quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Nouvelle Loi 101

Oi gente,

Estou meio sumidinha mas é que ando tão cansada que tem dias que quando chego em casa só quero banho, cama e ar condicionado e nem me lembro que existe uma coisa chamada computador. Esses dias de Natal não são nada fáceis para quem trabalha com comércio e eu fico um bagaço. Acrescente a isto o fato de estar muito muito calor, de eu estar correndo pra emitir um novo passaporte, marcar e fazer os exames médicos complementares, justo agora quando todos os médicos não estão trabalhando, descobrir que provavelmente terei que antecipar minha ida, tentar contato com as Commissions Scolaires, etc etc etc. Ai, loucura total!
Mas a parte boa disso tudo é que estou cada dia mais perto de realizar meu objetivo e começar enfim uma vida nova, tão sonhada, tão desejada, tão imaginada, tão gritando para acontecer.

Na última semana eu mal li os jornais canadenses que costumo ler, não estudei, não ouvi meus podcasts, não assisti o jornal da Radio-Canada que passa na TV5 e acabei com isso meio que me esquecendo das palhaçadas que acontecem por lá. Obvio que nenhum lugar no mundo é perfeito e obvio que o governo lá também mete os pés pelas mãos algumas ou várias vezes. Olha só o que eu vi agora de pouco no fb:

"Currently, our suppliers and/or manufacturers are only providing this product in English which is not in compliance with the Quebec language legislation. Therefore, it is not available for shipping within the province of Quebec. Customers within Quebec may still purchase this product as long as it is shipped to a province outside of Quebec."


Na boa, eu acho que preservar o francês é preciso sim, mas pra tudo nesta vida tem limite né! Onde fica o bom senso?
Manif neles galera!

Bisous!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A correspondência mais esperada dos últimos meses

Oi galera,

Alegria, alegria!
Meu combo chegou! Felicidade pura.
Embora eu já meio que soubesse imaginasse que esse envelopinho pardo chegaria essa semana, ver ele alí na minha caixa de correio, segurar, abrir e ver que tá tudo certo, que o consulado já quer até que eu pague a taxa do visto, ter essa certeza nas suas mãos é outra história.

Bom, mas deixa eu contar o meu dia desde o começo pra não embaralhar as coisas.
Como eu disse no post anterior eu resolvi marcar os exames antes mesmo de estar com os pedidos em mãos pra agilizar as coisas, pois dezembro é sempre um mês caótico pra mim. Então marquei minha consulta logo cedo no consultório do Dr. João Jorge Leite porque pra mim era o mais fácil de chegar e o laboratório era pertinho, então dava pra ir a pé. A consulta foi fácil de marcar e os valores são os seguintes:
consulta: 280,00
envio via fedex: 160,00
exames de sangue e raio-x: 89,40 (paga no Lavoisier e eles mesmos enviam para o consultório quando fica pronto)

É necessário levar o RG e três fotos 3x4. Pra quem ainda não recebeu o pedido dos exames é só fazer todo o procedimento normalmente e depois enviar ao consultório o pedido.
Cheguei na hora em ponto e aguardei uns 45 minutos. No tempo que fiquei esperando observei que todas as pessoas, umas 8 no total, estavam lá fazendo exames para visto, mas de residente permanente só tinha eu, o resto do povo era pra visto de estudos/trabalho.
Outra coisa que eu percebi (veja bem, isso é só um achismo meu) é que eles esperam juntar vários exames e mandam um fedex só com vários. Já tinha lido que alguns médicos faziam isso, o que tá muito errado porque 160 reais não é nada baratinho, mas vamos fazer o que né. É o preço a se pagar e pronto.
Minha consulta foi rápida porém tive um probleminha. O médico disse que eu estava com uma arritmia no coração e ele exigiu que eu fizesse um eletro e um holter e mandasse pra ele analisar, e só depois que ele estiver com os resultados em mãos é que vai enviar os meus exames pra Ottawa. Great!
Pra mim foi uma surpresa pois nunca na minha vida médico algum disse que eu tinha arritmia ou qualquer tipo de problema cardíaco. Ele disse que pode ser uma coisa do momento, que pode não ser absolutamente nada, mas que ele quer os exames. Fiquei um pouco preocupada, mas eu já pretendia fazer um check-up no cardiologista antes de imigrar, então só vou adiantar essa etapa do meu check list.
Cheguei em casa e já marquei consulta no cardio pra semana que vem. Espero que não demore muito pra sair os resultados dos exames e que eu consiga mandar tudo ainda em dezembro. E também espero que esteja tudo certinho com meu coraçãozinho. Afinal minha saúde é o mais importante de tudo.

Bom, continuando a história... tava em casa já, saí na garagem e tá dã: o envelope pardo estava lá. Seu conteúdo: uma folha em português solicitando os exames médicos, o recibo do pagamento para a abertura do processo, 2 adesivos para colar no passaporte e uma folha em francês pedindo o pagamento da última taxa de CA $ 490,00 em até 30 dias e o envio do passaporte.



Agora mes amis é aguardar esses meus exames ficarem prontos, pagar a taxa e passar o Natal mais bittersweet dos últimos anos.
Ah, e enquanto isso eu ainda tenho que emitir um novo passaporte porque o meu está para vencer.
Aguardem cenas dos próximos capítulos!

Bisous!

domingo, 9 de dezembro de 2012

18

E lá se vai mais um mês de federal. Já são 18. Pelo menos esse mês eu tive a novidade de que meu e-cas mudou. Mas como ainda não recebi o pedido de exames não dá pra comemorar muito. Apesar disso resolvi fazer os exames antes e amanhã, se tudo der certo, eles estarão prontos. Eu ia esperar os pedidos chegarem, fazer tudo na ordem cronológica, mas dezembro é um mês caótico, aliás, pra mim dezembro é o pior mês do ano, poderia não existir que nem faria falta. Enfim, como eu fiquei com medo de não conseguir fazer os exames se deixasse pras duas últimas semanas do mês e mais medo ainda dos médicos estarem todos de férias em janeiro, resolvi fazer já e adiantar esta etapa. Amanhã eu volto aqui pra contar como foi.
Enquanto isso ando estudando um pouco, pesquisando sobre a complicada Declaração de Saída Definitiva, algumas outras burocracias, fazendo contas e mais contas, pesquisando preços de passagem, como usar minhas milhas da maneira mais eficaz possível e por aí vai.
E pra terminar to sonhando com o frio, a neve, o geladinho... to com vontade de pegar o primeiro avião pra qualquer lugar onde esteja frio agora, não precisa nem ser o Canadá. E só de pensar que eu vou emendar dois verões, que droga! Ar geladinho pra mim só daqui um ano. Olha só o que esse consulado me apronta! Se esse processo tivesse terminado em 12 meses...


Bisous!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Aumento de homicídios no Canadá em 2011


O número de homicídios no Canadá em 2011 aumentou. Trata-se da primeira alta registrada nos útlimos três anos, totalizando 598 homicídios em 2011 contra 554 no ano anterior. No Québec houve um aumento de 84 para 105 mortes entre 2010 e 2011, passando de 1,06 para 1,32 o número de homicídios a cada 100 mil habitantes. A província menos violenta é a de Yukon que não registrou nenhum homicídio em 2011, seguida pela Île-du-Price-Édouard, com apenas um e uma taxa de 0,69 a cada 100 mil moradores. A província mais violenta é Nanuvat com uma taxa de 21,01 mortes a cada 100 mil habitantes (apesar de só ter havido lá 7 homicídios - e como não mora ninguém lá, 7 já vira um número assustador!).
Só para comparar, segundo relatório da UNODC, o Brasil apresentou em 2009 uma taxa de 21,7 homicídios por 100 mil habitantes, quase o mesmo índice de violência de Nanuvat!
Com certeza depois dessa matança desenfreada que está ocorrendo em São Paulo esses números vão aumentar em 2012. 


Taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes no Brasil (por estado)



Para ler a reportagem na íntegra sobre os números canadenses clique aqui.
Para ler sobre as taxas de homicídio ao redor do mundo clique aqui.

Ai, esse assunto pesou! Prometo que o próximo post será mais leve!
Bisous

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Street Art in Montréal

Tava dando uma olhada numas fotos de street art ao redor do mundo quando vi esta foto aqui, clicada em Montréal.

                                                               Artist: Valérie Picard
                                             Photo sent by Andrea Walsch

Como já disse aqui eu não tenho uma posição nem contra nem a favor à arte de rua. Acho que depende muito do tipo de arte, da instalação, da qualidade da obra e principalmente se ela valoriza ou degrada o patrimônio onde foi feita (em termos financeiros e estéticos).
No fim das contas acho que tudo se resume à você se identificar ou não com a obra criada. Bom, eu só sei que curti o gorrinho cor de rosa. Ficou cute vai!

Se você quiser ver mais street art clique aqui. (mas tem que estar logado no facebook)

Editado:
Gente, graças ao comentário da Gabi eu descobri que o gorrinho no abribus não é apenas uma intervenção de street art e sim faz parte de uma campanha publicitária que rolou em 2010 para a promoção do leite "Les Soirées réconfortantes du lait". Inclusive dá pra ver o affiche da campanha no abribus da foto. Pelo que li, todo ano durante o inverno, a Fédération des producteurs de lait du Québec faz campanhas como estas para promover esse alimento que na minha opinião tem mesmo a cara do inverno!



Se você quiser ver mais detalhes da campanha clique aqui.

Bisous

terça-feira, 27 de novembro de 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

O post mais esperado dos últimos meses

In process!


É isso. Meu e-cas mudou. Nem acreditei direito quando eu vi. Abri a página já sabendo o que eu iria encontrar: application received. Mas pra minha maravilhosa surpresa estava lá: in process.
Há vários dias eu não acessava o e-cas. Tava desanimada e sem a mínima esperança do processo mover um centímetro se quer ainda esse ano. Mas uma colega de junho me disse que o ecas dela tinha mudado essa semana e fui lá ver se o meu não tinha mudado também.
Eu estava precisando dessa notícia. Precisando de uma injeção de ânimo. Mesmo que eu não esteja morrendo de pressa pra me mudar logo, só de saber que as coisas voltaram a andar já é um super alívio. Estava com medo do consulado dar uma pausa de vários meses, como já aconteceu antes, e só retomar os processos em meados de 2013. Agora em meados de 2013 pretendo já estar curtindo a vida em Montréal!

Bom, agora é esperar os exames, porque a verdade é que o ecas não manda nada. Mas agora eu espero sorrindo! :)

Bisous!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Mexidão canadense

Oi povo. Como eu estou meio preguiçosa essa semana para escrever no blog resolvi fazer este post rapidinho com um vídeo que a Julia postou no facebook. É um curta-metragem documental que mostra um pouquinho da pluralidade cultural de Montréal através da história de uma família com origens diversas.
Mas o que eu mais gostei foi o modo como estes pais estão criando e educando seus filhos. Aprovadíssimo!


Bisous!

sábado, 17 de novembro de 2012

What do you know about Brazil?

O vídeo abaixo foi feito por brasileiros e perguntou a varios canadenses (ou residentes no Canadá) o que eles sabem sobre o Brasil. Parece-me (não tenho certeza) que os entrevistados eram estudantes da Brock University, em Ontario.



Não sei se a edição cortou as respostas corretas, mas se não... what a shame!
Eu como amante de geografia e eterna curiosa sobre outras culturas fiquei chateada. E o rapaz que mais sabia sobre o Brasil parecia não ser canadense after all! Parabéns pra ele!

Bisous!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Charlevoix

Todo dia quando abro meu computador vejo uma foto nova do projeto La Terre vue du ciel do fotógrafo Yann Arthus Bertrand. E hoje era uma foto das florestas da região de Charlevoix no Québec durante o outono. Não resisti e tive que postar.



O Canadá é muito lindo!!!

PS: Pra quem interessar neste post tem mais informações sobre La Terre vue du ciel.

Bisous!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Malandragem canadense

Infelizmente o famoso "jeitinho" não é exclusividade brazuca não (mas isso eu já sabia).
Olha só o que eu vi hoje no site do LaPresse: estão vendendo na internet um equipamento que acionado via controle remoto cobre a placa do carro, impedindo assim que o radar fotográfico identifique o veículo que passa acima da velocidade máxima permitida.

Leia a matéria aqui.


Fala sério! J'en marre!

Bisous!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

17

Mais um dia 9 chegou. Dia de aniversário de federal. 17 meses hoje. Um mês atrás eu estava toda empolgada porque pessoas do começo de junho, inclusive gente do dia 09/06, tinham recebido o pedido de exames. Passado um mês estou aqui me sentindo a pessoa mais azarada do planeta porque os processos pararam de ser analisados bem no meu dia. Great!
Ontem consegui finalmente ligar no consulado e as notícias não foram nada animadoras. A Maura disse que novidades pra mim só provavelmente ano que vem. Como assim????? Ela disse que pelo ritmo atual de análise eu só deva receber os pedidos no começo de 2013.
Nem sei se levo a sério a informação mas eu fiquei pensando e cheguei a seguinte conclusão: whatever! Quem manda é o consulado e eu não posso fazer nada. Tenho que aceitar as coisas que não posso mudar. Quando eu penso que o tempo tá voando, que mal vi esse ano passar eu fico tranquila e com medo ao mesmo tempo. Tranquila porque isso significa que logo logo esse pedido chega, o visto sai e tudo estará terminado. Com medo porque me parece que ainda há tanta coisa a ser feita antes da partida...
Enfim, o melhor é seguir vivendo o presente, after all it doesn't matter where we are but who we are.



Bisous!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O Obama ganhou. E o Canadá com isso?

Eu sempre tive mais simpatia pelos democratas que pelos republicanos. Não que eu defenda um partido ou um político específico (sou muito nada engajada politicamente, aqui, acolá ou em qualquer lugar do mundo), mas não curto os republicanos. Não sei se é marra da época do cretino do Bush ou se é mais porque eles são conservadores... anyway. O que interessa na verdade é o que a continuação ou mudança na vida política americana influencia no resto do mundo. E lendo o blog de economia do Gérald Fillion pesquei esse trechinho aqui que fala de como o Canadá se comporta historicamente de acordo com o partido que está no governo americano:


 "Le professeur Pierre Martin de l’Université de Montréal a écrit un papier fort instructif à la fin octobre sur l’impact économique des choix politiques des Américains. On y apprend que, contrairement à la croyance populaire, le Canada profite généralement beaucoup plus de la présence d’un Démocrate à la présidence que d’un Républicain.
Ainsi, en moyenne, depuis 1961, la croissance du PIB au Canada dans l’année suivant l’élection d’un président démocrate est de 2,92 % alors qu’elle n’est que de 1,34 % quand le président élu est un Républicain. Aussi, sous les administrations démocrates, le taux de chômage au Canada a été 1,1 point de pourcentage inférieur à celui sous les administrations républicaines. Et surtout, depuis les années 50, la production manufacturière du Canada a progressé de 5,7 % en moyenne par année sous un président démocrate comparativement à 1,7 % sous un président républicain."
Eu não sabia desse estudo mas já fiquei um pouquinho mais contente pelos democratas terem levado essa. Mas não  me empolgo não. Vamos ver o que vem pela frente...
Bisous!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Entrevista

Resolvi escrever este post pois finalmente vai haver nova rodada de entrevistas e quando foi a minha vez eu me lembro de ler avidamente todos os posts de todos os blogs que falavam alguma coisa sobre a bendita. Então, como nunca contei aqui como foi a minha entrevista, achei que meu relato poderia ser de alguma valia para algum aspirante a imigrante desesperado (como eu).

