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domingo, 20 de outubro de 2013

6 meses e alguns dias

Então vamos lá tirar o pó do blog, afinal fim de semana é sempre tempo de ménage.
Muito rolou desde a última vez que escrevi. Já faz mais de seis meses que cheguei e posso dizer que no geral estou satisfeita com a vida por aqui. É lógico que sempre existem os dias ruins, mas no geral eles não chegam a 10% do meu tempo. O que mais pega é a falta das pessoas queridas que não estão aqui comigo. Tem dias que eu passo muito tempo me imaginando no Brasil, com eles, jogando conversa fora e dando risada, como costumava ser... e posso dizer que é muito difícil você acompanhar a vida dessas pessoas à distância. Dá um aperto no peito, mas passa. Outro dia quase chorei no ônibus pensando que eu tava aqui, num país tão bom, tão mais justo, mais decente, mais seguro, e minha família lá no Brasil, passando medo, insegurança, pagando caro por tudo e recebendo tão pouco em troca. Mas não tem jeito: não é todo mundo que quer sair do seu país, mesmo com todos problemas que ele tenha. Não é todo mundo que tem a vontade, a coragem, a disposição e o desprendimento necessários para largar tudo e recomeçar do zero, com mil incertezas na cabeça e muito esperança no coração. E há de se respeitar. Eu sou a exceção e tenho que lidar com isso. Para se ganhar algo é preciso perder algo. Acho que esse sentimento de solidão e tristeza que bate às vezes está muito relacionado com o fato de eu estar aqui sozinha (dããã!!!). Fiz muitos amigos e eles são demais, pessoas maravilhosas, mas é diferente de quando você volta pra casa à noite e encontra a tua família alí. Porém esse foi um dos motivos que me fez vir pra cá: começar a minha família num lugar melhor, com mais oportunidades pros meus filhos (se eu os tiver), mais liberdade, mais segurança, enfim, todo aquele bla bla bla que todo imigrante conhece.

Bom, deixando de lado um pouco o sentimentalismo, vamos ao lado prático: estou trabalhando.
Não posso dizer que foi difícil consegui-lo. Comecei a procurar emprego em meados de julho, depois do fim da francisação, mandei vários CVs, me cadastrei em alguns sites, segui algumas das orientações da conseillère d'emploi, e duas semanas depois fiz minha primeira entrevista numa agencia de recrutamento. A RH disse no final que tinha uma vaga pro meu perfil e ia me indicar. Tive que fazer umas seis provas diferentes de inglês, francês, informática e afins, e uma semana depois fiz outra entrevista pra mesma vaga, já na empresa, com o diretor da área. Eu saí de lá pensando que tinha ido bem, o que era bom, mas que a vaga não era legal, o que era ruim, pois se seu passasse eu não ia ter coragem de dizer não e continuar desempregada e acabaria trabalhando com algo muito chato que não me estimula nem um pouco. E foi o que aconteceu. E pra piorar tudo eu moro em HOMA e trabalho em Ville St-Laurent, uma hora e meia pra ir e uma e meia pra voltar, todo santo dia. Ultimamente saio de casa ainda tá escuro e quando chego, já tá escuro de novo (pelo menos a janela do meu bureau é bem grande e consigo ver o sol a tarde toda). Pra quem tava acostumada à uma caminhada de 25 minutos pra ir ao trabalho, não é facil. Meu pior pesadelo se concretizou: perder três horas da minha vida todo dia no trânsito. Mas tenho que dizer que estou acostumando. Tenho lido muito durante o trajeto e quando o livro é bom, ajuda muito. Quando bate a tristeza, o desespero, o "o que que eu to fazendo aqui?", penso que isso é passageiro. Penso que ainda no Brasil eu imaginava que meu primeiro emprego ia ser tão ruim que mal daria pra pagar o aluguel mais o supermercado. E no fim das contas foi mais fácil do que esperava. O que não significa que esteja sendo fácil. Pois não está.
Estou feliz no trabalho? Não. Mas apesar de tudo agradeço todos os dias pelo fato de ter um trabalho que paga as minhas contas e que vai me ajudar no futuro a conseguir um emprego melhor.
Ainda procuro o pote de ouro no fim do arco-íris. Uma profissão nova que me faça feliz. Mas tá nada fácil achar. Like always I will have to compromise on something... we will see.

