O tempo está passando, e rápido, e eu estou começando a ficar preocupada. Cadê meu visto? Aliás, cadê os vistos da galera que recebeu o combo em dezembro? Parece que o consulado resolveu deixar todo mundo de castigo e decidiu ficar com nossos passaportes ad eternum.
Eu entendo que meu visto vai atrasar mesmo por causa dos meus exames que só chegaram em Ottawa dia 15 de janeiro, mas tem gente que tá um mês na minha frente e ainda não recebeu o visto. Isso tá me deixando nervosa, ansiosa, stressada. Já comprei minha passagem pra dia 10 de abril e se o visto do povo que tá na minha frente não saiu ainda, imagina o meu...
Aliás, sobre a passagem, eu não sabia o que fazer. Se esperava o visto sair ou se arriscava uma data e pagava alteração se desse uma super zica. Como eu quero ir o quanto antes e os voos de abril já estavam sumindo do mapa (porque resolvi ir de milhas, aí já viu né... demorou muito, ficou sem) resolvi arriscar. Mas agora tá me dando frio na barriga. Acho que nem tanto pelo voo e sim pela demora infinita. O que é que tá acontecendo nesse consulado gente? Já começo a criar caraminholas achando que algo ainda pode dar errado.
Hoje eu fui checar meu e-cas e simplesmente não consegui. Acusa que eu não tenho registro algum no e-cas. Tentei três vezes e nada. Algumas pessoas dizem que o e-cas pode sumir antes dos vistos serem emitidos. Não sei se é esse o caso e também não sei o que querem dizer com "sumir". Só sei que enquanto eu não vir esses vistos saindo eu não vou sossegar.
Bisous!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Teoria das Janelas Partidas
"Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.
Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.
Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
É comum atribuir à pobreza as causas de delito.
Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e da esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.
O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre.
Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?
Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como o "vale tudo". Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um ponto de vista criminalístico conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores.
Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor a criminalidade) , estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujeira das estacões, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'.
A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
A expressão 'Tolerância Zero' soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.
Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja
em nosso bairro, na vila ou condominio onde vivemos, não só em cidades grandes.
A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.
Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc.
Pense nisso!"
Autor desconhecido
Bom carnaval pra vocês galera (no meu caso, trabalho, tv, chuva, comidinhas calóricas e conversas gostosas com pessoas queridas).
Bisous!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
E janeiro se foi...
Não tava com muita vontade de escrever não, mas sei lá porque achei que seria bom postar sobre o que aconteceu em janeiro. Na minha cabeça sempre vem o lado negativo das coisas, a demora, as incertezas, etc, mas pensei que colocar no papel blog o que rolou de positivo seria bom pra fazer eu enxergar que as coisas não estão tão paradas quanto eu imagino que estejam.
1. Fui no HSBC no começo do mês pra abrir a tal conta canadense. Tive que dar uns puxões de orelha no meu gerente pela demora do IBC, mas depois de uns 10 dias eles entraram em contato comigo e explicaram como tudo funciona. O detalhe é que para abrir a conta eu preciso enviar a cópia do meu passaporte (e mostrar o original também para o gerente vistar)... e meu passaporte está no consulado desde dia 4 de janeiro. Ou seja, terei que esperar para concluir este processo, mas ao que tudo indica uma vez dado entrada na documentação a conta é aberta em até 10 dias.
2. Meus exames médicos finalmente ficaram prontos e foram enviados para Ottawa. Chegaram lá dia 15 e agora eu fico entrando no e-cas dia sim dia não pra ver se não teve atualização de status.
3. Várias pessoas que estavam com o passaporte preso no consulado há semanas tiveram seus vistos concedidos e agora estão felizes da vida. E eu também estou pois isso significa que o oficial dos vistos finalmente acordou do seu sono profundo e resolveu colocar a mãona massa na cola.
4. Consegui ticar mais um médico do meu check-list. Agora só falta ir ao dentista, o que vai ficar pra março provavelmente. Aliás, vi hoje numa comunidade em que participo, uma pessoa comentando que é bom levar para o Canadá seus exames prévios feitos no Brasil, pois isso já ajuda seu médico de família lá a formar seu histórico.