Québec: mentaliza essa cidade linda. Vai ficar mais fácil!

Felizmente eu tive sorte e só esperei 3 meses do dia em que enviei meus documentos para o BIQ até o dia em que apertei a mão do M. Leblanc. Minha entrevista foi dia 02 de junho de 2011, as 9 h da manhã. Como eu moro há 100 km de São Paulo, preferi ir na noite anterior e dormir lá do que correr o risco de pegar um mega congestionamento (muitas chances disso acontecer) e perder a entrevista. Lembro-me muito bem que durante o caminho eu fui escutando um monte de músicas bem animadas e mentalizando que tudo iria dar certo, que o Québec me queria, que era muito muito raro alguém não passar na entrevista e que eu tinha tudo sob controle. Jurava que não iria conseguir dormir aquela noite, mas dormi super bem. Na manhã seguinte eu cheguei no BIQ as 8h e não me deixaram entrar. Só 15 minutos antes. Fiquei na porta esperando, vendo o entra e sai das pessoas, a correria de São Paulo, uns tontos comentando que o Santos ia ganhar do Barcelona no Japão (eu não me esqueço dessa haha), e todo mundo que eu via com uma pasta entrando no prédio do BIQ eu ficava pensando se não estava lá também para a entrevista. Quando olhei no relógio já era 8h50 e eu subi. Cheguei no escritório e não havia mais ninguém lá. Sentei, esperei dois minutos e um senhor sai de uma sala e fala qualquer coisa que eu não entendi. Ele olhava para mim e fez um gesto de "aproxime-se". Eu levantei na mesma hora e fui em sua direção. Fiquei mega nervosa. O cara mal tinha aberto a boca e eu já não tinha entendido. Pensei: ferrou! Mas aí eu tentei ficar calma, pedi desculpas, disse que não tinha entendido o que ele havia falado e ele só tinha falado o meu nome. Me senti uma retardada mas tentei não deixar isso me abalar. Sentei e tentei agir o mais naturalmente possível. Ele foi bem direto e foi logo pedindo os documentos. Diferentemente de muitos eu não fiz uma mega pasta de 15 toneladas com toda a informação que eu tinha sobre o Québec. Eu só levei uma pasta com divisórias - para facilitar minha vida, com os documentos necessários dentro e algumas pesquisas que eu tinha feito (umas 5 ofertas de emprego diferentes, uns 3 anúncios de apto para alugar, um spreadsheet com todos os meus gastos para os primeiros 4 meses e só - sempre fui uma aluna meio relapsa apesar de muitos acharem que eu era CDF. Eu enganava bem, isso sim).
O primeiro documento que ele me pediu foi o passaporte. Ele viu que eu tinha passado um tempo no Canadá, perguntou onde, eu respondi Montréal, perguntou se eu tinha gostado, falei que sim por isso, aquilo e aquilo outro e ele já me pediu outro documento. Não lembro agora a sequência, mas foi algo super tranquilo. Ele pedia um documento, eu pegava na minha pastinha, ele digitava qualquer coisa no computador e devolvia o documento. Quando pediu pra ver meu comprovante de trabalho eu entreguei um calhamaço de papéis e eu percebi que ele ficou meio bem perdido. Acho que não é comum ter PJ como aplicante na categoria de travailleur qualifié. Percebi que ele olhava mas não entendia muita coisa. Eu mostrei onde estavam escritas as principais informações, ele olhou por mais uns 30 segundos e devolveu os papéis. Ele perguntou quais eram as minhas funções, do que se tratava a empresa, qual era o tamanho dela e tal, eu respondi, ele questionou algumas coisas, eu fui respondendo mas ele ia me interrompendo para perguntar outras coisas e no final eu acabei que não respondi quase nada direito.
Em seguida ele perguntou se eu falava inglês e pediu para eu responder em inglês porque eu queria morar no Québec. Voltou pro francês, pediu pra ver meu CV, pegou o lápis e começou a riscar umas coisas, fazer setas, escreveu sei lá o que (não entendi a letra!), começou a falar que no Québec é melhor colocar este tópico na frente do outro e bla bla bla, começou a me dar várias dicas de como escrever meu CV no estilo mais canadense e eu só pensei: se ele tá me dando dicas é porque c'est fini!
Ele continuou por mais uns 5 minutos e só então imprimiu o bendito CSQ, me deu uma porção de folhetos, o livrinho do Apprendre le Québec e os parabéns, é claro!

Montréal: meu sonhado novo lar

Não sei se com todo mundo foi assim, mas a minha entrevista foi super tranquila. O M. Leblanc (imagino que todos os outros entrevistadores também) fala bem pausado, dá pra entender bem e caso você não entenda alguma coisa, não há problema algum em pedir pra repetir a pergunta. Minha entrevista durou uns 35 minutos, mas em boa parte do tempo quem falou foi ele e não eu. Não sei se porque ele sabia que eu havia morado quatro meses em Montréal mas ele não me perguntou absolutamente nada sobre bairros onde eu gostaria de morar, custo de vida, quanto dinheiro eu iria levar, quanto eu iria gastar, nadica de nada. Só me perguntou brevemente que tipo de emprego eu iria procurar por lá.

Sei que é difícil não ficar nervoso numa hora tão importante mas se eu fosse dar um conselho, ele seria: lembre-se que você está lá para ser aprovado e não o contrário. O Québec quer você, precisa de você e se você foi chamado pra entrevista é porque você já está com meio pé lá. Eles só precisam checar se as informações que você forneceu são corretas e verdadeiras e precisam checar se o nível de francês/inglês que você informou é real. É lógico que algumas pessoas travam ao ficar nervosas e aí não sai mais nada. Mas se este é o seu caso treine antes. Fale sozinho. Fale com desconhecidos. Lembre-se que você está lá para ser aprovado e não reprovado. Pense positivo, agarre seu CSQ e comece a se preparar para a próxima batalha: a etapa federal!

Bonne chance à tous!
Bisous!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Je ne parle pas québécois

Ontem eu tava assistindo TVA quando começou um programa uma porcaria chamada Occupation Double (uma espécie de BBB à la gringa). Aí já prevendo que a linguagem usada pelos participantes seria bem non-standard eu resolvi aceitar o desafio para ver o que conseguiria entender daquele bordel. E a conclusão que eu cheguei é que je ne parle pas québécois! De que me adianta entender 80 ou 90% dos outros programas se quando eu quero ver babacas sarados e piriguetes manhosas eu não entendo nada?

Oh vida! Agora toca eu ir atrás de um closed caption para a minha programação de télé-réalité das segundas-feiras.