To achando que o post tá meio depressivo, então vamos falar de coisas mais alegres:
Adoro Montréal. Adoro andar pelas ruas da cidade, ver a vida passar, ver a paisagem.
E falando em paisagem: o outono! Lindo, maravilhoso. Sempre foi minha estação favorita, mesmo no Brasil, e aqui então, nem se fala. Fico babando nas árvores coloridas, tão lindo que só estando aqui para sentir como uma coisa tão "banal" como a mudança da estação pode ser tão maravilhosa. A natureza é mesmo incrível.
Adoro as mil opções de bares e restaurantes que a cidade oferece. Cada fim de semana tenho indo num bar diferente. O objetivo é nunca repetir o bar, até conhecer um número significativo deles (acho que vai levar pelo menos um ano). Adoro as várias opções de cerveja que encontro por aqui e já até não ligo mais para o fato de ter que beber cerveja sem pastel, calabresa, mandioca frita, picanha fatiada com catupiry e afins. Acho que é porque quando se bebe Itaipava você precisa de algo que ajude a cerveja a descer. Mas quando você pode escolher uma boa cerveja, você não precisa de acompanhamentos.
Obs: na minha cidade no Brasil, 90% dos bares só serviam uma marca de cerveja. Era aquela porcaria e pronto. Saudades zero!
Adoro as mil opções de entretenimento por aqui. Sempre tem algo pra fazer. Às vezes tem tanta opção que fica difícil conciliar tudo. Cinemas, galerias, exposições, shows... Mês passado fui num show não divulgado para somente 200 pessoas do Arcade Fire (graça aos amigos que ficaram na fila por mim) - lançamento do álbum novo "Reflektors". Duas semanas depois, ia no show do Stereophonics (que amo demais), mas chegando lá tinha um aviso que o show tinha sido cancelado na última hora!. Duas semanas atrás foi a vez de Kings of Leon, de graça, na Place des Arts. Essa semana tem Franz Ferdinand (ainda to pensando se vou ou não), e ontem perdi o show da Lou Doillon (fiquei sabendo na ultima hora, não tinha mais ingresso :( !!!). Fora todos os outros concertos de artistas não tão conhecidos que rolam todos os dias em algum canto da cidade.
Adoro a localização da cidade, entre Toronto, Ottawa, Québec e os EUA. Estou louca pra por o pé na estrada e passar um fim de semana em cada canto, em cada ptt coin de la province. Há umas três semanas fui pra Mont-Orford, à convite dos amigos do Voilà Pourquoi, ver as lindas cores do outono, fazendo hiking - pela primeira vez desde que cheguei. Foi maravilhoso e voltei decidida a explorar mais os parques e as cidades do Québec. Fim de semana passado foi feriado de Ação de Graças e fui pra New York... tão fácil! Foi ótimo passear um pouco e aproveitar os precinhos mais em conta dos EUA pra comprar meu casaco de inverno e outras coisinhas mais.

Parc National du Mont-Orford


Adoro as bibliotecas de Montréal. Não tem nem muito o que comentar. Amo demais.
Estou começando a adorar bacon, manteiga de amendoim, maple, poutine e outras gordices canadenses. Fora que ultimamente só como chocolate se tiver caramelo junto. E por incrível que pareça ainda não senti falta de churrasco, bolinha de queijo, pastel, mandioca, brigadeiro, bolo de chocolate da doceria da família, do peixinho grelhado do meu almoço de quase todo dia entre outros. Às vezes bate aquela vontadinha mas nada desesperador. E depois, já fui em várias festinhas de brasileiros com guloseimas brazucas que mataram as lombrigas.
Adoro a educação das pessoas por aqui. Lógico que sempre tem os mal educados, em todo lugar né, mas no geral o povo é bem mais educado e simpático que no Brasil. Sim, simpático. No trabalho eu fico sempre besta de ver como o povo em geral é simpático, sempre se desculpando por incomodar (coisa de canadense, e eu sou exatamente assim), sempre elogiando pequenos gestos, pequenas ações... muito diferente do que eu estava acostumada. E quando preciso falar com algum service à la clientèle então? Nossa, no Brasil eu dava tudo pra não ter que ligar pra um telemarketing e aqui o povo que te atende é sempre tão mais eficiente, mais simpático, mais solícito. Não vou dizer que isso seja a regra, mas comigo 80% das vezes foi assim.
Bom, e como eu adoro passar o meu fim de semana fora de casa, vou terminando o post por aqui porque a vida não me espera e tem coisas mais interessantes do lado de fora da maison pra fazer.