5. Estou separando mentalmente o que fica e o que vai. A verdade é que eu não vejo a hora de fazer logo minhas malas. Weird. Fato é que estou há 2 anos e meio sem comprar roupas e tenho vontade de jogar meu guarda-roupa inteiro no lixo. Só tem coisa velha, outdated, desbotada, cheia de bolinha e por aí vai. O único porém é que não vou ter grana pra bancar um guarda-roupa novinho logo que chegar, então vou ter que engolir meus trapinhos por mais um tempo. Mas os trapinhos muito muito velhos, ah, esses não vão conhecer Montréal não.
6. Passei os filmes antigos que tinha aqui em casa pro hd. E lógico que aproveitei para revê-los. Foi tão gostoso e dolorido ao mesmo tempo. É difícil pensar que se um dia eu tiver filhos eles não terão as tias para mimá-los assim com eu era mimada pela minha, não terão priminhos para brincar... mas eu sei que de alguma maneira minha família sempre se fará presente na minha vida. E isso já me conforta.
7. Reservei minha passagem. Ainda falta clicar "comprar" mas até sábado isto estará resolvido. Estava numa dúvida cruel se arriscava e comprava já, mesmo ainda não estando com o visto pronto, ou se deixava pra depois. Mas fui vendo que tava ficando difícil conseguir um vôo decente pras datas que eu queria, então resolvi arriscar. Agora seja o que Deus quiser.
Depois que eu finalizar esta etapa conto os detalhes.
Bom, fora isso não tem mais muito o que dizer. Ando mais chorosa do que nunca, sentimental demais. Ontem à noite fiquei imaginando minha despedida e comecei a chorar de novo. Às vezes penso se isso tudo vale mesmo a pena, e a única resposta que encontro é: se você não tentar você nunca irá saber. Então, alons-y!
Bisous!
1. Fui no HSBC no começo do mês pra abrir a tal conta canadense. Tive que dar uns puxões de orelha no meu gerente pela demora do IBC, mas depois de uns 10 dias eles entraram em contato comigo e explicaram como tudo funciona. O detalhe é que para abrir a conta eu preciso enviar a cópia do meu passaporte (e mostrar o original também para o gerente vistar)... e meu passaporte está no consulado desde dia 4 de janeiro. Ou seja, terei que esperar para concluir este processo, mas ao que tudo indica uma vez dado entrada na documentação a conta é aberta em até 10 dias.
2. Meus exames médicos finalmente ficaram prontos e foram enviados para Ottawa. Chegaram lá dia 15 e agora eu fico entrando no e-cas dia sim dia não pra ver se não teve atualização de status.
3. Várias pessoas que estavam com o passaporte preso no consulado há semanas tiveram seus vistos concedidos e agora estão felizes da vida. E eu também estou pois isso significa que o oficial dos vistos finalmente acordou do seu sono profundo e resolveu colocar a mão
4. Consegui ticar mais um médico do meu check-list. Agora só falta ir ao dentista, o que vai ficar pra março provavelmente. Aliás, vi hoje numa comunidade em que participo, uma pessoa comentando que é bom levar para o Canadá seus exames prévios feitos no Brasil, pois isso já ajuda seu médico de família lá a formar seu histórico.
5. Estou separando mentalmente o que fica e o que vai. A verdade é que eu não vejo a hora de fazer logo minhas malas. Weird. Fato é que estou há 2 anos e meio sem comprar roupas e tenho vontade de jogar meu guarda-roupa inteiro no lixo. Só tem coisa velha, outdated, desbotada, cheia de bolinha e por aí vai. O único porém é que não vou ter grana pra bancar um guarda-roupa novinho logo que chegar, então vou ter que engolir meus trapinhos por mais um tempo. Mas os trapinhos muito muito velhos, ah, esses não vão conhecer Montréal não.
6. Passei os filmes antigos que tinha aqui em casa pro hd. E lógico que aproveitei para revê-los. Foi tão gostoso e dolorido ao mesmo tempo. É difícil pensar que se um dia eu tiver filhos eles não terão as tias para mimá-los assim com eu era mimada pela minha, não terão priminhos para brincar... mas eu sei que de alguma maneira minha família sempre se fará presente na minha vida. E isso já me conforta.