Brincadeiras à parte, se resta ainda alguma dúvida, eu não quero ver BBB à la gringa!!!
E este post só foi escrito na verdade pra tentar dar uma melhorada no meu humor, que não anda nada bem toda vez que visita o site do e-cas, que btw parou no dia 08 de junho e o meu processo é do dia 09!
Toma!!!

Boa semana de furacao e calor dos infernos pra vocês.
Bisous!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O que fazer quando vc está esperando... #3



Hello povo!
Como eu previa não consegui cumprir o prometido e quarta passada não participei da blogagem coletiva. Mas aqui estou eu novamente pra contar mais uma coisa que eu ando fazendo, e que você pode fazer também, enquanto espera o fim do processo.

Considerando que eu não quero (nem posso $$$) levar muita bagagem pro Québec vou ter que largar quase tudo o que eu tenho por aqui. Já me conformei que meus livros e cds vão ficar, minhas caixas com 10 anos de cartas trocadas com pen friends all over the world também, minhas agendas da época de adolescente (ainda tenho várias guardadas, quando leio é só risada) e pilhas e pilhas de álbuns de fotografia. Mas pras fotos existe solução. Estou selecionando as melhores e scanneando tudo. Haja paciência! O meu scanner é muito velho e está dando problema. Demoro um século pra scannear meia dúzia de fotos e a cada quatro tenho que parar, fechar o programa, começar do zero, porque sempre dá pau. É sofrível! Mas o lado bom é que é tão gostoso ver essas fotos de infância, relembrar esse tempo tão gostoso em que a gente era tão feliz... ah, mon enfance, tu me manque bcp!
Outra coisa que também preciso fazer (ainda não comecei mas está na lista) é copiar os dvds dos filmes das minhas festinhas de aniversário. Aqui em casa só tem o original (na verdade o original era uma fita que foi convertida pra dvd, e essa fita já nem deve mais existir). Mas fato é que eu não posso ir sem esses dvds. Quando a saudade apertar eu vou assistir e chorar, chorar. Hoje em dia quando eu os vejo sempre rio muito. Ô pirralha autoritária que eu era! Acho que ainda sou, hahaha. Queria mandar em todo mundo. Coitadas das minhas irmãs, nem apagar as velinhas do bolo do próprio aniversário delas eu deixava. Sempre ia na frente, assoprava antes e ainda me gabava de ser mais esperta. Que ser humano cruel que eu era!

Então fica a dica! #not. Odeio fica a dica!
Então se você ainda não tem suas recordações digitalizadas, separe um tempinho, ou tempão no meu caso, e mão na massa! Quando você estiver home sick elas só vão te fazer ficar ainda mais home sick. (E quem é que não gosta de ouvir música deprê quando se está deprê?).

Bisous!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Que Canadá você quer?

Saiu hoje o relatório do Canadian Index Wellbeing que revela que a qualidade de vida dos canadenses está em declínio. Eu diria que ela não está em declínio, mas sim declinou nos últimos dois anos pesquisados. A pesquisa mostra que enquanto o PIB canadense cresceu 28,9% nos últimos 17 anos, a qualidade de vida só aumentou 5,7%. O interessante é que ao divulgar os dados coletados eles propoem ao leitor uma indagação sobre o futuro do país e porque o aumento do bem estar social não segue o mesmo ritmo do crescimento econômico.

"In these uncertain times, we are fortunate to live in a country where we still have choices about how we want the future to look. Each of us has the power to voice – or not – our choices about the kind of society in which we want to live. The CIW provides a depth of understanding that can help steer Canada forward and build a society that responds to the global call for greater fairness. We challenge you to start talking about the future you want, so that all Canadians can enjoy the highest possible wellbeing status."
https://uwaterloo.ca/canadian-index-wellbeing/


Quer ler na íntegra? Clique aqui.

How are Canadians really doing? - The 2012 CIW report (PDF)











Bisous!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Virelangues

Quando eu era criança virava e mexia alguém vinha com um trava-línguas pra cima de mim. Depois ninguém mais me desafiou a falar "três pratos de trigo para três tigres tristes". Ainda bem, porque eu confesso que se tento falar rápido sempre sai "trigres"... fazer o que?
Lembrando disso fui caçar uns trava-línguas em frânces. E não é que em muitos deles eu fui melhor do que no do bendito tigre?

E você, já testou suas habilidades no virelangues?

  • Suis-je chez ce cher Serge?
  • Lèche et cache ces chaussettes séchant sur une souche sèche.
  • J'ai vu six cent sots suisses suçant six cent six saucisses, six en sauce et six cents sans sauce.
  • Six iliennes siciliennes scient six lianes et lient six chiennes à six chênes.
  • Le cricri de la crique crit son cri cru et critique car il craint que l'escroc ne le croque et ne le craque.
  • Que c'est crevant de voir crever une crevette sur la cravate d'un homme crevé dans une crevasse.
  • Trois tortues à triste tête trottaient sur trois toits très étroits.
  • Cherche sous chaque sac sale et dans chaque sac sec.
Quer ver mais? Clique aqui!

Bisous!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Il était une fois l'impressionnisme


Não conseguiu ver os Impressionistas em São Paulo (como eu)?
Não vai conseguir ver os Impressionistas no Rio?
Você tem uma terceira chance, mas agora em Montréal.
De 13 de outubro a 20 de janeiro de 2013 o Musée des Beaux-Arts de Montréal exibirá a exposição "Il était une fois l'impressionnisme". São 74 obras primas de pintores como Renoir, Degas, Gauguin, Monet, Manet, Pissaro, Sisley, Toulouse-Lautrec entre outros, vindas do Sterling and Francine Clark Art Institute.
Só posso dizer que esta exposição é ultra mega imperdível. Ah se eu estivesse em Montréal. Aposto que as filas não serão tão grandes quanto as do CCBB.



PS: Ainda não havia comentado aqui mas desta vez tenho que tirar o chapéu para o Brasil pois trazer a exposição "Impressionismo: Paris e a Modernidade" foi realmente o máximo. E ainda por cima gratuita. Apesar de reclamar das filas fico feliz de ver o povo brasileiro frequentando cada vez mais nossos museus e prestigiando as exposições, ainda que infelizmente muito concentradas apenas no eixo Rio - SP. Mas já é um avanço!

Bisous!



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O que fazer quando vc está esperando... #2

Como prometido quarta-feira é dia de blogagem coletiva para contar o que ando fazendo enquanto o processo não desenrola.



Domingo passado fiz algo que não fazia há muito muito tempo: coloquei meu biquini e fui pra piscina.
E como a vida é engraçada... tenho uma piscina no quintal de casa e posso contar nos dedos de uma só mão quantas vezes no ano eu chego perto dela. Não gosto de tomar sol, além de fazer mal eu não tenho saco pra ficar lá suando à toa, mas eu tenho certeza que vou sentir falta da piscina quando pegar uma canicule no Canadá. Vai ver que é assim mesmo: a gente só sente falta das coisas que não pode ter.
Por isso sexta-feira eu vou pra piscina de novo. E no outro fim de semana também. Vou fechar os olhos e me imaginar pisando na neve fofa e suja. E quando estiver amassando slush em Montréal eu vou lembrar da piscina e da brisa quente. É a vida!

Bisous!

Terremoto

Acho que já tá todo mundo sabendo que teve um terremotozinho na região de Montréal. Abri o fb agora e não resisti: copiei e colei.