Ah, e uma mensagem pros colegas que estão esperando seus processos terminarem, angustiados aí no Brasil: força, coragem. Logo termina. E a recompensa será enorme! A espera vale a pena.

Bisous!



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Custo de vida

Bonjour Hi!

Bom, como prometido eu vou falar um pouco sobre o preço das coisas por aqui.
Todo mundo sabe que custo de vida depende muito de cada pessoa, cada um tem um padrão de consumo diferente e no final os valores podem variar enormemente.
O que eu pretendo escrever é sobre os custos básicos, coisas que provavelmente ninguém vai querer ou poder ficar sem. E lógico, dentre cada um desses itens há milhares de variações de preço.



1. Habitação
É pra onde vai a maior parte da grana. Morar custa caro (apesar de Montréal ser uma "cidade baratinha" nesse aspecto). Se você é sozinho, como eu, aí ferrou! Não tem com quem dividir as despesas, mas também não tem briga pelo controle remoto! A opção pra baratear é alugar um quarto ou dividir apê e aí chovem anúncios no craigslist e kijiji. Os preços podem ir de uns 300 dólares até 750, mas a média fica em 500 dólares por mês, com tudo incluso. O lado ruim é que você nunca saberá se cairá numa cilada até cair. Mas pode ser que você acabe num lugar super legal e conheça ótimas pessoas. You gotta take your chances.
Se quiser alugar um apê só pra você aí os custos aumentam, mas se for um 1 1/2 dá pra achar por uns 500 dólares também. A partir daí, cada cômodo custa geralmente uns 100 dólares a mais por mês, lógico, com suas variações. E lógico que dependendo do bairro. Esses preços são uma média de apartamentos moráveis, sem luxo algum, em bairros moráveis de Montréal. Não é o preço de Outremont e Westmount nem o preço de um moquifo lá na pqp onde nem o trem chega. Tirando os bairros da moda e dos ricos (que vão ser sempre caros) o preço sempre tende a aumentar quanto mais perto do centro você estiver.
E pra saber o custo de um apê do jeito que você quer e no bairro que você quer, aconselho visitar o Padmapper.

Outro ponto interessante a ressaltar é se o apê já vem com energia, água quente e calefação inclusos no aluguel. Se sim, tant mieux. Se não, não se esqueça de considerar estes valores na hora de fazer as contas.
Meu apê não têm estes custos inclusos e este mês chegaram as primeiras faturas!!! Medo!
Tenho que pagar 12 dólares por mês para a  HydroSolution pelo aluguel do chauffe-eau (um equipamento que aquece a água) e mais x por mês para a Hydro-Québec, cuja primeira conta é bem salgada pois é cobrado um valor de 50 dólares (plus taxes) para a abertura do seu dossie. Mas o que me preocupou mesmo foi o consumo, que foi o dobro do da inquilina anterior. Estou já imaginando o quanto essa conta vai me custar no inverno. E olha que eu tento economizar o máximo possível!
Ah, e pra finalizar um conselho de amiga: se possível, alugue um apê com entrada pra lavadora - secadora. Lavar roupa na lavanderia (seja ela do prédio ou não) é uma m****. Sua roupa só vai ficar molhada e não limpa!