7. Reservei minha passagem. Ainda falta clicar "comprar" mas até sábado isto estará resolvido. Estava numa dúvida cruel se arriscava e comprava já, mesmo ainda não estando com o visto pronto, ou se deixava pra depois. Mas fui vendo que tava ficando difícil conseguir um vôo decente pras datas que eu queria, então resolvi arriscar. Agora seja o que Deus quiser.
Depois que eu finalizar esta etapa conto os detalhes.
Bom, fora isso não tem mais muito o que dizer. Ando mais chorosa do que nunca, sentimental demais. Ontem à noite fiquei imaginando minha despedida e comecei a chorar de novo. Às vezes penso se isso tudo vale mesmo a pena, e a única resposta que encontro é: se você não tentar você nunca irá saber. Então, alons-y!
Bisous!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Arrependimentos
Vi ontem este vídeo bem interessante que fala dos maiores arrependimentos das pessoas quando estão perto da morte.
Achei o "ranking dos arrependimentos" bem condizente com o que observo no mundo e nas pessoas. Mas o que me tocou foi uma das coisas que a médica disse: que as pessoas fazem pelos outros aquilo que elas acreditam ser importante para eles, mesmo que eles nunca tenham pedido nada. E isso com o tempo acaba gerando mágoa e cobrança.
Posso dizer que já passei por isso e ela tem toda razão. E penso que isso me ajudou também a tomar atitudes mais egoístas em relação a mim sem me sentir culpada. Afinal a primeira pessoa que eu tenho que agradar nessa vida é mim mesma!
Bisous!
Achei o "ranking dos arrependimentos" bem condizente com o que observo no mundo e nas pessoas. Mas o que me tocou foi uma das coisas que a médica disse: que as pessoas fazem pelos outros aquilo que elas acreditam ser importante para eles, mesmo que eles nunca tenham pedido nada. E isso com o tempo acaba gerando mágoa e cobrança.
Posso dizer que já passei por isso e ela tem toda razão. E penso que isso me ajudou também a tomar atitudes mais egoístas em relação a mim sem me sentir culpada. Afinal a primeira pessoa que eu tenho que agradar nessa vida é mim mesma!
Bisous!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Alegrias x Tristezas
Essa semana finalmente meus exames médicos chegaram em
Ottawa. Dia 15 mais precisamente. Foi um alívio saber que essa etapa estava
concluída e agora nada mais depende de mim, e sim da boa vontade do consulado.
Meu passaporte já foi enviado no começo de janeiro, mesmo eu sabendo que ainda
vai demorar semanas até os exames voltarem pro Brasil. Mas segui o protocolo, paguei
a taxa e mandei tudo nos prazos exigidos. Só que minha felicidade de ver as coisas
andando durou pouco depois que vi na CBQ vários comentários de pessoas que
fizeram os exames em outubro e até agora não receberam o visto. Pessoas com o
passaporte preso no consulado há mais de um mês e meio. Comecei a ficar
apreensiva e desconfiada tudo de novo. Tenho medo que eu não consiga seguir
minha meta de ir no começo de abril se esse consulado não agilizar logo os
vistos. E só de pensar em prolongar minha estada no Brasil eu tenho calafrios.
Na verdade é um sentimento muito ruim, ou uma confusão de
sentimentos muito ruim. Toda vez que eu penso que em breve terei que deixar
minha família aqui e seguir sozinha eu fico tão triste. É horrível. Não sei o
que é pior: deixá-los ou deixá-los no Brasil. A cada dia que passa tenho mais
medo desse país. Em pouco tempo vi episódios de extrema violência contra
pessoas de bem e não consigo deixar de pensar que a próxima vítima pode ser eu
ou algum amigo ou parente. Me entristece muito o fato de que as pessoas que eu
mais amo no mundo vão ficar aqui, no meio dessa violência toda. Quero levar
todos comigo mas...
Ao mesmo tempo fico feliz por estar indo embora. Não suporto
mais morar aqui. Minha cidade está afundando e nada me faz crer que um dia ela
vá melhorar. Não vejo a hora de começar logo uma vida nova e diferente. Vai ser
muito difícil, vou sofrer, eu sei. Haverá momentos em que pensarei: “o que eu
estou fazendo aqui?” Mas acredito que não exista evolução sem um pouco de sofrimento.
Bisous!
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