O que Mme. Marois tem a dizer sobre isso?

Bisous!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sweet Sixteen


Hoje completo 16 meses de federal e com um sorriso no rosto. Não, o meu status do e-cas não mudou, mas e daí? O que importa é que aos poucos a galera de 2011 está recebendo os pedidos de exames e essa notícia é para ser muito comemorada. Só de pensar que há menos de um mês eu estava toda desesperada achando que o processo tinha ido pras cucuias. E depois o povo acha que a tal novela da Carminha é emocionante. Quer novela de verdade com direito a clímax, reviravoltas, flashbacks e tudo o mais? Vem acompanhar o processo de imigração canadense!

Semana passada quando eu li na CBQ que alguém de junho, inclusive do mesmo dia que eu, tinha tido alteração no e-cas para “in process” eu me senti estranha. Primeiro eu pulei de euforia, fiquei muito feliz e já pensei que toda essa agonia vai acabar até o fim do ano. Depois eu comecei a sentir um medo, na verdade não é medo, mas uma insegurança, sei lá. Comecei a pensar que eu não to preparada para receber o visto já, que eles enrolaram tanto que eu acabei protelando um monte de coisas que já poderiam estar sendo resolvidas, que meu francês tá uma droga, que preciso resolver tantas burocracias relacionadas ao trabalho, que não tenho tradução de nada, e mais isso, e isso e isso...

Enfim, me senti uma loser. Fiquei tanto tempo praguejando que as coisas não andavam e quando finalmente andam aí quem não tá pronta sou eu. Vê se pode uma coisa dessas. Tá certo que de uma alteração de e-cas até o visto ainda tem muito chão, mas a verdade é que agora começa a reta final.

Bom, aconteça o que acontecer esse ano é certo que não saio do Brasil. Não vou fazer nada correndo, aos trancos e barrancos, ficar surtada e desesperada pra pegar o primeiro avião que atravesse a linha do Equador, o trópico de Câncer e que chegue lá quase no círculo polar Ártico (apesar dessa ser a minha vontade).  Por enquanto vou tentar manter a calma e começar a agilizar as burocracias que possam ser adiantadas, mas to sentindo que o grosso do trabalho fica pro final mesmo. Enquanto isso é melhor eu tomar vergonha na cara e voltar a estudar francês de verdade.

Bisous!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Écofrais

Écofrais? Frais?
Sim, frais!
Mais uma novidade na hora de passar no caixa no Québec. Desde segunda-feira uma nova taxa será adicionada ao preço dos produtos eletrônicos no Québec. É a écofrais. Funciona mais ou menos assim: cada tipo de produto terá um valor fixo que será pago a mais (não é um imposto, é uma taxa). Esse dinheiro será direcionado à reciclagem dos mesmos quando chegar a hora do seu descarte. O valor da taxa, que varia entre 0,10 $ (celulares e pagers) e 42,50 $ (televisores acima de 29") foi estipulado levando-se em conta o preço do produto e sua dificuldade de reciclagem. Para entender melhor clique aqui.

Acho de extrema importância que se recicle ou seja dado o devido tratamento para toda essa parafernália eletrônica que temos hoje em dia e que só faz crescer. E nada mais justo que nós próprios consumidores paguemos por isso. Mas... depois de ver tantos escândalos ultimamente fico me perguntando se esse dinheiro chegará mesmo ao seu destino final ou vai acontecer que nem aqui com a tal da CPMF (lembram?) que era pra ser destinada à saúde. Enfim, quero acreditar que a máfia italiana e seus amiguinhos corruptos que estão no poder ainda se contentam apenas com o setor da construção.
É claro que a minha cabeça, acostumada à tanta sacanagem durante anos, pensa primeiro na corrupção. Mas o que eu achei interessante foram os comentários dos leitores. Em geral eu sempre leio os comentários. Acho que podemos aprender muito sobre como funciona uma sociedade, como a maioria das pessoas pensa, para que lado a balança pende mais, se o povo é mais direita ou esquerda, se está feliz com o governo ou não, etc. E nesse caso o que eu vi foi que a maioria das pessoas não gostou nada nada dessa taxa nova. É gente, o povo tá preocupado com a economia do Québec. Muitos reclamam que os impostos lá já são os mais caros da América do Norte e muita gente anda indo para outras províncias ou até mesmo para os Estados Unidos fazer suas compras. Menos compras no Québec, menos arrecadação de imposto pro governo, menor giro da economia, queda nas vendas, demissões, perda do poder de compra e por aí vai. Eu particularmente acho meio exagerado esse ponto de vista, mas no fundo o que o povo tá querendo dizer é que o mar já não está pra peixe e eles estão com medo de que as coisas só piorem. O mercado está mega receoso com o governo pequista, muitos boatos surgindo, empresas falando em deixar a província, incertezas e mais incertezas no ar.
A única certeza que eu tenho é que economizar é preciso. Aqui ou acolá a vida não tá barata não!

Bisous!




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O que fazer quando vc está esperando...

Oi pessoas!
Resolvi eu também  aderir à blogagem coletiva e agora toda talvez toda quarta-feira será dia de:


A iniciativa dessa blogagem coletiva é da  Dea do Frozen Bird e como esperar é o que mais tenho feito nos últimos tempos, bora lá:

Comecei semana passada um curso online de Operations Management oferecido pela Wharton através do Coursera (outra dica da Dea). Faz tempão que eu estou sem estudar nada que não seja línguas e resolvi começar pegando leve para primeiro relembrar conceitos da época da faculdade e aos poucos, se eu achar que os cursos valem a pena, vou me inscrevendo em outros um pouco mais desafiadores. Pode parecer besteira mas acho que estudar em outro idioma vai ser ótimo pra já ir me adaptando ao que o futuro me reserva. Afinal um dos meus objetivos é voltar aos bancos escolares quando eu já estiver no Canadá. Ainda não sei se será um curso técnico, outra graduação, um mestrado, um MBA, nem em que área. Só sei que estudar é preciso. Os conselhos que tenho visto da galera local e de imigrantes que estão lá há mais tempo é de primeiro ir para o mercado de trabalho, ver como você se adapta e o que o mercado quer de você. Depois fica muito mais fácil decidir qual rumo tomar para construir seu caminho de sucesso e felicidade profissional. E é isso o que pretendo fazer, mesmo porque não terei dinheiro para me bancar só estudando, sem trabalhar. Mas de qualquer forma já é bom ir treinando a cabeça para os desafios que estão por vir!

Bisous!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

"I'm poor. I buy in the US."

Outubro começou muito bem, com várias pessoas tendo seus status de e-cas alterados para "in process" e a galera de janeiro, fevereiro e março dando pulos de alegria.
Eu também fiquei super feliz, é lógico, mas como eu sou daquelas que tem que ver para crer, vou esperar até a galera começar a receber os pedidos de exames para comemorar de verdade.

Enquanto isso não acontece venho praticando um dos meus esportes favoritos que é falar mal do Brasil. Ai gente, eu não resisto. É lógico que eu sei que esse país é maravilhoso e tem tantas coisas boas a nos oferecer, mas aí eu olho minha garagem e vejo zilhões de santinhos de políticos corruptos sujando meu patrimônio privado, abro o jornal e vejo que atiraram gratuitamente numa moça que estava saindo da sua casa e uma testemunha disse que os assassinos saíram dando risada. Agora hoje fico sabendo que roubaram o cabelo de uma mulher. Veja essa: até cabelo estão roubando gente! Mas o tema hoje não é roubo. Bom, depende do ponto vista. Minha mãe quando vai comprar alguma coisa e se assusta com o alto preço sempre diz que é um "assalto a mão armada"...