2. Internet, TV, telefone
Aqui no Québec quase todo mundo tem Bell ou Videotron. Acho que deve existir outra(s) operadora(s) de tv, internet etc, mas eu desconheço. No site deles tem os preços de todos os serviços, sejam eles separados ou em bundles. Agora, a dica é ficar de olhos bem atentos pois existe uma guerra entre as duas e sempre tem altas promoções. Se você ficar esperto pode conseguir um bom desconto.
No meu caso uma amiga me avisou de uma promoção relâmpago da Bell e consegui um bundle internet ilimitado + TV com canais de base + 30 canais à escolha pelo mesmo preço apenas da internet. Mas não tenho telefone residencial (e não faz nenhuma falta). E pra quem não sabe aqui os pacotes de TV são sempre HD e quase todos vem com um equipamento para você gravar o programa que quer e assistir depois. No Brasil, eu tinha que comprar o pacote mais caro para ter essa opção de gravação e ainda pagar mais R$ 40,00 por mês por isso. Quanto ao serviço de internet não tenho do que reclamar até agora. Minha velocidade é a menor dentre as opções e mesmo assim é bem mais rápida que a internet que eu tinha no Brasil que teoricamente era o dobro dessa que eu tenho aqui. Até agora não tive problemas com queda de sinal ou qualquer outra coisa, tanto da TV quanto da internet.

3. Celular
Bom, minha base de comparação para custo de celular é meio nula, pois no Brasil eu tinha um pré-pago da TIM que eu fazia questão de esquecer no fundo da bolsa e recarregava a cada três meses pra não perder a linha (não sou uma pessoa ultra-tecnológica, acho que já deu pra perceber faz tempo né). Mas mesmo assim eu sei que celular custa caro no Brasil. Aqui também. O fato de você pagar as ligações entrantes é muito irritante, mas temos que dançar conforme a música né. Aqui existem muitas operadoras, mas na verdade o mercado é dominado por poucas empresas pois a Fido é da Rogers, a Koodo é da Telus e a Virgin é da Bell. E tem a Public Mobile também. Enfim, infinitas opções de escolha de planos e aparelhos. A diferença aqui é que você faz um plano de 2 ou 3 anos e sai com um bom aparelho de graça ou um ótimo aparelho por 150 dólares tops. Os planos mensais também podem variar bastante, inclusive na mesma operadora, de um mês para outro mudam as promoções e com isso os valores dos planos também. Mas em geral com 60 dólares por mês dá pra ter um celular legalzinho com muitos minutos pra falar e um plano de dados decente. Agora se você consome muitos dados talvez tenha que pegar um plano mais caro. Mas antes de comprar o mais caro lembre-se que aqui tem wi-fi free em tudo quanto é lugar!

4. Supermercado
Esse item é muito difícil de colocar um preço e todo mundo sabe as razões. Pra simplificar: eu sozinha gasto uma média de 150 dólares por mês no supermercado. Atenção: não esbanjo. Só compro o que tá na promoção! Sim, dá pra fazer boas compras apenas com os itens na promoção. Tenho evitado comprar "besteiras", coisas industrializadas demais, as famosas porcarias tão gostosas de comer e tão pouco nutritivas. Compro o básico, me dou de presente algumas coisinhas mais caras e diferentes de vez em quando, mas sem sair do budget. Só lembrando que eu não compro muitos produtos lacteos, que são considerados caros aqui, nem alcoólicos (que eu deixo pra comprar no bar! haha) e dizem os outros que eu como feito um passarinho!
Dica: neste site tem as circulaires de todos os supermercados. É só fuçar lá pra saber quanto custam as coisas por aqui.

5. Lazer
Outro item que não dá pra por preço. Você pode gastar muito ou pouco, dependendo dos teus hábitos. Este item pode facilmente devorar seu orçamento se você não tiver um certo controle.
Aqui existem muitas opções de lazer gratuitas, mas mesmo assim sempre acaba-se gastando um pouco. Você sai de casa e sempre compra uma água, uma cerveja, toma um sorvetinho, enfim, nunca fica no 100% gratis. Se for pra bares e restaurantes então, tem além do impostinho amigo de 15% o pourboire de 15%, totalizando sempre 30% a mais do que o valor inicial.
Mas pra exemplificar vou listar o preço médio de alguns itens:
Cinema: 13,00. Se for IMAX 20,00 (de terça o cinema custa quase metade do preço)
Shows, Teatros, Ballets, Eventos esportivos etc: variação gigantesca de preços. No site da evenko tem o preço de tudo que rola na cidade
Exposições: 25,00
Entrada para atrações turísticas: 15,00
Pichet: 13,00 (depende muito do bar e da cerveja, mas gira em torno disso)
Sorvete: 5,00 (tamanho médio)
Mas só lembrando que lazer é fundamental e não podemos, mesmo tendo que economizar no começo, abrir mão de sair, passear, nos divertir. Se não a vida não tem graça!

