quinta-feira, 26 de abril de 2012

O certo virou o errado?


Todos os dias, há semanas, quando abro meu computador a primeira coisa que eu vejo são as manifestações estudantis contra a alta das taxas escolares no Québec, as frais de scolarités.

Explicando bem resumidamente, grande parte da educação no Canadá é pública. A educação é custeada (sua maior parte) pelos impostos pagos pelos cidadãos. Mas mesmo a educação pública não é totalmente gratuita: os estudantes pagam um valor anual (muito mais baixo do que qualquer mensalidade de faculdade no Brasil, mas mesmo assim, um valor considerável). Há uns três meses o governo resolveu aumentar em 30% esse valor, aumentando a taxa  em 1625 dólares em cinco anos ou 325 dólares por ano. 


Desde então milhares de estudantes da província estão em greve, contra a alta da taxa e exigindo do governo ouvir suas reivindicações. Há semanas os estudantes têm realizado passeatas e protestos, no início pacíficas mas que aos poucos tem se transformado em sinônimo de confusão e quebra-quebra.

Acho super válido que os estudantes lutem pelo que acreditam, que corram atrás de seus direitos, que manifestem-se e não abaixem a cabeça para tudo o que o governo propõe. Mas pacificamente. Sou totalmente a favor de manifestações pacíficas, ordenadas e com um propósito justo.  Porém quando as manifestações começam a virar bagunça e geram uma onde de violência, aí começo a ficar preocupada. Primeiro que violência só gera violência. Segundo que a baderna, o quebra-quebra, a depredação, a desordem faz com que os estudantes sejam vistos como marginais e percam sua razão de protestar. Os estudante agridem de um lado, os policiais agridem do outro e a violência vai se alastrando pelo centro da cidade. Sei que a grande maioria dos estudantes não concorda com essa barbárie toda, mas infelizmente a imagem que tem ficado disso tudo é a do caos. 

Fico me perguntando se o certo virou o errado ou se eles ainda tem razão...

Bisous!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Travel Money

Oi pessoas!

Estou revoltada. Desculpem-me desde já mas preciso falar e mais ainda alertar as pessoas para que não sejam bobas como eu fui e assim evitar que mais gente seja descaradamente roubada.



Bom, começando pelo começo: em agosto de 2010, pouco antes de ir para o Canadá, onde fiquei quase 4 meses, fiz um cartão Travelex Visa Travel Money emitido pelo Banco Schahin por acreditar que seria uma boa forma de levar dinheiro para lá e também que com ele seria mais fácil para minha família me enviar dinheiro ao longo do tempo, conforme eu fosse precisando. Carreguei o cartão com pouco menos de 2 mil dólares pois naquela época o IOF para cartão de crédito ainda era 0,38% e sendo assim compensava mais eu gastar no meu cartão de crédito do que ficar abastecendo o travel money pagando as taxas abusivas das casas de câmbio. Além disso o travel money cobra uma taxa para saque, não é aceito em todos os lugares, apesar de ter senha em muitos estabelecimentos ela não é pedida (bom, isso também já aconteceu inúmeras vezes com meu cartão de crédito no Canadá e EUA tb) e um amigo teve seu travel money roubado, gastaram todo o saldo dele e apesar da assinatura não corresponder à dele, ele não foi ressarcido.

Fora tudo isso, após os primeiros débitos eu percebi que as taxas de conversão de dólar canadense para dólar americano utilizadas pelo banco emissor eram mega abusivas e eu sempre saia perdendo muito. Para quem não conhece o sistema funciona assim: você carrega o cartão (que não é cobrado para ser emitido) com dólar americano, pagando aquela taxinha abusiva de dólar turismo da casa de câmbio. Depois ao utilizar o cartão no Canadá, o dólar canadense é convertido para dólar americano ao ser efetuado o débito, e sendo assim, você sai perdendo de novo na coversão abusiva do banco.
Sabendo disso parei de usar o cartão e deixei pra usá-lo quando estivesse nos EUA, pois pelo menos lá eu não perderia dinheiro na conversão de $CA para $US.