Estava lendo um artigo que fala do preço dos eletrônicos no Brasil. Isso não é novidade pra ninguém mas ainda me deixa roxa de raiva toda vez que preciso/quero comprar alguma coisa. E o pior é que não é só o preço dos eletrônicos né, tudo, absolutamente tudo está custando muito caro. Carro então nem se fala (ainda bem que há dois anos eu só ando a pé ou de carona). Aliás, essa matéria da Forbes tira uma com a nossa cara, quero dizer, com a cara de quem paga R$ 179 mil pra rodar com um carro que a cada voltinha tem que parar no posto pra beber mais um pouquinho, pois não basta só ser caro, tem que beber muito e poluir bastante também.
E não sei se é impressão minha - acho que não, mas parece que a qualidade dos produtos está cada vez mais baixa. Os eletrônicos são todos feitos pra quebrarem em dois anos. Os tecidos das roupas estão cada vez mais vagabundos e comentando com alguns amigos chegamos à conclusão que nossas casas não tem traça não: as roupas é que andam furando depois de três ou quatro lavagens. Qualidade do produto à parte, vamos falar do que interessa: money money money money! Todo mundo já chegou à mesma conclusão: o problema não é apenas a taxação abusiva do governo. Tem gente (e põe gente nisso) lucrando muitos e muitos bilhões de reais às custas do tonto povo brasileiro que ainda acha que pagar mais caro significa ser melhor. Sim, porque no fundo tudo tem a ver com status.

                                                                     The story of my life


Só espero que o meu status suba um degrauzinho também: de application received para in process. Soon!
Dedinhos cruzados galera!

Bisous!


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

BonjourHi


Estava ouvindo Funeral do Arcade Fire hoje e resolvi postar duas músicas desse álbum que eu adoro. Xi, ficou dúbio. São as músicas que eu adoro ou é o álbum que eu adoro? Bom, são os dois. Adoro Arcade Fire!

E em homenagem à Montréal escolhi duas músicas que misturam inglês e francês, bem no espírito linguístico da cidade onde "oi" não é nem bonjour nem hi. É bonjourhi.

Enjoy mes amis! / Profitez-en my friends!

Une Année Sans Lumière


Hey! The streetlights all burnt out.
Une année sans lumière.
Je monte un cheval,
qui porte des œillères.

Hey, my eyes are shooting sparks,
la nuit, mes yeux t'éclairent.
Ne dis pas à ton pere
qu'il porte des œillères.

Hey, your old man should know,
if you see a shadow,
there's something there.

So hey! my eyes are shooting sparks,
la nuit mes yeux t'éclairent,
ne dis pas à ton pere
qu'il porte des oeillieres.

Hey, your old man should know,
if you see a shadow,
there's something there

Haïti


Haïti, mon pays,
wounded mother I'll never see.
Ma famille set me free.
Throw my ashes into the sea.

Mes cousins jamais nés
hantent les nuits de Duvalier.
Rien n'arrete nos esprits.
Guns can't kill what soldiers can't see.

In the forest we lie hiding,
unmarked graves where flowers grow.
Hear the soldiers angry yelling,
in the river we will go.

Tous les morts-nés forment une armée,
soon we will reclaim the earth.
All the tears and all the bodies
bring about our second birth.

Haïti, never free,
n'ai pas peur de sonner l'alarme.
Tes enfants sont partis,
In those days their blood was still warm


Bisous!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

E agora, José?


Como fazer um post positivo quando se está depressivo? Tá, ok, não vou exagerar: não estou depressiva, mas ando bem chateada. Todo esse embromation do consulado tem me deixado com a pulga atrás da orelha. Estou cada vez com mais medo de que esse processo acabe em um “Au revoir. Le Québec ne te veux plus.” E eu só fico pensando que já se foram quase 3 anos de espera, vou ficar esperando até mais junho de 2013 ( que é a data que eu acho que o visto sai, se sair) e se até lá nada acontecer, sem vistos, sem notícias, sem novidades? Aí acho que ta na hora de vestir a camiseta de otário e se ligar que perdi quatro anos da minha vida e um tantão de dinheiro numa ilusão. Por enquanto continuo me recusando a pensar que esse processo não vai vingar. Mas vamos ser realistas, a coisa não ta andando gente! E não é porque tem muito pedido de visto de turista, não é porque tem uma avalanche de pedidos de dezembro e janeiro, não é porque ta faltando mão de obra no consulado. Acho que o visto não sai porque o Canadá não quer que saia. E ponto. 


Só me faz o favor de dizer a verdade: vai rolar ou não vai? Se for, mesmo que demore, eu espero. Eu sento e espero. Mas o que não dá é pra ficar alimentando uma esperança vã. Deixar de tocar a vida, de agilizar um plano B, de mudar de projeto completamente, na cega esperança de que esse visto um dia sai.
Estou triste. Triste comigo mesma por ter colocado todos os meus ovos no mesmo cesto. Justo eu que sempre fui tão prevenida. Lições que a vida nos ensina. E quando tudo isso acabar, aconteça o que acontecer, uma certeza eu já tenho: sairei mais forte do que entrei. E é nisso que eu preciso focar.

PS: Hoje completo 19 meses de processo total. Daqui duas semanas serão 16 meses de federal. Ainda bem que eu coloquei o Daisypath no bloguinho porque se não acho que já teria perdido as contas!

Bisous!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Fui em busca de sombra e água fresca...

voltei gorda de tanto beber cerveja e ainda mais noiada com a imigração.


Estava de férias. Me, myself and my blog.
Pra falar a verdade o blog anda de férias já faz meses. Um mísero post aqui, outro mais mísero ainda acolá e nessa vou empurrando com a barriga pra não matar o bloguito de vez. Descobri que mais gosto é de ler os blogs alheios do que escrever no meu. Mas não desistirei tão fácil assim dele. Um dia ainda sonho poder contar para os meus poucos leitores sobre a minha despedida no aeroporto, minha chegada em Montreal, minha busca por um teto, um trabalho, um novo hobby, um boyfriend quebeca (por que não?), minhas novas dores e delícias da vida.

Enquanto esses dias longínquos não chegam, sigo a praguejar o maldito calor brasileiro (35°C nesse momento, ainda é inverno, não chove há uns 80 dias aqui), a praguejar os malditos políticos brasileiros (hoje o candidato a prefeito e seu vice foram no meu trabalho se apresentar e apertar a minha mão. #édechorar! Faltou pouco pra eu perguntar pro vice - atual vereador, se ele estava conseguindo comprar o leitinho das crianças com o aumento de salário que ele se deu (de R$ 5 mil e tra lá lá para R$ 10 mil). Não vejo a hora de poder praguejar o maldito inverno québécois e os malditos políticos canadenses. Porque pelo que andei lendo por aí eles são mesmo todos iguais.
E para não dizerem que sou uma alma totalmente perdida quero muito algum dia acreditar nos políticos (pelo menos um que seja), mas por enquanto sigo descrente mesmo.