6. Transporte
O sistema pública de transporte daqui é bom, não é perfeito como nada no mundo, mas funciona bem legalzinho. Comprar apenas um bilhete de ônibus/metrô é caro (3 dólares) mas pra quem usa sempre o ideal é comprar o passe mensal que te dá direito a usar os ônibus e metrôs quantas vezes quiser no mês pelo valor fixo de 77 dólares. Também existem muitas outras opções de bilhetes que podem ser consultadas no site da STM. Pra quem anda de bike existe a opção do bixi e a opção do OPUS + bixi, que acaba saindo com um bom desconto. (eu não sei os preços mas no site da STM tem tudo explicado).
Agora, pra quem vai querer anda de carro, vou ficar devendo pois não tenho carro e não tenho também intenção de comprar um carro, desconheço os valores de seguro, o preço dos pneus de inverno, de estacionamento etc. A gasolina eu sei que hoje tá valendo 1,37 o litro mas acho que em cima desse valor tem impostos e uma taxa que não sei o nome.
Vale lembrar que comprar um carro aqui é facil, o problema é mantê-lo!

7. Mobília da casa
Nem vou escrever muito: você pode comprar tudo novo em lojas como Ikea, HomeDepot, The Brick, Leon, Brault & Martineau, BestBuy, FutureShop, e lojas chiquetosas de design espalhadas pela St-Laurent ou comprar usado dos vários brasileiros que vendem tudo quando se mudam pra uma casa maior/menor ou voltam pro Brasil ou ir à caça no Craigslist e Kijiji. Aí vai da curiosidade de cada um fuçar e ver o preço das coisas.

8. Roupas de inverno
Ainda não comprei, ainda não pensei nisso e se Deus quiser quando o momento necessário chegar eu vou estar trabalhando.

No geral é isso. Existem muitos outros gastos que vão sendo adicionados no orçamento ao longo do mês, dependendo do modo de vida de cada um.
Uma coisa sempre importante a se considerar é: lembrar que todos esses preços são sem os impostos (tirando aluguel), então tudo vai ficar 15% mais caro. E que existem muitas e muitas deduções no seu holerite!

E para quem possa interessar, uma matéria da Gazette explicando um pouquinho mais sobre o salário mínimo no Québec.

Espero que essas informações sejam de serventia pra alguém.
Bisous!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Francisation: c'est parti!

Salut tout le monde!

Estes últimos dias foram cheios de coisas boas para comemorar.
Estou me sentindo super à vontade aqui e confiante de que os planos tão sonhados vão se transformar em realidade.
Semana passada tive a oportunidade de conhecer várias pessoas muito legais e me sinto cada vez mais acolhida nesta cidade. Sexta tomei um café na Juliette et Chocolat com uma nova amiga, muito legal,  simpática e prestativa. Sábado fui convidada para a última Cabane à Sucre da temporada e pude passar um dia super agradável com um grupo muito bacana de brasileiros. Aproveitamos o dia e também fomos no Parc National des Îles-de-Boucherville. Pena que estava um vento da peste e depois começou a chover, mas deu pra ver uns veadinhos pelo menos. E quanto à cabane, foi um programa bem gordo e muito divertido. Comi muito oreille de krisse, jambon fumé, creton, salade de choux e sirop d'érable bien sûr!
Adorei conhecer todo esse pessoal e pouquinho à pouquinho começo a me sentir mais confortável aqui.