Até ia beleza pois eu já sabia que isso poderia acontecer mesmo. Fui pra New York e comecei a comprar tudo com o tal cartão para zerá-lo de vez. Ao passar o travel money em uma loja (um dia antes de voltar para o Brasil) o valor da compra foi debitado duas vezes e adivinha: só fizeram o estorno 10 dias* depois, eu já estando no Brasil. Aí fiquei com um saldo no cartão que não pude gastar pois o cartão não funciona aqui. Deixei anotado tudinho nos meus arquivos e pensei: na próxima viagem eu gasto esse saldo remanescente.
Aí hoje para minha grande surpresa fui no site do cashpassport.com para checar novamente o saldo e ver se estava tudo certo, quando eu vejo que tem 25 dólares a menos na minha conta. Como assim??? Fiquei passada. Imediatamente peguei o contrato e li de cima a baixo. Aí eu vejo que tem uma cláusula que diz que após 12 meses de inatividade eles passam a cobrar 2,00 dólares por mês de taxa de manutenção. Fiquei P pois isso não me foi dito no ato da aquisição do cartão, mas até aí, culpa minha de ter confiado na palavra da vendedora e não ter lido o contrato com mais atenção. Mesmo assim fiz as contas e daria um total de US$ 8,00 e não US$ 25,00. Liguei então no 0800 e após muito tempo de espera fui informada de que o Banco Schahin (emissor) mudou o contrato e passou a cobrar outros valores. Quando disse que não fui informada dessa mudança de contrato eles simplesmente falaram que me mandaram um e-mail há um ano e meio atrás (sem especificar data) avisando dessa mudança.

Agora me pergunta se eu recebi esse e-mail? Lógico que não pois simplesmente eles não mandaram e-mail algum. E olha que uma vez por semana eu checo minha caixa de spam (just in case). Eu posso ter muitos defeitos mas desorganização não é um deles, ainda mais quando se trata de dinheiro. Agora vem me dizer que eles mudaram o contrato e eu sabia disso? Não fui informada em momento algum. Estou me sentindo roubada.

Vocês podem pensar que eu devo ser muito mão de vaca de me dar ao trabalho de escrever um post por causa de US$ 17,00, mas o que conta aqui não é o valor em si, mas a cobrança indevida. Sem mais nem menos eles decidem alterar as regras, não avisam o cliente, e o cliente que se ferre. Eles falam que me enviaram um e-mail (pórem não tem a cópia do mesmo e não sabem precisar quando). Eu afirmo que não recebi. E tudo acaba em pizza.

Só queria desabafar, relatar meu caso e alertar aos demais. A quantia pode parecer pequena, e é. Mas o desrespeito é grande. Por isso eu digo: TRAVEL MONEY, NEVER EVE!

*10 dias para estornar uma cobrança indevida!!! Se eu estivesse mega precisando desse dinheiro, bau bau!

Bisous!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Le Bonheur

Em qual cidade no Québec as pessoas são mais felizes?

Todo mundo sabe que felicidade é abstrata, pessoal e relativa, mas mesmo assim foi feita uma sondagem baseada na noção que cada pessoa tem de felicidade. Veja o resultado clicando aqui.



Depois dessa só posso dizer uma coisa: mudei de idéia e vou me mudar para Rimouski.

Brincadeirinha...

Bisous!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Canadian TV/Télé Canadienne #6: Ports d'Attache

Acho que já falei aqui algumas vezes o quanto gosto de viajar, tanto é que fiz uma série de posts só sobre viagens. E não é porque quando viajo significa que estou de férias. É porque para mim conhecer um novo lugar enriquece a alma, a cabeça, é o melhor jeito de aprender, de conhecer o mundo, a história, as pessoas e também de se auto-conhecer.

Só que infelizmente a gente só pode viajar de vez em quando. Ainda bem que nesse mundo globalizado e conectado de hoje a gente pode ir para qualquer lugar sem tirar os pés do chão. E é assim que eu viajo a maior parte do tempo: surfando na internet, assistindo documentários, trocando e-mails com pessoas de outros lugares e deixando a mente sempre aberta para conhecer o novo. E é sobre um desses documentários que eu vou falar hoje: Ports d'Attache.

O programa é apresentado pela fotógrafa montréalaise Heidi Hollinger (com um sotaque meio anglófono e "facinho" de entender) e está na segunda temporada, que estreiou esse mês. Ports d'Attache mostra em cada episódio uma cidade portuária diferente, contando um pouco de sua história, sua vida urbana, seus personagens e moradores locais que ajudam a construir a rotina do lugar.


Na primeira temporada, transmitida no Brasil pela TV5 monde, pude conhecer melhor cidades como Helsinki, San Francisco, Buenos Aires, Marseille, Lisboa, Tel Aviv entre outras. Agora é a vez de Veneza, Singapura, Istambul, Valência, Copenhage, Tokio, Salvador e mais.
Para quem se interessou ainda dá pra assistir online os episódios da 1° temporada.
Eu já virei fã e super recomendo.

Bisous!