As férias:  ah, foram ótimas. Cansei pra caramba, andei muito, fiquei com calo no pé, voltei cheia de sardas (brilhante idéia de ir pra Espanha no verão! Mas é que eu sempre sonhei em conhecer a Espanha no verão, fazer o quê? Nem eu me entendo às vezes.) e definitivamente concluí que nóis é pobre mais é limpinho. (ok, eu já havia concluído isso outras vezes, mas é que cada vez isso fica mais evidente). Pelo amor... a P&G, Unilever e cia tão comendo mosca:  tem um mercado enorme de europeus que ainda não foram apresentados ao desodorante, ao sabonete e ao sabão em pó!

Bom, mas voltando aos meus devaneios: eu tava com um certo medinho de ir pra Europa nessa etapa do campeonato da imigração. É porque meu objetivo número um sempre foi me mudar pra Europa e não pro Canadá. Mas circunstâncias da vida e novas idéias na cabeça me fizeram tentar a sorte na terra do sirop d’érable.

Aí fiquei com medo de ter uma recaída e me apaixonar pela Europa de novo e ficar cheia de nóias na cabeça, pensando se o Canadá é mesmo o que eu quero. Acontece que eu voltei ainda mais certa de que o Canadá é mesmo o meu lugar. Qualquer coisa que eu fazia, qualquer lugar que eu ia, tudo o que eu comprava eu sempre comparava com o Canadá. E ficava pensando: lá no Canadá é melhor! Lógico que nem sempre no Canadá é melhor, por exemplo, lá não tem trem de alta velocidade (já li que estão querendo implantar, mas to achando que vai ser que nem esse trem Campinas, SP, Rio – não vai sair nunca!), mas “le coeur a ses raisons que la raison ne connaît point”. Resumindo: passei a viagem inteira pensando no Canadá. Eu só conseguia pensar em como o Canadá é mais organizado*, as pessoas são mais educadas (muito mais educadas que os espanhóis com certeza), as ruas são mais limpas... voltei com mais vontade ainda de pegar logo esse visto e me mandar pro gelo.

E aí quando eu chego na terra tupiniquim, o aeroporto de Guarulhos me recebe de braços abertos jogando na minha cara: bem-vinda ao Brasil! 50 minutos de fila (se é que podemos chamar assim) desde sair do avião até chegar na esteira, onde as malas estavam todas amontoadas uma por cima das outras, já sendo jogadas no chão por falta de espaço.  O principal aeroporto do país que vai receber a Copa em menos de dois anos não dá conta de receber 3 voos internacionais em um intervalo de menos de uma hora. E aí mais uma vez eu só consigo pensar que quando a Copa chegar eu já não estarei mais aqui. Será?
Aguardem as cenas do próximo capítulo, digo, post.

rua da minha casita em Montréal no outono de 2010


*Tá certo que a Espanha não é o primeiro mundo do primeiro mundo e que eles estão em crise (apesar de eu não ter visto a tal crise não, exceto por alguns mendigos nas ruas, mas isso tem em toda cidade grande).

Bisous!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Les rêveries de juillet


Ando procrastinando há dias. Quando sento na frente do computador para escrever no blog eu desanimo e deixo pra lá. E nessa vai se passando o tempo e os sentimentos na minha cabeça e no meu coração vão oscilando, oscilando e chego a um ponto em que não sei mais o que pensar, o que fazer.

Tenho tentado me manter sã com relação ao processo. Coloquei na cabeça que antes de junho de 2013 o processo não acaba. Acho que isso foi bom porque pelo menos assim eu não fico mais contanto os dias e sofrendo com a demora insana do consulado. O único problema vai ser se passar de junho do ano que vem. Tenho visto muitos pedidos de exames chegando pra galera de dezembro e janeiro o que ratifica minha esperança de que o processo vai andar sim.

Este mês fiquei bem mal (fico toda vez que paro pra pensar na verdade) quando me dei conta que lá se vai mais um ano da minha vida e eu aqui no stand-by. Vejo meus familiares, meus amigos, alguns conhecidos, progredindo, sendo promovidos, começando cursos, comprando casas, investindo para o futuro e eu olho pra mim e nada. Mais um ano vai se passar e eu aqui na mesma: sem me achar profissionalmente, com minhas economias paradas, sem poder tomar grandes decisões, sem uma vida social satisfatória e outras. Dá um aperto no peito. Sei que foi escolha minha, mas uma escolha que não sabia que duraria tanto tempo para ser concretizada. E o mais angustiante é saber que mesmo depois de tanto esforço pode ser que não dê em nada, que o visto não saia e eu fique a ver navios. Haja força mental.

Depois de passar dias pensando nisso tentei esquecer um pouco esse processo e gastei meu tempo livre planejando minhas férias. Foi muito bom ficar mentalmente distante disso tudo, mas ao mesmo tempo eu acabei perdendo o foco e faz mais de um mês que não estudo.

Agora eu arranjei outra distração: as Olimpíadas. Amo esporte, sempre sonhei em assistir uma Olimpíada in loco e quem sabe um dia não realizo meu sonho. Enquanto isso me contento, e bastante, com os 4 canais do Sportv. Aliás eu estou torcendo pro Canadá tanto quanto para o Brasil (foi uma pena o Raonic perder pro Tsonga no 48° game do terceiro set – a partida de tênis mais longa da história das Olimpíadas).

Nos últimos meses eu entrei num estado de inércia para com a situação do Brasil. Não leio mais jornal, não assisto TV, não quero saber do que se passa na política, na sociedade, na cultura... cansei. Achei melhor não saber pois tudo me faz querer fugir daqui o mais rápido possível. Infelizmente esse ano tem as malditas eleições e os malditos panfletos dos políticos bandidos e caras de pau se amontoam nas calçadas me fazendo lembrar da política suja e corrupta desse país. Tenho nojo. Tenho muito nojo. Gente que não sabe escrever o próprio nome se candidatando a vereador. Vão legislar o quê? Não consigo acreditar na idoneidade de político algum. O pior é quando vejo pessoas conhecidas entrando (ou querendo entrar) nesse mar de sujeira. Pra ganhar seus 10k todo mês sem ter trabalho algum. Fora o que levam por debaixo do pano. Fico p. Fico arrasada.

Um amigo agora é professor de física do Ensino Médio em MG. A orientação da diretoria da escola é: “aprova todo mundo porque se os alunos não apresentarem boas notas nós não recebemos verba”, mesmo quando vários alunos confessaram que não sabem ler nem escrever e não sabem o que estão fazendo ali pois não entendem absolutamente nada da aula.
Sim. Isso me fez lembrar uma ex-funcionária minha que era formada no Ensino Médio e não sabia o que era adição e subtração. Não preciso falar do resto né. Isso porque eu não moro no sertão nordestino ou numa aldeia longínqua do Pará.

Cansei de tudo isso. Cansei desse povo ignorante. Cansei dos malditos carros de som passando com volume ensurdecedor na frente do meu trabalho a cada 5 minutos. Daqui a um mês será um carro de som a cada minuto, com musiquinhas grudentas e desafinadas vangloriando esses políticos de merda. Cansei de tanto buraco nas ruas. Cansei de pagar imposto e pagar também educação, segurança, saúde. Cansei de ficar com medo toda vez que o telefone toca em horas impróprias achando que é o pessoal do sistema de alarme. Cansei de ter que sair de casa no meio da noite para checar se não tem arrombamento no local do meu trabalho porque o alarme não para de disparar. Cansei de ver gente sendo assaltada à mão armada na rua do meu trabalho (que é em frente a um banco). Cansei de ver gerente de banco semi-analfabeto porque nesse país a educação não é valorizada e todo mundo escreve e fala errado e tá tudo bem.  Cansei de pagar caro, muito caro, por serviços mal prestados. Cansei de ver o preço de tudo no Brasil escalonar absurdamente, só o meu salário que não. Cansei de ver tanta miséria, falta de atendimento hospitalar, falta de salas de aula, professores extremamente mal remunerados, e o governo gastando os tubos construindo estádios de futebol (e muitos inclusive se tornarão grandes elefantes brancos depois da Copa).