Tarte à sucre avec sirop d'érable  :-)

Bom, deixa eu falar agora sobre a francisation, já que este é o assunto principal do post. Logo que cheguei e dei entrada nos meus documentos, preenchi a demande d'admission en ligne pra francisação em tempo integral. Meu objetivo era fazer a integral pois assim eu ficaria muito mais horas estudando e ainda contaria com a bolsa que o governo oferece. Não é muita coisa mas já é uma ajudinha quando não se está trabalhando. Mas eu já sabia que as vagas são limitadas e se não rolasse eu já tinha meu plano B: Commission Scolaire.
Fui no bureau de francisation no dia seguinte levar uma cópia do CRP e perguntei à atendente quando começariam as aulas. Ela me disse que só no fim de agosto. Aí eu perguntei se não teria condições de eu entrar na turma que começa em maio e ela me disse que não daria mais tempo. Ok. Saí de lá e já liguei pro Centre Saint Paul marcando um rendez-vous para inscrição na francisação. Eu já tinha pesquisado os principais centros da Commission Scolaire que oferecem a francisação em tempo parcial e este era o mais perto de onde estou morando, então resolvi ligar nesse mesmo. Marcaram meu rendez-vous pra hoje e já avisaram que as aulas começavam dia 29 de abril. Perfeito! De jeito nenhum não vou ficar quatro meses parada esperando pela integral se eu posso começar a parcial agora.
Meu rendez-vous era só no fim da tarde, então aproveitei pra pegar um cineminha antes. Assisti Dans la maison e super recomendo. Adorei o filme. E saí do cinema bem contente de ter entendido uns 85% dos diálogos.
Cheguei no Centre, mostrei os documentos solicitados e fui encaminhada para conversar com a professora. Foi um bate-papo pra ela avaliar meu nível de francês, tudo oral, nada de prova escrita. Entrei no nível 6 e depois se eu quiser continuar tem mais duas etapas de francês escrito. Espero que eu consiga acompanhar a turma, pois faz um tempão que não estudo francês direito. Fiquei até surpresa em cair no nivel 6 mas confesso que queria uma prova escrita pois peco demais escrevendo e talvez esse nível não seja o mais indicado para mim. Veremos.
Cada nível dura dois meses.  As aulas começam segunda feira que vem. Fiquei muito contente de poder começar a estudar assim tão rápido, em 18 dias de Canadá!

Agora é se dedicar muito, ler bastante, ficar mais à vontade com a língua e logo logo começar a procurar emprego!

Bisous!

terça-feira, 16 de abril de 2013

L'île d'Anticosti

Oi pessoas,

Essa semana eu fui "apresentada" à île d'Anticosti, a maior ilha do Québec. Confesso que nunca tinha ouvido falar nessa ilha e fiquei fascinada com a sua beleza. Ela fica perto de Gaspé, contava 281 habitantes em 2006 e pra chegar lá só de avião ou um navio que lá aporta duas vez por semana.
Fiquei babando nas fotos que eu vi e resolvi compartilhar.







E aí, alguém procurando destino pras próximas férias de verão?
Ah, só um detalhe: as praias são mais pra olhar mesmo viu, já que a média da temperatura no verão é de 15ºC.

Bisous!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Osheaga vem aí!

Amanhã começam a ser vendidos os ingressos pro Osheaga.
Quero muito ir, ouço falar neste festival desde que comecei a pesquisar sobre o Québec. Não sei se vou conseguir porque ainda não estou lá, mas a esperança é a última que morre. Não sei se terei dinheiro nem energia para aguentar os 3 dias de festival, mas se der para pelo menos ver Mumford & Sons já tá bom demais! Se bem que eu também quero muito ver The Cure, Phoenix, Lou Doillon, entre outros.



To vendo que o verão em Montréal será uma perdição!
Vem ni mim!

Bisous!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Nouvelle Loi 101

Oi gente,

Estou meio sumidinha mas é que ando tão cansada que tem dias que quando chego em casa só quero banho, cama e ar condicionado e nem me lembro que existe uma coisa chamada computador. Esses dias de Natal não são nada fáceis para quem trabalha com comércio e eu fico um bagaço. Acrescente a isto o fato de estar muito muito calor, de eu estar correndo pra emitir um novo passaporte, marcar e fazer os exames médicos complementares, justo agora quando todos os médicos não estão trabalhando, descobrir que provavelmente terei que antecipar minha ida, tentar contato com as Commissions Scolaires, etc etc etc. Ai, loucura total!
Mas a parte boa disso tudo é que estou cada dia mais perto de realizar meu objetivo e começar enfim uma vida nova, tão sonhada, tão desejada, tão imaginada, tão gritando para acontecer.

