dia – se você estiver no vale e perder o barco, se ferrou, vai ter que ficar lá. E se ferrou mesmo porque no vale não tem alojamento (nem banheiro!). Algumas pessoas ficam acampadas lá (o que eu acho loucura total), mas aí é o gosto de cada um né. Como meu espírito de aventura é zero, só o fato de ter conseguido entrar no barco já valeu um causo de viagem, haha. 

Kelebekler Vadisi ou Butterfly Valley
Se você for pelas borboletas, não vá em outubro
... e não esqueça o repelente.

A conclusão é que apesar dos insetos, das picadas dos insetos, dos bichos estranhos soltos no mato, e do fato de eu ter visto apenas uma borboleta, o lugar vale a visita. É realmente muito bonito, a natureza grita na sua cara e o mar te convida para ficar. Mas é obvio que eu não fiquei. Sem cama e banheiro meu amigo, jamais, jamais dans ma vie!

Após deixarmos Ölüdeniz partimos rumo à Kaş, mas a continuação da viagem fica pro próximo post...

Bisous!

domingo, 11 de setembro de 2011

Viajando #2: Brugge

Ah Bélgica, o paraíso do chocolate e da cerveja. Alguém precisa de mais alguma coisa na vida???
Talvez sim, mas uma coisa é certa: depois de uma ida à Bélgica você nunca mais beberá cerveja e comerá chocolates como fazia antes. Fora os maravilhosos waffles! Você sai na rua e logo já sente aquele cheirinho maravilhoso de waffle fresquinho invadindo o ambiente! Tão bom!

Mas à parte seu lado gourmet, a Bélgica pode ser um lugar muito interessante de se conhecer. Fui parar lá por acaso. Nunca tinha planejado visitá-la, até que uma amiga querida foi morar lá por um tempo e eu logicamente aproveitei para fazer uma visitinha. Não deu tempo de conhecer muita coisa, infelizmente, mas os lugares que pude ver foram todos aprovadíssimos. Um deles é Brugge.

Cidade de cerca de 120 mil habitantes, localizada no norte do país na região de Flandres, conhecida como “Veneza do Norte” por seus incontáveis canais, Brugge é uma das cidades mais conhecidas da Bélgica. A maior parte de sua arquitetura medieval está intacta até hoje e seu centro histórico faz parte do Patrimônio da Humanidade da UNESCO desde 2000. Logo que cheguei (e consegui achar o centro histórico) tive a sensação de estar em uma cidade cenográfica. A cidade é realmente muito bem conservada, os prédios são todos antiqüíssimos, mas acho que a grande concentração de turistas tirou um pouco o ar “medieval” da cidade pra mim.  Também achei a cidade um pouco cinzenta demais. Não pelo fato de que estava nublado e chovendo, mas porque na minha opinião falta um certo colorido à cidade. Mas também nada de se estranhar para uma vila medieval. Esse ar sóbrio combina com ela e acho que faz parte do seu charme.

Para quem está por perto e tem um dia de folga na agenda, Brugge vale muito uma visita. De Bruxelas é mais ou menos 1 hora e meia de trem, se não me engano, com algumas paradas nas principais cidades pelo caminho.  Eu fui no outono e quando cheguei estava chovendo, por isso não deu pra aproveitar tudo o que a cidade tem a oferecer, mas mesmo assim conheci todo o centrinho, fui em diversas lojinhas super cute que vendem chocolates, docinhos diversos e quinquilharias souvenirs.Olhei tudo, não comprei nada (eh, turista pobre é f***). Vi uma das Madonnas de Michelangelo numa das igrejas da cidade, andei de barquinho pelos canais, tomei uma trappist muito boa, pra variar me perdi na hora de voltar pra estação (e ninguém da cidade sabia indicar o caminho certo, by the way), e pra variar II perdi o trem por uns 2 minutos e tive que esperar mais uns 40 até o próximo.  Mas beleza, deu tempo de chegar em Leuven, onde estava hospedada, antes da balada começar.

As fotos feiosas são as minhas e as poderosas são do Wikipedia.

Estacionamento de bikes ao lado da estação ferroviária
The Belfry, na The Markt, a praça central
The Markt, principal praça do centro histórico
Uma das inúmeras lojinhas de doces e bombons
The Provinciaal Hof, na The Markt
É fácil se transportar para o passado num lugar assim
O Spiegelrei e o Langerei

Bisous!