Cansei de tanta coisa que cansei até de listar. O pior é que eu sei que vou continuar cansando dessas mesmas coisas e de tantas outras não importa onde eu esteja. Mas eu preciso tentar descansar. A vida tem que ser mais que isso. Mais do que ter que fechar os olhos para tudo ou viver reclamando.

On y va, on y va,  vamos tentar!

E pra completar o post, um resumão do timeline de julho:

17 meses desde o envio do meu dossiê para o BIQ
13 meses de processo federal
1 ano de blog
e hoje 6 anos sem meu pai. Dói demais. Sempre penso o que ele acharia da minha decisão. Acredito que teria seu apoio, afinal o que ele sempre quis foi me ver feliz.

Et c’est la vie! Vem agosto lindo, vem. Vem que minhas férias tão chegando!!!

Bisous!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Bénévolat


Hoje eu tive um insight: muitos imigrantes quando chegam ao Québec procuram fazer trabalho voluntário lá, entre outros motivos para conhecer pessoas e se inserir mais rapidamente no mercado de trabalho. Mas por que não começar um trabalho voluntário ainda no Brasil?

Experiência eu tenho de sobra: desde
pequena já sei argumentar ao telefone
To pensando em mandar meu CV pro consulado e fazer um pro bono lá. Posso grampear papéis, servir cafezinho, inserir dados no sistema, colar visto em passaporte, ou simplesmente atender as centenas de ligações que nós mesmos fazemos todo santo dia. Não preciso nem de treinamento porque eu já sei qual é a resposta pra pergunta de sempre: “seu processo está sendo analisado e estará em breve na mesa do oficial. Em uns dois meses você terá uma resposta.”




Assim quem sabe sobra mais tempo pro people do consulado emitir logo de uma vez os combos, ou os pedidos de exames ou os vistos ou whatever. 



Bisous! 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Reflexões de chuveiro

Qual é o problema da tigela?

Não, sinceramente, eu gostaria de saber por que no Brasil, onde fala-se português, ninguém mais usa a palavra "tigela". Eu só leio e escuto: "bowl" pra cá, "bowl" pra lá, "bowl" colorido, "bowl" pequeno, "bowl" grande, "bowl" de porcelana, "bowl" de inox, "bowl", "bowl", "bowl".

Gente, eu não sou nenhuma defensora da língua portuguesa, aliás adoro misturar inglês, português, francês, e qualquer outra gracinha no meio das frases. Mas geralmente é pra colocar um pouco de humor, ou substituir uma palavra que em outra língua tem um sentido muito mais certeiro daquilo que estou querendo dizer.

Agora, essa estória de bowl já me cansou. Principalmente porque metade desse povo que adora falar "bowl" quando precisa realmente falar inglês, amarela e passa vergonha.


Então aqui vai meu protesto pela volta das tigelas! Uma palavra tão bonitinha: ti-ge-la. O que o povo tem contra ela?

Bisous!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Canadian TV/Télé Canadienne #7: Tou.tv

Este post vai pra quem é fã da teledramaturgia québécoise e/ou gosta de aprender francês de um jeito mais gostoso e descontraído: vendo TV, é claro!
Até pouco tempo atrás o conteúdo online da Tou.tv (da Radio-Canada) era fechado para quem estava fora do Canadá. Mas agora eles estão com um canal no Youtube, possibilitando a quem está no Brasil assistir seus programas e séries.

Tem muita coisa que eu não vi ainda e dos que vi Les Parent continua sendo meu favorito. Também adoro assistir L'épicerie que traz dicas muito legais sobre alimentos, testa diferentes utensílios domésticos, faz enquetes sobre a preferência do consumidor acerca de um determinado produto, além de nos dar uma boa idéia da vida do québécois quando se trata de alimentação.




E você, qual seu programa preferido da Tou.tv?

Bisous!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vergonha de ser canadense ou vergonha de ser humano?

                  colagem de Joana Cocarelli
A semana toda eu abro os jornais, ligo a TV e é Rio+20 pra cá, Rio+20 pra lá. Confesso que eu acho que todas essas reuniões não vão dar em nada, mas ao mesmo tempo penso ser de extrema importância levantarmos questões e discutirmos soluções para os novos (e velhos) desafios que o mundo nos impõe.

E dando minha zapeada diária pela internet achei a matéria abaixo onde li "I apologize in advance, but I'm from Canada."

At Rio+20, I find myself ashamed of being Canadian




Rio de Janeiro – “I apologize in advance, but I’m from Canada.”
That’s the way I’ve been introducing myself in recent days at the Rio+20 United Nations Conference on Sustainable Development. I am greeted with pity.
It is with a heavy heart that I find myself feeling – along with several other youth and non-governmental-organization delegates here at the conference – ashamed to call myself Canadian.
The pride I wish I had for my country has vanished among repeated failures on the part of Canada to play an active role in climate negotiations.
At the last Conference of the Parties (the United Nations Conference on Climate Change), held in Durban, South Africa, in 2011, Canada won so many “Fossil of the Day” awards that it was given a Lifetime Achievement Award.
Now, in Brazil, Canada is again in the international spotlight for all the wrong reasons.
On Sunday, Premier Jean Charest presented his Plan Nord – a “new global model for sustainable development,” as he called it. He talked about the social and environmental benefits of exploiting the natural resources of an area of boreal forest the size of France.
Is this, as the Rio+20 slogan goes, “the future we want for ourselves and for our children”?
Is this the direction our society is headed? Where is the realization that our resources are finite and need to be protected?
Our negotiators on the international stage have the power to change the way we manage the environment in order to protect it. Yet the Canada I see now is a Canada that has no intention of progressing in terms of environmental issues.
Instead, I see myself living in a country that is regressing, withdrawing from its previous commitments and subsidizing polluting industries such as the oilsands to the tune of billions, all the while cutting environmental programs.
One may argue that economic development is needed to avert an economic crisis. But what about our growing global environmental crisis? As a young adult, I am beginning to get the sense that our elected officials are not representing our best long-term interests and are not caring for the well-being of our country and the global environment beyond the next election.
As a community organizer and environmental advocate, I dedicate most of my free time toward making our world a better place in which to live. But where is the leadership at the governmental level?
Our leaders need to realize that the time to act is now, and that if nothing is done, this Rio+20 conference will go down in history as a failure.
Climate change is not an issue that can be dealt with sometime later.
I sincerely hope I can be proud to call myself a Canadian again, although I somehow cannot bring myself to believe that this will be anytime soon.
Leehi Yonaof Dollard des Ormeaux is a student at Marianopolis College and a youth delegate at this week’s United Nations Rio+20 United Nations Conference on Sustainable Development.



Após a leitura fiquei pensando: será que os canadenses são os únicos que precisam se desculpar? Ou é o mundo todo que está em falta com o meio ambiente? Será que o problema são os políticos? Mas quem elege os políticos?
Talvez eu escrevesse: I apologize in advance, but I'm human. And despite everything I've been done so far, I'm willing to change my attitude towards a better world for me, for us and for the future generations.

Bisous!