Na última semana eu mal li os jornais canadenses que costumo ler, não estudei, não ouvi meus podcasts, não assisti o jornal da Radio-Canada que passa na TV5 e acabei com isso meio que me esquecendo das palhaçadas que acontecem por lá. Obvio que nenhum lugar no mundo é perfeito e obvio que o governo lá também mete os pés pelas mãos algumas ou várias vezes. Olha só o que eu vi agora de pouco no fb:

"Currently, our suppliers and/or manufacturers are only providing this product in English which is not in compliance with the Quebec language legislation. Therefore, it is not available for shipping within the province of Quebec. Customers within Quebec may still purchase this product as long as it is shipped to a province outside of Quebec."


Na boa, eu acho que preservar o francês é preciso sim, mas pra tudo nesta vida tem limite né! Onde fica o bom senso?
Manif neles galera!

Bisous!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Street Art in Montréal

Tava dando uma olhada numas fotos de street art ao redor do mundo quando vi esta foto aqui, clicada em Montréal.

                                                               Artist: Valérie Picard
                                             Photo sent by Andrea Walsch

Como já disse aqui eu não tenho uma posição nem contra nem a favor à arte de rua. Acho que depende muito do tipo de arte, da instalação, da qualidade da obra e principalmente se ela valoriza ou degrada o patrimônio onde foi feita (em termos financeiros e estéticos).
No fim das contas acho que tudo se resume à você se identificar ou não com a obra criada. Bom, eu só sei que curti o gorrinho cor de rosa. Ficou cute vai!

Se você quiser ver mais street art clique aqui. (mas tem que estar logado no facebook)

Editado:
Gente, graças ao comentário da Gabi eu descobri que o gorrinho no abribus não é apenas uma intervenção de street art e sim faz parte de uma campanha publicitária que rolou em 2010 para a promoção do leite "Les Soirées réconfortantes du lait". Inclusive dá pra ver o affiche da campanha no abribus da foto. Pelo que li, todo ano durante o inverno, a Fédération des producteurs de lait du Québec faz campanhas como estas para promover esse alimento que na minha opinião tem mesmo a cara do inverno!



Se você quiser ver mais detalhes da campanha clique aqui.

Bisous

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Mexidão canadense

Oi povo. Como eu estou meio preguiçosa essa semana para escrever no blog resolvi fazer este post rapidinho com um vídeo que a Julia postou no facebook. É um curta-metragem documental que mostra um pouquinho da pluralidade cultural de Montréal através da história de uma família com origens diversas.
Mas o que eu mais gostei foi o modo como estes pais estão criando e educando seus filhos. Aprovadíssimo!


Bisous!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Charlevoix

Todo dia quando abro meu computador vejo uma foto nova do projeto La Terre vue du ciel do fotógrafo Yann Arthus Bertrand. E hoje era uma foto das florestas da região de Charlevoix no Québec durante o outono. Não resisti e tive que postar.



O Canadá é muito lindo!!!

PS: Pra quem interessar neste post tem mais informações sobre La Terre vue du ciel.

Bisous!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Il était une fois l'impressionnisme


Não conseguiu ver os Impressionistas em São Paulo (como eu)?
Não vai conseguir ver os Impressionistas no Rio?
Você tem uma terceira chance, mas agora em Montréal.
De 13 de outubro a 20 de janeiro de 2013 o Musée des Beaux-Arts de Montréal exibirá a exposição "Il était une fois l'impressionnisme". São 74 obras primas de pintores como Renoir, Degas, Gauguin, Monet, Manet, Pissaro, Sisley, Toulouse-Lautrec entre outros, vindas do Sterling and Francine Clark Art Institute.
Só posso dizer que esta exposição é ultra mega imperdível. Ah se eu estivesse em Montréal. Aposto que as filas não serão tão grandes quanto as do CCBB.



PS: Ainda não havia comentado aqui mas desta vez tenho que tirar o chapéu para o Brasil pois trazer a exposição "Impressionismo: Paris e a Modernidade" foi realmente o máximo. E ainda por cima gratuita. Apesar de reclamar das filas fico feliz de ver o povo brasileiro frequentando cada vez mais nossos museus e prestigiando as exposições, ainda que infelizmente muito concentradas apenas no eixo Rio - SP. Mas já é um avanço!

Bisous!